Jovens portugueses juntam-se a colegas de todo o mundo e fazem greve pelo planeta

Jovens portugueses juntam-se a colegas de todo o mundo e fazem greve pelo planeta. Foto: DR

Milhares de jovens portugueses de norte a sul do país e ilhas aderiram hoje à greve climática estudantil mundial, participando no movimento que uniu alunos de todo o mundo pela mesma causa: A defesa do planeta. Tomar foi uma das cidades do mundo em que os estudantes hoje se manifestaram contra as alterações climáticas. Em Abrantes, os alunos da Solano de Abreu e da Manuel Fernandes promoveram uma ação de limpeza.

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Um grupo de dois representantes de cada um dos agrupamentos escolares foi recebido nos Paços do Concelho pelo vice-presidente da autarquia tomarense, Hugo Cristóvão, para lhe dar conta dos objetivos desta campanha. Tomar é um dos municípios pioneiros em Portugal com projetos de adaptação às alterações climáticas, cujo conselho local foi criado esta semana, incluindo representantes dos agrupamentos escolares, entre diversas outras entidades locais.

Em Tomar, os estudantes foram até à praça do município, tendo sido recebidos pelo vice-presidente da autarquia, Foto: DR

A exemplo dos alunos de Tomar e de Abrantes, na região do Médio Tejo, centenas de milhares de estudantes de 112 países, desde a Suécia ao Uganda, saíram hoje à rua para protestar contra a inação dos governos no combate ao aquecimento global, num protesto em que os jovens portugueses fizeram questão de juntar a sua voz.

Em várias cidades portuguesas as manifestações fizeram-se hoje de formas diferentes, mas sempre com a mesma mensagem: “Não há Planeta B”.

Em Abrantes, os estudantes da escola Solano de Abreu promoveram uma ação de limpeza. Foto: DR

Em Lisboa, milhares de jovens desfilaram até à Assembleia da República empunhando cartazes onde se podia ler “A Terra esgotou a sua paciência e nós também”, “Justiça climática já” ou ainda “Estado de Emergência”. Coimbra, Covilhã, Porto, Évora, Portalegre, Faro, Horta e Funchal foram algumas das cidades onde o protesto teve uma elevada adesão, com os estudantes a dizerem-se “fartos de blá blá blá” e a exigirem “justiça climática”, até porque o “capitalismo não é verde”.

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Em Portalegre, o protesto fez-se junto ao plátano conhecido por ter a maior copa da Península Ibérica: Cerca de 100 jovens dos 12 aos 17 anos exigiram aos políticos ações contra as alterações climáticas.

Na Covilhã o protesto foi levado a cabo por estudantes da Universidade da Beira Interior que se vestiram de negro, de luto pelo planeta, e a quem se juntaram os agricultores da região. Nas ilhas, os jovens também se fizeram ouvir: cerca de 30 açorianos protestaram em frente à Assembleia Legislativa enquanto outros 200 madeirenses se manifestavam no Funchal, em frente ao governo.

Em Tomar, dezenas de estudantes concentraram-se na Praça do Município. Foto: DR

O Presidente da República saudou a dedicação dos jovens, classificando a greve climática estudantil como uma ideia “muito mobilizadora” para chamar a atenção para o tema.

Também o líder do PAN, André Silva, esteve com os estudantes e a coordenadora do BE, Catarina Martins, esteve junto ao protesto em Lisboa.

Os portugueses juntaram-se assim ao protesto mundial que começou há cerca de um ano com apenas uma pessoa: A jovem ativista Greta Thunberg que iniciou um protesto solitário em frente ao parlamento sueco.

Hoje, centenas de milhares de jovens de 112 países protestaram em defesa do clima, desde a Finlândia ao Quénia ou de Hong Kong a Nova Deli, juntando-se à iniciativa global #Fridaysforfuture.

Em Abrantes, dezenas de estudantes mobilizaram-se pela causa ambiental. Foto: DR

Na Suécia, milhares de jovens saíram à rua para exigir ações do Governo, mas também em Itália, França e Alemanha foram milhares os que decidiram participar nos protestos: Em Berlim, por exemplo, contaram-se mais de dez mil manifestantes nas ruas e em Milão foram mais de cem mil.

Na Índia, país que tem algumas das cidades mais poluídas do planeta, estudantes de várias zonas também fizeram questão de se fazer ouvir.

O assunto também mobilizou jovens do Japão, Austrália, Hong Kong e Uganda, onde muitos estudantes participaram nos protestos para chamar a atenção para o aumento repentino de deslizamentos de terra e enchentes no seu país.

A luta por um mundo melhor também se fez em muitos outros países africanos, como o Quénia e a África do Sul. Em Nairobi (Quénia), cerca de uma centena de jovens manifestou-se no bosque de Karura, um dos pulmões da capital e o último bosque indígena dentro de uma cidade.

“Quero que entrem em pânico. Quero que sintam o medo que eu sinto todos os dias”, foi uma das declarações marcantes da jovem sueca de 16 anos, que foi recentemente nomeada para o Prémio Nobel da Paz, durante o discurso dirigido aos líderes do Fórum Económico Mundial, que se realiza anualmente na Suíça.

Alguns políticos criticaram os estudantes, defendendo que deveriam gastar o seu tempo na escola e não nas ruas, por considerarem que se trata de um assunto para especialistas. No entanto, os cientistas têm apoiado os protestos estudantis.

C/LUSA

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