Incêndios | Mais de 10.000 hectares arderam em Vila de Rei, Mação e Sertã (notícia em atualização permanente durante 4 dias)

Incêndio em Vila de Rei, julho de 2019. Foto: mediotejo.net

* Joana Rita Santos, José Gaio, Mário Rui Fonseca, Patrícia Fonseca, Paula Mourato e Agência Lusa

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23:00 – O presidente da Câmara da Sertã afirmou hoje que no seu concelho arderam entre 600 e 700 hectares de floresta, durante os incêndios ocorridos no fim de semana, e adiantou que será iniciada agora a avaliação dos prejuízos.

“A câmara vai para o terreno avaliar a área ardida e os prejuízos. Em termos de área, arderam entre 600 e 700 hectares e os prejuízos são difíceis de contabilizar, mas são à base da floresta”, afirmou José Farinha Nunes.

O autarca falava aos jornalistas no final da visita que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita fez à Sertã, na sequência do incêndio que começou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que depois alastrou a Mação.

No sábado, deflagraram dois incêndios no concelho da Sertã, tendo ambos sido dominados na madrugada de domingo.

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José Farinha Nunes manifestou-se preocupado com a forma de atribuição dos apoios a todos aqueles que foram afetados e que registaram prejuízos.

“Os apoios, estou convencido que serão atribuídos de acordo com as exigências da União Europeia, o que obriga a um processo bastante complexo e não é bem o que gostaríamos que acontecesse”, afirmou.

O autarca realça a “muita burocracia” que é exigida e que tem que ser cumprida: “A União Europeia exige muita burocracia e essa burocracia tem que ser cumprida. Penso que é o que vai acontecer. Não é bom para os proprietários, mas é aquilo que me parece que vai acontecer”.

O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que se propagou ao concelho de Mação, já em Santarém, ficou hoje dominado.

20h00 – O Governo sublinhou hoje que as câmaras da Sertã e de Vila de Rei declararam de imediato a situação de emergência municipal, no âmbito do incêndio que deflagrou no sábado, e realçou que quem não o fez responderá perante as populações.

“Respeito a posição quer da Sertã, quer de Vila de Rei que, de imediato, declararam a situação de emergência municipal. Quem não o fez responderá perante as populações”, afirmou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

O ministro, que falava aos jornalistas após uma visita que fez durante a tarde aos postos de comando situados em Cardigos (Mação), Vila de Rei e Sertã, na sequência do incêndio que começou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que depois alastrou a Mação, já no distrito de Santarém, lembrou que os presidentes de câmara são os primeiros coordenadores e responsáveis pela Proteção Civil nos seus concelhos.

Questionado sobre a aprovação, apenas hoje, do novo Plano Municipal de Emergência de Mação, o ministro explicou que foram aprovados vinte.

“A emergência municipal poderia ter sido declarada [em Mação]. Este [novo plano] é uma atualização. Houve dois presidentes de câmara que muito bem, muito bem, declararam de imediato a emergência municipal. As populações ajuizarão quem não o fez”, reforçou.

Eduardo Cabrita disse ter um “grande respeito” por quem faz comentários toldado pela pressão das circunstâncias e adiantou que respeita a autonomia local.

“Entendi não fazer declarações durante o tempo do incêndio. Não me viram a fazer nenhuma declaração durante os incêndios pelo respeito pelas populações e por aqueles que estão a arriscar a sua vida a defender as populações. Vamos tirar lições para o futuro”, sustentou.

O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que se propagou ao concelho de Mação, já em Santarém, ficou hoje dominado.

18:45 – O incêndio nos concelhos de Vila de Rei e Mação consumiu mais de 9.500 hectares de florestais, cerca de metade da área ardida deste ano, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite, indica que o incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que se propagou ao concelho de Mação, já em Santarém, consumiu 9.631 hectares, aproximadamente a área da cidade de Lisboa.

Este fogo foi hoje dado como dominado, mas mantêm-se no terreno os mais de 1000 operacionais e oito meios aéreos.

14:30 – O ferido grave do incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei encontra-se clinicamente “estável”, disse à Lusa fonte do Centro Hospitalar de Lisboa Central.

De acordo com a mesma fonte, a situação clínica do homem, que se encontrava em Vale da Urra, concelho de Vila de Rei aquando do incêndio, “é estável sem intercorrências”, escusando-se a adiantar mais pormenores.

De acordo com um comunicado do INEM hoje divulgado, “o doente deu entrada no Hospital de São José às 03:02 [de domingo], onde ainda se encontra, a evoluir favoravelmente”.

