Médio Tejo | Autarcas defendem “mais valias únicas” de aeroporto regional em Tancos

Câmara de Vila de Rei aprovou moção para criação de aeroporto regional em Tancos. Foto: Serrano Rosa

Os 13 autarcas da região do Médio Tejo defenderam hoje as “mais valias únicas” da criação de um aeroporto regional em Tancos (Vila Nova da Barquinha), tendo deliberado, por unanimidade, solicitar uma reunião urgente ao Ministro das Infraestruturas.

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Em declarações à Lusa, o secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Miguel Pombeiro, disse que esta posição “pretende fazer vincar as mais valias únicas de uma estrutura aeronáutica que já existe, que tem condições únicas em termos estratégicos e geográficos e que está subaproveitada”.

O responsável apontou ainda para uma “relação custo-benefício, em termos de análise de eventual investimento, de retorno único e imbatível”.

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Em comunicado, a CIMT dá conta que os autarcas da região “querem obter uma definição política clara e objetiva sobre o aeródromo de Tancos, uma infraestrutura aeronáutica essencial para a região do Médio Tejo e para o interior”, sobre a qual, “desde há largos anos, se tem vindo a equacionar a pertinência de aproveitamento, conjugando funções militares e civis, para criação de um aeroporto regional”.

A ex-Base Aérea n.º 3 da Força Aérea está dotada de duas pistas de 2.440 metros e 1.200 metros de comprimento, respetivamente.

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“Ambas apresentam grande potencial, contudo, carecem de intervenções urgentes nas infraestruturas aeronáuticas adjacentes”, realça a mesma nota da CIMT, que defende que “uma intervenção, com a conservação ou criação de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional, contribuiria para atenuar assimetrias de desenvolvimento” em zonas de baixa densidade.

Autarcas do Médio Tejo defendem “mais valias únicas” de aeroporto regional em Tancos. Foto: DR

“Esta tomada de posição não é contra ninguém, antes visa chamar a atenção para uma infraestrutura existente e obter uma definição clara de quem de direito se vamos assistir à degradação deste potencial instalado ou se vamos valorizar a infraestrutura”, frisou Pombeiro.

No comunicado, os autarcas recordam que o atual Aeródromo Militar de Tancos é gerido pelo Exército Português e defendem que a criação de um aeroporto regional “permitiria dar resposta adequada a atividades empresariais, militares, de turismo cultural, de lazer e religiosas, que há muito se reclamam”.

Para os autarcas, um aeroporto regional “permitiria ainda uma penetração no mercado internacional das empresas da área da indústria automóvel (em Abrantes), curtumes (Alcanena), têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário (Sertã, Mação e Vila de Rei) e papel (em Constância e Torres Novas)”.

Fazendo notar a presença de infraestruturas ferroviárias em Almourol, Tancos e no Entroncamento (linha do Leste e do Norte), da plataforma logística na região (Riachos-Torres Novas-Entroncamento) e de duas estradas confinantes (A23 e a A13), os autarcas do Médio Tejo defendem que “a abertura de um aeroporto civil-militar em Tancos permitiria alavancar a dinâmica económica de toda região e o potencial turístico dos milhões de passageiros que se dirigem a Fátima”.

A ex-Base Aérea n.º 3 da Força Aérea está dotada de duas pistas de 2.440 metros e 1.200 metros de comprimento, respetivamente. Foto: DR

Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

1 COMENTÁRIO

  1. Lá vem outra vez esta treta dos autarcas, ainda não aprenderam nada!!!
    Não há qualquer falta de definição, é uma infra-estrutura militar que por sinal até é muito utilizada ao longo do ano.
    Os militares não vão deixar transformar uma base militar muito activa como é a de Tancos em um Aeroporto Civil ou mesmo misto como os autarcas querem… e eles são inteligentes nunca dizem não, porque sabem que não se afronta políticos, é tudo “sim” mas depois não sai do papel como de costume… também andaram a tentar converter a Base Militar de Monte Real, próximo de Leiria com o mesmo sucesso que em Tancos… continua militar e os militares continuam a dizer que “sim” sempre que lhes perguntam… eles ouvem o sim e o assunto é enterrado por mais algum tempo até alguém se lembrar que existe ali uma base super activa que por sinal também poderia levar com voos civis apesar de os militares estarem claramente a utilizarem-nas e existirem já aeroportos e aeródromos em grande quantidade.

    Existe espaço com fartura em todo o médio Tejo, porque não constroem uma estrutura civil de raiz com a contribuição financeira de todos os municípios… façam uma pista grande com uns 4 km para receber aviões à séria, porque para ser a fingir estejam mas é quietos e não gastem tempo e dinheiro… não é preciso mais um aeroporto tipo o de Beja, que lá está mas que pouco ou quase nada é utilizado.

    Se querem uma infra-estrutura dessas precisam de tudo o resto, porque NINGUÉM de relevante vai utilizar se não tiver a auto-estrada acessível ali ao lado, se não tiver linha-férrea para as mercadorias e transporte de passageiros para todo o país, tem de ter espaço para instalações de armazenamento, para instalações de alfândega, etc. e já agora que não seja construído como o futuro novo aeroporto de Lisboa em local inundável/ que pode facilmente ser afectado por tsunami/ praticamente em cima de uma falha sísmica conhecida.

    Por último não é só ter tudo, tem de ter o mais importante: os amiguinhos nos sítios certos para que pelo menos consigam voos de carga, que os de passageiros será uma miragem aqui para esta região… talvez excepcionalmente um ou outro por causa de Fátima mas mesmo assim tenho dúvidas, incluindo voos de baixo custo que duvido que viessem para um aeroporto na região a menos que literalmente lhes pagassem para vir aterrar aqui.

    Isto no fundo é como querer ter um estádio de futebol em cada freguesia, não faz sentido, mas os políticos se puderem constroem um… mesmo que depois não existam pessoas para os encher ou sequer pessoas para ir lá jogar.
    Não sinto que exista um necessidade quer por parte da população quer dos empresários de um aeroporto nesta região, tendo o de Lisboa tão próximo, mas os autarcas lá continuam a bater na mesma tecla à força que querem ter um aeroporto a fingir só para dizerem que têm o seu aeroporto mesmo que depois aquilo esteja às moscas como já é mais do que previsível.

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