José Eduardo Carvalho renova mandato à frente da Associação Industrial Portuguesa até 2022 (C/AUDIO)

José Eduardo Carvalho reconduzido como presidente da AIP tomou posse em Tramagal na quinta-feira. Foto: mediotejo.net

O presidente da Comissão Executiva da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, foi reconduzido no cargo até 2022, elegendo como prioridades aumentar o número de associados e a sustentabilidade financeira da entidade, tendo a tomada de posse dos novos corpos sociais da AIP para o novo quadriénio decorrido na quinta-feira no Museu MDF, em Tramagal, Abrantes.

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A lista de órgãos sociais para o quadriénio 2019-2022 que estava proposta foi eleita sem votos contra e com quatro votos em branco na assembleia-geral realizada em junho, mantendo-se José Eduardo Carvalho como presidente da direção e da Comissão Executiva.

Sobre as prioridades para este novo quadriénio, o presidente da AIP destacou a aposta na consolidação e equilíbrio da exploração e sustentabilidade financeira da AIP, sendo que este é um caminho que já vem dos mandatos anteriores e que vai continuar.

José Eduardo Carvalho destaca que outra prioridade deste mandato será colocar a AIP na liderança do movimento associativo no que concerne à conceção e execução de programas, apoios e ações com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas.

Outra meta é trabalhar com projetos para reforçar a produtividade, o redimensionamento empresarial e a capacitação das empresas para as novas competências digitais tendo em conta a ‘revolução’ tecnológica que está em curso.

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O presidente da Comissão Executiva do órgão assume também que pretende, ao longo destes quatro anos, fortalecer a base de associados diretos.

José Eduardo Carvalho reconduzido como presidente da AIP até 2022. Foto: mediotejo.nt

O presidente da AIP refere ainda como prioridade o contributo para se continuar a concretizar o reforço da capacidade exportadora e da internacionalização das empresas.

José Eduardo Carvalho lembrou que, nesta fase, existem 34 mil empresas que exportam, mas é preciso alargar esta base.

Para consegui-lo, é preciso reforçar a intensidade exportadora, já que cerca de 90% das empresas tem uma intensidade exportadora inferior a 25%, isto é, o peso das exportações no volume de negócios.

“Precisamos de alargar este valor”, defendeu o mesmo responsável.

Outro passo deve passar pela diversificação dos mercados destino das exportações, uma vez que, segundo a mesma fonte, está muito concentrado na Europa.

O presidente da AIP sugere que a aposta deve incidir também nos países ibero-americanos e em África.

Além destes eixos prioritários, a direção agora reconduzida pretende tentar influenciar a política pública no sentido de se conseguir o redimensionamento empresarial, isto para as empresas ganharem escala.

O presidente da Comissão Executiva da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, foi reconduzido no cargo até 2022. Foto: mediotejo.net

José Eduardo Carvalho alertou para que há um défice de escala e dimensão que se revertido poderá permitir alargar a base exportadora, crescer na capacidade de investimento na inovação e pagar salários mais elevados.

Ao longo deste quadriénio outra das metas a concretizar será de alargar a base associativa.

“Há uma fragmentação muito grande do movimento associativo empresarial, existindo hoje 1.064 associações empresariais”, disse José Eduardo Carvalho.

Por isso, será feito um trabalho em conjunto com a CIP para unificar este movimento associativo.

Questionado sobre os objetivos financeiros, José Eduardo Carvalho admitiu que uma das grandes metas é subir a rubrica dos proveitos, tentando que os valores que resultam do conjunto de prestação de serviços que a associação faz seja superior ao valor dos subsídios à exploração.

“Temos como objetivo que os valores orçamentais a nível de proveitos oscilem entre 10 e 15 milhões de euros para este mandato”, afirmou o presidente da organização empresarial.

O mesmo responsável salientou que, no quadriénio anterior, os proveitos atingiram os nove milhões de euros com resultados e EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivos.

Em 2018, o resultado líquido foi positivo em cerca de 300 mil euros.

“Para 2019, a perspetiva é manter o mesmo desempenho de exploração com crescimentos”, antecipou a mesma fonte.

Nesta fase, a AIP contabiliza 5.900 associados diretos e 12 mil indiretos através de outras associações filiadas.

O presidente da Comissão Executiva do órgão assume ainda que pretende, ao longo destes quatro anos, fortalecer a base de associados diretos.

José Eduardo Carvalho destaca que outra prioridade deste mandato será colocar a AIP na liderança do movimento associativo no que concerne à conceção e execução de programas, apoios e ações com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas. Foto: mediotejo.net

A cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da AIP decorreu no Museu da Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal, concelho de Abrantes, tendo sido convidados a usar da palavra Maria do Céu Albuquerque (que toma posse na quarta-feira como ministra da Agricultura) a par de Eurico Brilhante Dias, na qualidade de secretários de Estado do Desenvolvimento Regional e da Internacionalização, respetivamente.

Em Tramagal, José Eduardo Carvalho defendeu a internacionalização como prioridade de aposta para o futuro, a par de expectável aumento dos salários em Portugal.

Para “o crescimento do país e aquilo que necessita, é precisa haver grande apoio às empresas de bens transacionáveis mas não há dúvida que as exportações e o reforço da componente externa da nossa economia é fundamental para isso”, disse o presidente da AIP, entidade que elogiou e homenageou o atual secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, tendo afirmado que, “das politicas públicas, a internacionalização foi a que teve mais sucesso”.

Questionado sobre os salários e a produtividade no nosso país, José Eduardo Carvalho disse ser expectável que ambas aumentem.

“Os aumentos dos salários têm de estar indexados à produtividade, portanto, se o grande objetivo estratégico é o crescimento e aumento da produtividade das empresas, obviamente que, havendo aumento da produtividade, os salários sobem, e é isso que se perspetiva”, afirmou.

Discurso integral de José Eduardo Carvalho na tomada de posse:

c/LUSA

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