O INEM refere também que, em resultado dos incêndios nos distritos de Castelo Branco e Santarém, o organismo tem registo de 41 ocorrências, tendo 17 pessoas sido transportadas ao hospital, com o registo de um ferido grave.

13.30 – O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que se propagou ao concelho de Mação, já em Santarém, foi hoje dominado, anunciou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A informação foi avançada aos jornalistas pelo comandante do Agrupamento Distrital do Centro Sul, Luís Belo Costa, durante um ponto de situação, às 13:00, no posto de comando instalado na Escola Secundária da Sertã.

10:30 – O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta também Mação está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades, disse hoje a proteção civil.

Segundo Paula Neto, do INEM, o número de feridos mantém-se o mesmo desde a última conferência de imprensa, na segunda-feira às 20:00, com 16 feridos, um deles grave, num total de 39 pessoas assistidas.

08h15 – O incêndio está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades, porque o local ainda está “um braseiro”, disse o comandante do Agrupamento Distrital do Centro Sul, Belo Costa, na conferência de imprensa das 08:00. Ainda há vários “pontos quentes preocupantes” (pontos com combustão lenta e sem propagação) e, apesar de um quadro favorável na manhã para o combate às chamas, Belo Costa recordou que, tal como nos dias anteriores, a tarde avizinha-se complicada, com o aumento da temperatura e do vento e a redução da humidade relativa. “É contra essa ameaça que vamos trabalhar toda esta manhã.”

01h30 – O pesadelo parece ter terminado. Começou a chover em toda a região.

00H00 – O incêndio no concelho de Mação estava sem frentes ativas às 23:45 de segunda-feira, com a situação no terreno a decorrer “relativamente calma”, disse à Lusa o vice-presidente da câmara e responsável pela Proteção Civil, António Louro. “Há pequenas ocorrências nos limites do incêndio, mas a noite é sempre um momento mais calmo e não há nenhuma frente ativa”, embora o incêndio, com 55 quilómetros de perímetro, não esteja ainda controlado, explicou.

22h00 – O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou hoje ser desejável que entrem quanto antes no dispositivo de combate a incêndios os três helicópteros Kamov do Estado português, que têm estado parados “por razões de ordem técnica”.

O responsável da ANEPC deixou claro que aquilo que não foi feito no combate ao incêndio de Vila de Rei (distrito de Castelo Branco) e Mação (Santarém) não foi por força da ausência destes helicópteros, mas admitiu que estaria “mais tranquilo” se os mesmos estivessem já posicionados.

Neste momento é das Forças Armadas a responsabilidade pela alocação e disponibilização dos meios à ANEPC, explicou. “Naturalmente, só podemos utilizar os meios disponíveis e, portanto, é desejável ter todos os meios que estão previstos (…), mas estarão a partir de amanhã e serão devidamente utilizados e vêm a tempo”, frisou.

O presidente da ANEPC reforçou que não considera que a ausência dos Kamov tenha prejudicado o combate aos fogos.

21h30 – O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mourato Nunes, afirmou hoje que o pedido de apoio externo para o combate aos incêndios foi feito no momento oportuno.

“Consideramos que era agora oportuno solicitar o apoio de meios externos, porque tivemos uma ocorrência que não era expectável no momento e que justificou essa solicitação de meios”, afirmou Mourato Nunes.

Dois aviões pesados anfíbios espanhóis começaram a operar hoje à tarde no incêndio que deflagrou em Vila de Rei, Castelo Branco, depois de Portugal ter solicitado “assistência bilateral”. Mourato Nunes explicou que os dois aviões pesados anfíbios espanhóis estão a atuar e vão continuar no teatro de operações o tempo que for considerado necessário.

“Se for necessário mais algum reforço, será solicitado em devido tempo. Do nosso ponto de vista, tudo foi feito atempadamente”, declarou o presidente da ANEPC.

No mais recente ‘briefing’ com os jornalistas, às 20:00 de hoje, a Proteção Civil anunciou que, depois de uma tarde de reativações e de um combate difícil, o fogo estava “em resolução” no concelho de Vila de Rei, enquanto 70% do incêndio em Mação estava também “em rescaldo”.

Trinta e nove pessoas foram assistidas no âmbito deste incêndio, das quais 15 são consideradas feridos ligeiros e uma sofreu ferimentos com gravidade. Destes 16 feridos, cinco são civis.

20:30 – O fogo rural que deflagrou no sábado em Vila de Rei já está “em resolução” neste município, estando também “em rescaldo” 70% do incêndio no concelho de Mação, para onde as chamas se alastraram, anunciou a Proteção Civil.

