Mação | Assembleia aprova apoio à União de Freguesias para obra no cemitério de Penhascoso

Foto: mediotejo.net

A Assembleia Municipal de Mação, reunida em sessão ordinária pública no dia 18 de setembro, aprovou por unanimidade o apoio da Câmara Municipal na ordem dos 5500 euros à União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, na sequência de um pedido de apoio para concretização da obra já iniciada para ampliação do cemitério de Penhascoso. O custo total estimado da obra é de 70 mil euros.

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A União de Freguesias fez chegar um ofício à Câmara de Mação datado de 24 de maio de 2019, onde informava sobre a necessidade de efetuar ampliação do cemitério de Penhascoso, obra já iniciada em 2018 com recurso a fundos próprios e que aquela junta refere já ter realizado os primeiros 30 mil euros do investimento previsto. Deste modo, a UFMPA solicitou à autarquia pedido de apoio no sentido de concretizar a obra dentro dos prazos estimados à sua necessária utilização.

A Câmara Municipal, reunida a 11 de setembro deliberou por unanimidade atribuir um apoio de 5500 euros, valor que fora também aprovado por unanimidade das bancadas do PS e PSD em Assembleia Municipal.

Vasco Estrela (PSD), presidente da Câmara Municipal de Mação, referiu que o apoio deliberado pela Câmara “corresponde à avaliação feita no local da pintura dos muros exteriores, que faltam pintar”.

O autarca disse que tal vem no seguimento de outro apoio, feito no mandato anterior, aquando de um desmoronamento de um muro, “também havendo ali uma ampliação”.

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O apoio de 5500 euros será “complementado com outro esforço financeiro da Câmara no asfaltamento de toda a área envolvente e arranjo de envolvente de toda aquela obra, que tem significado e impacto para aquela freguesia”, fez notar.

Daniel Jana, deputado socialista e vice-presidente da União de Freguesias, interveio na sessão, lembrando que o projeto de ampliação do cemitério já vem de 1998 e a União de Freguesias, reconhecendo a necessidade, avançou para a obra, que é atualmente “quase uma realidade”. Daniel Jana disse que “não se trata de uma opção política, mas de uma necessidade clara daquela freguesia”.

“Esta obra não serve apenas uma localidade, mas sim as 7 aldeias da freguesia do Penhascoso. A bancada do PS votará favoravelmente, com exceção das partes interessadas, mas é claro a todos que é ‘poucochinho’, estamos a falar de 7,8%. Queria saber como chegaram a este valor, uma vez que foi dito que os técnicos foram avaliar a questão da pintura. Acho que neste momento não é a maior necessidade que o cemitério tem, não é a pintura que vai sepultar os mortos e se calhar é a última fase da obra”, mencionou.

O deputado socialista insistiu, tendo dito que “a Câmara poderia voltar a ponderar numa próxima Assembleia acrescentar algum apoio a esta obra que é da freguesia, mas sobretudo também do concelho”.

Daniel Jana, deputado socialista e membro da União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, manifestou-se quanto ao apoio dado para a obra do cemitério, referindo ser “poucochinho” para as necessidades apresentadas. Foto: mediotejo.net

Vasco Estrela (PSD) afirmou que a União de Freguesias “fez muito bem em avançar com a ampliação”, crendo que “provavelmente quando o fizeram, contavam que tinham dinheiro para o fazer, porque se não contassem e precisassem da ajuda da Câmara, sentávamos e conversávamos”, avaliando quais as hipóteses.

“Tudo o que vier a mais é mais, porque parto do princípio que pessoas responsáveis não iam avançar e fazer uma obra sem saber se tinham dinheiro. Tudo o que vier é quase que ganho”, disse, deixando uma primeira nota sobre o assunto.

Por outro lado, o autarca frisou que também se trata de “uma decisão política”, tendo em conta que “esta é a única União de Freguesias que não tem relacionamento com a Câmara relativamente à limpeza das ruas e aquilo que todos os presidentes de junta fazem”.

“Partindo do princípio, e dando como boas as propostas que a União de Freguesias fez à Câmara sobre o valor que considerava justo e que gastava/gastou nos anos anteriores com a limpeza das ruas, dando como bom esse valor (…) não há assim uma necessidade tão grande de ajudar, como a Câmara faz com outras juntas, porque deixaram de ter estes gastos”, continuou o edil.

Daniel Jana insurgiu-se sobre as declarações proferidas por Vasco Estrela, referindo que não se tratava de uma “opção política” a obra em causa mas sim de uma “necessidade real”, uma vez que restavam “dois ou três covais no fim do ano passado”.

“Não estamos a falar de uma coisa assim tão megalómana, como se fosse uma obra de opção política… Como é óbvio nós avançámos para a obra por essa necessidade, mas também pelas garantias que poderíamos fazer. Porque não estamos à espera desde maio, quando foi feito este pedido, para avançar. Os talhões estão marcados, a muralha está feita, a obra está a avançar consoante a necessidade. Apenas queríamos concluir o mais rapidamente possível, dada a necessidade”, acrescentou Daniel Jana, garantindo que “no espaço de 15 dias já pode ser sepultada uma pessoa”.

Dando por finalizado o debate, Vasco Estrela lembrou que “outras opções políticas” foram tomadas antes desta, e lembrou ainda o apoio da autarquia no mandato anterior.

O autarca reconheceu que a temática dos cemitérios “é crítica” para todas as freguesias, assumindo que “outros, mais dia, menos dia, também terão de ser aqui apoiados porque percebemos isso”.

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