Lezíria rejeita novo Programa Operacional sem criação de região com Médio Tejo e Oeste

Lezíria rejeita novo Programa Operacional sem criação de região com Médio Tejo e Oeste. Foto: DR

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) só aceita um novo Programa Operacional se este for associado à “prometida” região a formar com as CIM do Médio Tejo e do Oeste, disse hoje o seu presidente.

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Pedro Miguel Ribeiro disse à Lusa que, numa reunião realizada esta semana, a maioria dos 11 presidentes dos municípios que integram a CIMLT estão determinados em exigir que o novo Programa Operacional seja associado à criação de uma nova NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos) de nível 2 (a somar às sete já existentes no país), como foi prometido pelo Governo.

“Ou temos um Programa Operacional com uma região associada, como defendeu o primeiro-ministro e o anterior ministro das Infraestruturas Pedro Marques, ou vamos definitivamente para o Alentejo, deixando em definitivo a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) de Lisboa”, declarou.

As três CIM (Lezíria, Médio Tejo e Oeste) dependem da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo em termos de ordenamento do território, mas integram as CCDR Centro (OesteCIM e CIMT) e Alentejo (CIMLT) para os fundos comunitários, tendo o atual Governo socialista anunciado por diversas vezes que avançaria com a criação da nova região quando fosse negociado o novo quadro comunitário de apoios.

“Faz todo o sentido do ponto de vista estratégico”, disse Pedro Ribeiro, lamentando que não tenha sido aproveitado “o momento em que poderia ter acontecido” de “forma ordinária” (até fevereiro último).

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Perdida essa “janela de oportunidade”, a criação da região poderá, segundo o autarca, fazer-se “de forma extraordinária”, sendo apenas necessário que “haja vontade política para que aconteça”, cabendo ao Governo “propor e encontrar argumentos” que garantam a sua aprovação por Bruxelas.

“Quando há vontade política as coisas fazem-se. Não havendo, preferimos ficar no Alentejo a ter um Programa Operacional que dura sete anos e depois não se sabe o que acontece”, disse.

Para Pedro Ribeiro, acabado o Programa Operacional, a Lezíria “não quer ficar dependente de Lisboa”, onde os problemas são de tal modo diversos dos sentidos nesta sub-região (sobrepopulação, falta de habitação, de escolas, de creches), que não há uma compreensão sobre a realidade deste território.

“A proximidade a Lisboa ninguém nos tira”, disse, salientando que, pelo menos, o Alentejo “conhece e compreende” pela similitude de realidades (como por exemplo a importância da agricultura e do mundo rural), sendo “mais fácil articular” estratégias.

Pedro Ribeiro afirmou que vai reunir-se com os presidentes das comunidades intermunicipais do Médio Tejo, Anabela Freitas, e do Oeste, Pedro Folgado, e comunicar a posição da CIMLT às CCDR do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo.

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