Num ‘briefing’ na Sertã, onde está instalado o posto de comando, pelas 20:00, o comandante operacional do Agrupamento Centro Norte, Pedro Nunes, disse aos jornalistas que nos restantes 30% de território atingido no concelho de Mação (distrito de Santarém) lavra ainda uma frente repartida.

Durante a tarde, explicou, houve algumas reativações e “o incêndio teve um comportamento extremo”, com muita libertação de energia, e a prioridade foi defender pessoas e bens.

Para esta noite, a Proteção Civil está a redefinir a sua estratégia, recorrendo ao uso de máquinas de rasto e ao ataque direto às chamas. “Vamos recorrer àquilo que durante o dia não conseguimos fazer. O incêndio teve um comportamento extremo. Durante a tarde a prioridade foi defender pessoas e bens”, afirmou.

Pedro Nunes admitiu que, apesar de o fogo estar a perder alguma intensidade, a noite não vai ser tão favorável como a anterior.

Contudo, sublinhou, momentos antes da conferência de imprensa, que o fogo em Mação estava a evoluir de forma favorável.

O comandante operacional confirmou também a chegada de quatro pelotões de militares das Forças Armadas ao terreno, sendo que dois ficaram instalados em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e os outros dois em Mação.

Já quanto às habitações ardidas, o comandante operacional referiu não ter ainda “dados fidedignos”, mas reconheceu que “possam ter ardido duas ou três primeiras habitações”.

Pedro Nunes explicou ainda que neste momento não existe o perigo de o fogo entrar no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, dado que “a cabeça do incêndio bateu numa área que ardeu em 2017”, facto que serviu de barreira à sua progressão.

18:55 – O Governo anunciou hoje que os serviços do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural já estão nas zonas atingidas pelos incêndios nos distritos de Castelo Branco e Santarém, para fazer o levantamento dos prejuízos sofridos em explorações agrícolas.

Apesar de estarem ainda em curso trabalhos de rescaldo nas zonas atingidas pelos incêndios, nos concelhos de Sertã e Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, e Mação, em Santarém, o Ministério da Agricultura adiantou que os serviços já estão no terreno, indicando que o levantamento que está a ser feito abrange, além das explorações agrícolas, “eventuais necessidades relativamente a tratamentos de animais feridos e alimentação animal, incluindo abelhas”.

“Logo que estejam concluídas as operações de delimitação das áreas atingidas pelos incêndios que têm estado a atingir mais duramente os concelhos de Mação, Sertã e Vila de Rei, o Governo publicará a portaria que definirá as condições de apoio aos agricultores e aos produtores florestais”, informou o gabinete do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

18:20 – O primeiro-ministro sublinhou hoje que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho”, ao responder a críticas como a do vice-presidente da Câmara de Vila de Rei sobre a prevenção dos incêndios.

“Eu não faço comentário enquanto os incêndios e as operações estão a decorrer e, sobretudo, não digo aos que são os primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho, que são os autarcas, o que é que devem fazer para prevenir, através da boa gestão do seu território, os riscos de incêndio”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas.

Imagens desta tarde do fogo no concelho de Mação/Sérgio Silva:

SEM CONTROLO ….. ÚLTIMA HORA, MAÇÃO !• imagens acabadas de chegar à Soutaria TV cedidas por Sérgio Silva, 22/07/2019 às 17h21m

Publicado por Soutaria TV em Segunda-feira, 22 de julho de 2019

17h30 – O fogo já passou por Casais de São Bento, Chaveira e Chaveirinha. Chegou a ser ponderada pelas autoridades a retirada de vários idosos destes locais mas acabaram por ser todos levados por familiares para outras zonas. Essa massa de fogo avança agora em em linha recta, passando pela envolvente da praia fluvial de Cardigos, na direção do incêndio que continua ativo em Roda, descreve a jornalista Joana Rita Santos, que desde ontem acompanha o desenrolar dos incêndios em Mação, em reportagem para o mediotejo.net. As duas frentes deverão juntar-se em breve mas, dali para a frente, não haverá muito mais para arder. O fogo já por ali tinha andado ontem e nas imediações todos os terrenos arderam em 2017.

Posto de comando montado esta segunda-feira em Cardigos, Mação. Foto: Joana Rita Santos/mediotejo.net

17h20 – O governo revelou que solicitou assistência bilateral a Espanha no quadro do Protocolo entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha sobre Cooperação Técnica e Assistência Mútua em matéria de Proteção Civil. Espanha disponibilizou de imediato dois aviões pesados anfíbios, que já estarão a apoiar os meios nacionais em Vila de Rei e Mação.

