Médio Tejo | Caminhos da Pedra com dezenas de espetáculos este fim de semana

Os 'Mundo Cão' atuam no Entroncamento no dia 18 de outubro. Foto: Stock

Ao palco do ‘Caminhos da Pedra’ vão subir os ‘Mundo Cão’, no Entroncamento, a abrir o segundo fim de semana, num ciclo com muito mais música. O destaque vai para dois projetos comunitários: “Segue-me à Capela (esteve no Sardoal e segue para Vila Nova da Barquinha)  e a Escola de Rock Paredes de Coura”, em Ourém.  O percurso artístico “O Dom da Pena – Moinhos da Pena” com Francisco Goulão em Torres Novas será outra das atrações deste ciclo.

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Os Caminhos da Pedra, terceiro e último de três ciclos anuais do Caminhos – programa cultural em rede no Médio Tejo – começou no último fim de semana na Sertã e continua de 18 a 20 de outubro, noutros cinco municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo), com entrada gratuita em todos os espetáculos.

Cerca de 20 espetáculos gratuitos, entre eles muita programação dedicada às crianças. Este ciclo esculpe-se entre os caminhos do Médio Tejo com muita música, bandas locais, revelações nacionais e grandes nomes do panorama musical português.

Destaque para o Projeto Comunitário “Segue-me à Capela”, uma oficina de cantares tradicionais, que passou no primeiro fim de semana pelo Sardoal e no segundo fim de semana segue para Vila Nova da Barquinha, num breve périplo pelos cantares tradicionais portugueses. Preferencialmente, para mulheres (jovens e adultas – M/12), num número máximo de 30 participantes. Inclui uma apresentação, para a comunidade, integrada no espetáculo do grupo “Segue-me à Capela” a 18 de outubro, às 21h30, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.

Foto: CM Sardoal

Torres Novas, que já fez parte do ciclo Caminhos do Ferro, volta a apostar num Percurso Artístico: “O Dom da Pena – Moinhos da Pena – com Francisco Goulão”. O Ponto de Partida é no Café dos Moinhos da Pena a 19 e 20 de outubro, com duas sessões por dia, às 10h30 e 16h30. Sobre o percurso, Francisco Goulão adianta que “Sem vento tudo pára. A sua força é a vida dos doze moinhos da Pena. As suas velas, as antenas que o captam, transformando-se, por vezes, em monstros fleumáticos, prenunciadores de tragédias, conflitos geradores de histórias, que nos assombram e fascinam”.

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No projeto comunitário que vai ser apresentado 20 de outubro, às 18h, na Praça Mouzinho de Albuquerque em Ourém, a “Escola de Rock Paredes de Coura” mostra o resultado de um modelo de trabalho que consiste em residências e campos de férias de curta duração (de 2 a 7 dias) preenchidas com ensaios, formação, sessões de cinema, jam sessions, concertos, demonstrações de instrumentos e workshops.

No final de cada residência, ocorre um concerto de apresentação que reúne cerca de 50 músicos em palco, e que é posteriormente apresentado em digressão. Esta iniciativa já permitiu às turmas da Escola do Rock atuar em alguns dos maiores eventos de Portugal, como o Festival Vodafone Paredes de Coura, Serralves em Festa, no Museu de Serralves e Verão na Casa, na Casa da Música.

Caminhos da Pedra – Programa por dia e por município

No segundo fim de semana dos Caminhos da Pedra traçam-se novas rotas, que passam por cinco municípios. No dia 18 de outubro, a programação abre com um espetáculo que nos diz que é tempo de sermos crianças outra vez! Em “Petit” dos suíços Frutillas com Crema não se usam palavras, apenas a linguagem universal dos gestos, recordando-nos como é importante a simplicidade. Este espetáculo passa por três locais do concelho de Ourém, em três dias, sempre às 15h (sexta Freixianda, sábado na Praça Luis Kondor em Fátima, e domingo no Parque de Diversões do Olival).

A noite de sexta, 18 de outubro, é dedicada à música, com quatro espetáculos em simultâneo às 21h30.

Foto: CM Sardoal

Em Vila Nova da Barquinha apresentação do projeto comunitário que se realiza também no Sardoal, “Segue-me à Capela”, no Centro Cultural.

À mesma hora no Centro Cultural do Entroncamento a banda portuguesa que dispensa apresentações, Mundo Cão.

