Liga Inatel | A análise à final que consagrou o Inter de Fradelos, por Telmo Gomes

Inter de Fradelos sagrou-se bicampeão nacional de futebol do Inatel. Foto: Telmo Gomes

Dia 9 de junho de 2019, véspera de 10 de junho, dia de Portugal, dia para recordar por vários motivos. Portugal conquista a Europa e a sua nova pérola “Taça das Nações”, mas em plenas portas de Lisboa, no Parque de Jogos 1º de Maio, a tão ambicionada Final Nacional do INATEL foi disputada como há muitos anos não se via.

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Oito meses depois do primeiro apito ainda na fase distrital, no domingo, dia 9 de junho, cerca das 20:00, soou o último apito da época. O Inter de Fradelos revalidou o título de campeão nacional depois de vencer o Lavandeiras no desempate por grandes penalidades e depois de ter estado a perder por dois golos de diferença.

Inter de Fradelos sagra-se bicampeão nacional do Inatel. Foto: Telmo Gomes

Final Nacional:

Inter de Fradelos (Braga) 2-2 Lavandeira (Aveiro)

Equipa de Arbitragem: Paulo Neves; Antonio Nunes; Tiago Vicente; Carlos brites (Santarém)

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Equipa de arbitragem viajou de Santarém para apitar a final nacional do Inatel. Foto: Telmo Gomes

Duas formações de campeões tentaram trazer até Lisboa o máximo de apoio possível em termos de adeptos. Uns por férias marcadas, outros por compromissos noutros eventos, outros por falta de transporte para Lisboa não puderam comparecer na grande festa do futebol amador, mas os que apareceram foram enormes no apoio às suas cores. Se de um lado se gritava pelo ACRIF, em azul e preto, do outro gritava-se pela Lavandeira de vermelho e branco. Foram 80 minutos de loucura dentro e fora do campo.

A equipa de lavandeira esteve a vencer por 2-0 mas o Inter de Fradelos recuperou e forçou as grandes penalidades. Foto: Telmo Gomes

Com duas partes distintas, em que a primeira parte foi naturalmente mais calma, as equipas em fase de estudo mútuo nunca se expuseram muito. O Inter de Fradelos procurava chegar com ataques rápidos e incisivos a a baliza da Lavandeira, enquanto que a Lavandeira tentava fazer um jogo mais de pé para pé no meio campo para chegar aos seus homens da frente. E foi numa dessas jogadas que encontraram o “Velhinho” Hugo Sousa na frente e com um belo chapéu abriu o marcador para loucura das gentes de São João de Vêr.

A segunda parte não poderia ter começado melhor para a Lavandeira que logo no primeiro minuto converte uma grande penalidade sem hipótese para o guarda redes do Inter de Fradelos, fazendo o 2-0. Daí em diante, e com as substituições operadas pelo mister do Inter de Fradelos, o jogo mudou.

Mais rápidos e mais determinados, os homens que ainda eram os campeões nacionais não deitaram a toalha ao chão, não sem antes passarem por um calafrio em que um dos avançados da Lavandeira, já sem o guarda redes na baliza, temporizou demasiado e quando quis “arrumar” o jogo o remate foi lhe cortado por um defesa.

Como se diz no mundo do futebol “quem não marca sofre”, tal e qual o que aconteceu. Minutos depois um dos recém entrados desfere um remate forte a entrada da área da Lavandeira e dá esperanças aos Azuis e Pretos do Inter de Fradelos reduzindo para apenas um golo de diferença. O Inter de Fradelos dava o tudo por tudo e a Lavandeira vinha recuando aos poucos até que numa jogada confusa na área aparece de novo um elemento do Inter de Fradelos a dar o empate. Faltavam cerca de 10 minutos para o fim do desafio e nenhuma das equipas conseguiu desfazer o nó até ao apito final.

A defesa que valeu um titulo de campeão nacional para o Inter de Fradelos. Foto: Telmo Gomes

No desempate das grandes penalidades, o herói deu pelo nome de Filipe Ferreira, guarda redes do Inter de Fradelos, que defendeu uma grande penalidade da Lavandeira e assim deu o Bi-Campeonato aos Homens de Braga.

Glória aos Vencedores, Honra aos Vencidos.

 

 

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