Médio Tejo | Abrantes, Tomar e Vila de Rei ganham meio milhão de euros para projetos ambientais em centros históricos

Município de Tomar acaba com cartazes em papel e proíbe outdoors na área de reabilitação urbana. Foto: DR

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo viu aprovada uma candidatura da operação “Médio Tejo – Projetos de boas práticas em matéria de adaptação às alterações climáticas”, apoiado por fundos da União Europeia, que prevê um conjunto de ações que visam benefícios de sustentabilidade e eficiência de recursos. Os Municípios afetos na candidatura, que compreende um investimento total de cerca de 540.778,58€ e 404.061,81€ de fundo de coesão, são Abrantes, Tomar, Vila de Rei e a própria CIM do Médio Tejo.

Abrantes já iniciou o procedimento com a colocação de velas tensadas nas ruas do centro histórico. Essas velas já são visíveis nas principais ruas do centro da cidade e permitem o sombreamento das vias.

Outro projeto que será concretizado na cidade abrantina, intitula-se “Cor e Aroma” – Ligação pedonal Quinchosos / Jardim do Castelo – e foca-se no ordenamento de um espaço público que se encontra sem utilização, numa zona bem dentro do centro histórico, na encosta do Castelo de Abrantes, junto à Escola Básica dos Quinchosos.

Neste espaço estão previstas um conjunto de ações, tais como: eliminação de espécies invasoras; regularização e ensaibramento de caminho pedonal; criação de patamares e guardas de segurança com recurso a madeira; instalação de um sistema de rega gota-a-gota, entre outras ações.

Abrantes já iniciou o procedimento com a colocação de velas tensadas nas ruas do centro histórico. Essas velas já são visíveis nas principais ruas do centro da cidade e permitem o sombreamento das vias. Foto: DR

Por sua vez em Tomar serão concretizadas várias operações, sendo esperada a substituição da utilização da água para consumo na rega de espaços urbanos através da captação de águas subterrâneas.

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A termorregulação do ar por nebulização no Centro Histórico será outra ação a concretizar. Na prática prevê-se o aumento do conforto térmico que irá permitir aos munícipes, visitantes e moradores usufruir das suas vivências de uma outra forma. Melhora o conforto a quem passa e contraria o efeito “de ilha de calor” provocado pelas elevadas temperaturas bastantes comuns nesta região.

Em Tomar, está ainda prevista a implementação de um sistema de rega inteligente nos espaços verdes envolventes ao Complexo Desportivo Municipal.

Já no Município de Vila de Rei irá concretizar-se, no âmbito deste projeto, a colocação de sombreamento na zona das tasquinhas do parque de Feiras de Vila de Rei e na área de serviço de auto caravanismo.

Naquele Município está ainda prevista a impermeabilização da charca do Bosque da Vila, permitindo mais facilmente manter a sua capacidade mesmo em altura mais secas. Trata-se de um local, cheio de potencial turístico, desportivo e de lazer, ainda por explorar nestas vertentes, logo, a ação de impermeabilização poderá ser um contributo relevante.

Por último, e no que se refere ao trabalho da CIM do Médio Tejo, a entidade vai assegurar a instalação de equipamentos de sombreamento em paragens.

De referir que este projeto apresenta um conjunto de benefícios quantitativos, que se prendem com a diminuição dos custos reais com a rega em espaços públicos; a implementação de sistemas inteligentes e mais eficientes; a melhoria das condições térmicas para moradores, visitantes comerciantes/expositores, nos locais alvo de intervenção, etc.

Em termos de objetivos, a execução da candidatura vai possibilitar a implementação de medidas de adaptação às alterações climáticas, executar ações inovadoras, tanto em relação à gestão eficiente dos recursos como em contrariar o efeito “da ilha de calor” que possam ser disseminadas para outros territórios com necessidades idênticas, assim como os seus objetivos, adquirir know-how em ações inovadoras para promover a sua disseminação, melhorar o conhecimento sobre as alterações climáticas na medida em que é necessário conhecer para depois planear de forma eficaz, promover novos projetos de demonstração em adaptação às alterações climáticas, e promover a resiliência dos territórios com suporte nas medidas a implementar.

Após a concretização dos projetos, em cada município, serão integradas equipas que irão garantir a manutenção e gestão das estruturas existentes, assegurando um bom funcionamento e acompanhamento após a implementação das ações, promovendo a maximização dos resultados previstos criando condições para que estas ações e os seus resultados perdurem no tempo.

Considera a CIM do Médio Tejo que as alterações climáticas, são um tema cada vez mais atual. O conhecimento sobre as mesmas cada vez é maior, também fruto do impacto que as mesmas apresentam no ambiente que nos rodeia. Assim, torna-se indispensável pensar, planear e atuar tendo por base os desafios que a alterações climáticas vieram trazer, e definir estratégias mais ou menos inovadoras para superar esses desafios.

Esta candidatura foi submetida ao Aviso do POSEUR 08-2019-11 do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, cofinanciado pelo Fundo de Coesão, no âmbito do Regulamento Específico de Sustentabilidade.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Será que o dinheiro recebido pela CMA chega para colocar papeleiras, desde a Mango até ao antigo edifício das Finanças? Há uma, apenas uma, no café pelicano, que por sinal já está fechado. Nem junto ao mercado diário.

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