Já no Auditório ARPO em Ourém sobe a palco Eclema, grupo de três jovens Oureenses que este ano foi semifinalista do concurso EDP Live Bands, tem como principal objetivo trazer à tona uma fusão da música electrónica, com sonoridades associadas ao post-rock, hip-hop, e à música psicadélica/experimental.

Foto: DR

Por último no Centro Cultural Gil Vicente no Sardoal, “O feminino em Pessoa” com Patrícia Lopes Quarteto. Um espetáculo musical com canções concebidas pela compositora e pianista brasileira Patrícia Lopes, inspirada pela obra do poeta português, Fernando Pessoa (1888-1935). Este trabalho revela interpretações da poesia do escritor sob a perspetiva da música brasileira e suas convergências com a história da própria compositora. Participação especial de Sofia Vitória.

O sábado do segundo fim de semana dos Caminhos da Pedra, 19 de outubro, faz-se entre Ourém e Torres Novas.

Na Vila Medieval de Ourém, às 21h30, os GALA DROP são uma incansável e em constante desenvolvimento aventura musical, que se inspiram em sons e vibrações de diferentes lugares e épocas.

Para além do já mencionado percurso artístico em dois dias, com dois horários em Torres Novas, o município acolhe ainda Carmina Burana, às 21h30, no Teatro Virgínia. A obra mais conhecida de Carl Orff que se tornou um fenómeno de popularidade (cinema, publicidade e jogos de computador).

A Banda Sinfónica da PSP, com 21 músicos de cordas convidados, será o suporte para um coro de 80 vozes, do Choral Phydellius e Spatium Vocale. Conta ainda com três solistas (soprano, tenor e barítono) e com um coro de 30 alunos das classes de Coro do Conservatório de Música do Choral Phydellius. Este concerto conta ainda com a apresentação de Rhapsodie pour Saxophone et Orchestre, de Claude Débussy, que terá como solista o Chefe Nuno Silva da Banda Sinfónica da PSP.

A Banda Sinfónica da PSP, com 21 músicos de cordas convidados, será o suporte para um coro de 80 vozes, do Choral Phydellius e Spatium Vocale. Foto: DR

No domingo dia 20, último dia do Caminhos em 2019, para além dos já mencionados percursos artísticos em Torres Novas e circo e projeto comunitário em Ourém, a rota inclui ainda o Sardoal, com um espetáculo único de Miguel Gizzas Quinteto, às 16h, no Centro Cultural Gil Vicente: em “O dia em que o mar voltou” a história do romance homónimo do cantor-escritor é contada – pela voz de atores como Ricardo Carriço, Sofia Nicholson, João Didelet, Luis Filipe Borges e tantos outros – em cinema de animação, intercalado pelos temas musicais do livro, cantados ao vivo.

Uma das bandeiras do Caminhos é o acesso gratuito a toda a programação cultural, durante os três ciclos anuais (Ferro, Água e Pedra). Este ano com o seguinte calendário: Caminhos do Ferro de 12 a 14 de abril; Caminhos da Água de 12 a 14 e 19 a 21 julho; e Caminhos da Pedra, de 11 a 13 e 18 a 20 outubro.

Os Caminhos do Ferro percorreram Abrantes, Entroncamento, Tomar e Torres Novas em abril. Os Caminhos da Água mergulham em Abrantes, Alcanena, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Vila Rei, e Vila Nova da Barquinha em julho. Os Caminhos da Pedra esculpem-se no Entroncamento, Ourém, Sardoal, Sertã, Torres Novas, e Vila Nova da Barquinha em outubro.

Caminhos da Pedra até domingo no Médio Tejo. Foto: DR

Sobre o Caminhos:

O Caminhos é um projeto que se divide em três ciclos culturais de programação em rede no Médio Tejo, e que envolve 13 municípios. Estreou-se em 2017 com três caminhos a percorrer: os Caminhos do Ferro (abril), os Caminhos da Água (julho) e Caminhos da Pedra (outubro).

O projeto Caminhos surgiu da vontade de 13 municípios em apresentar às suas populações ofertas culturais alternativas, arrojadas e que colocassem o território no mapa artístico e cultural a nível nacional e internacional.

Os grandes objetivos do Caminhos é gerar itinerância de públicos internos, com uma programação cultural diferenciadora, e aumentar o número de visitantes que experienciam, neste período, o território como um todo, como um roteiro turístico e cultural em rede.

Já trouxe ao Médio Tejo alguns dos artistas de maior renome nacional e internacional, com propostas irreverentes e emergentes no panorama atual.

Projeto cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER.

 

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