“Inteligência emocional”, por Vasco Damas

Escrevi este texto em 2014. Recupero-o hoje porque faz ainda mais sentido com todos os acontecimentos recentes.

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Tenho uma relação muito difícil com o erro e por isso mesmo gosto de estar certo ou de ter razão. Acredito no entanto ter a humildade para assumir, corrigir e aprender com ele na maioria das vezes em que ele faz questão de se cruzar comigo.

Mas como ouvi uma vez, é preferível termos razão mais tarde, por mais difícil que seja deixarmos que pensem que estamos errados no momento, porque é o presente que temos de gerir e nem sempre é fácil sentirmo-nos uma ilha isolada e continuar a ter motivação para sermos quem somos sem abdicar dos nossos valores.

Não raras vezes, as coisas complicam-se quando alguns “artistas” do transformismo social e profissional usam a sua capacidade de manipulação para marcar uma posição. Felizmente essa manipulação é oca e assente em premissas falsas e em mentiras, e entretanto, quem anteriormente se tinha deixado enganar, acaba por “abrir os olhos” e acorda para a realidade.

E é a gestão das emoções durante este período em que as pessoas se encontram de “olhos fechados” que mostra a nossa maturidade pessoal e profissional.

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Há quem caia na tentação de utilizar os mesmos argumentos quando sente que o chão nos começa a fugir, mas como escreveu Saramago “impor o nosso ponto de vista é uma tentativa de colonização do outro” e essa estratégia utilizada naquele momento, terá precisamente o efeito contrário ao pretendido, porque em vez de se aproximarem, as pessoas ainda se afastam para mais longe.

É fácil falar ou escrever… difícil é viver e gerir as emoções do dia-a-dia, principalmente quando elas chocam de frente com a nossa razão ou simplesmente quando descobrimos o verdadeiro carácter de alguns mascarados.

É também por isto que afirmo com frequência que a gestão das emoções são um dos maiores aliados dos verdadeiros líderes e reforço a minha ideia com uma opinião de Goleman, porque segundo ele, quase 90% das competências necessárias para o sucesso da liderança são de natureza emocional e social. Embora a evidência científica não seja tão peremptória, há factos que fazem supor que os líderes emocionalmente inteligentes têm mais sucesso e chegam mais longe na sua carreira.

Aqui atrevo-me a ser um pouco mais audaz. Quando temos a tranquilidade de conhecer quem somos sabemos que é uma questão de tempo até que as máscaras comecem a cair… é que apesar de viver ser uma arte, a maioria destes “artistas” não têm qualidade para aguentar esse papel durante muito tempo.

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