17h00 – Três helicópteros Kamov adquiridos pelo Estado português estavam há várias semanas parados para manutenção e hoje receberam autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil para voltarem a operar, avançou o Expresso. Além destes três helicópteros pesados existem mais três ligeiros parados por questões de manutenção e/ou de falta da documentação necessária para poderem levantar voo. Ontem, o deputado do PSD Duarte Marques, natural de Mação, denunciou a situação na SIC Notícias, dizendo que que se estes helicópteros estivessem a funcionar “a situação dos incêndios nesta região teria sido diferente”.

15h00 – Vários reacendimentos no concelho de Mação, na zona de Roda, Chaveira, Chaveirinha e Casais de São Bento.

13:30 – O fogo que lavra desde sábado em Vila de Rei (Castelo Branco) e Mação (Santarém) mantém-se dominado em 90%, existindo ainda zonas “muito quentes”, sendo as próximas horas encaradas “com muita reserva”, disse hoje a proteção civil.

O comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte, Pedro Nunes, disse hoje, na conferência de imprensa das 13:00, dada no centro de comando instalado no pavilhão desportivo municipal da Sertã (Castelo Branco), que, durante a manhã, com o vento como aliado, as máquinas de rasto fizeram um conjunto de aceiros “que dão algum fôlego”.

Contudo, as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para uma “rotação do vento” para Oeste a partir das 15:00, 16:00, com rajadas que podem chegar aos 35 quilómetros/hora ao final do dia, pelo que a atenção dos meios no terreno, que chegam ao milhar de operacionais, estará no “flanco esquerdo” do fogo, declarou.

Paula Neto, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), adiantou que, durante a manhã, se registaram mais dois feridos ligeiros, um deles um técnico do INEM, que sofreu uma luxação ligeira, e o outro um bombeiro, pelo que, até ao momento, há o registo de 11 feridos ligeiros e um grave.

Fogo em Vila de Rei e Mação dominado em 90%, evolução com “reservas” devido ao vento. Foto: Flávio Catarino

12:00 – A frente de Mação entrou em rescaldo mas têm surgido alguns reacendimentos durante a manhã. Os bombeiros estão hoje a combater alguns reacendimentos do incêndio que lavra desde sábado no concelho de Mação, que, pouco depois das 10:00, estava sem qualquer chama ativa e em fase de rescaldo, de acordo com a Proteção Civil.

O segundo comandante distrital do Comando Operacional Distrital de Santarém, Paulo Ferreira, que chefiou o posto de comando instalado na aldeia de Cardigos, no concelho de Mação desde a 01:00 até cerca das 10:30 de hoje disse à Lusa que esta frente do fogo que atinge igualmente o concelho de Vila de Rei (Castelo Branco) está em fase de rescaldo.

Contudo, admitiu que, com o aumento da temperatura e a rotação de ventos prevista, “vai existir perigo”, estando a ser colocadas equipas da GNR nas aldeias de Chaveira, Chaveirinha e S. Bento, que se encontram na hipotética linha de fogo.

Segundo o comandante, os meios aéreos estão a fazer “o arrefecimento de pontos quentes, que são detetados pelas equipas em terra”, de forma a colocar “alguma água de manhã enquanto está fresco”, tendo igualmente iniciado o combate aos focos de reacendimento.

O aspeto desolador da EN2, entre ribeira da Isna e Chão da Telha. Foto: Flávio Catarino

10:15 – Desde sábado, nos incêndios de Sertã, Vila de Rei e Mação, 21 pessoas foram assistidas e 10 ficaram feridas, na sua maioria ligeiros. O ferido grave, um popular, está internado no hospital de São José devido a queimaduras de 1º e 2º grau.

9h30 – As duas frentes do incêndio que deflagrou no sábado em Vila Rei estão dominadas em 90% e os restantes 10% “estão a arder e a carecer de muita atenção”, de acordo com a proteção civil.

“[O fogo] tem um perímetro ativo de 10%, com chama. Foi feito um esforço durante a noite por parte de todos os efetivos no teatro de operações. Todo o efetivo está concentrado”, avançou o comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte, Pedro Nunes, no primeiro ponto de situação hoje de manhã.

Pedro Nunes afirmou que neste momento o fogo “desenvolve-se de forma branda” e “não há casas em risco”, mas existe um “plano B” caso se registe de novo uma situação como a ocorrida no domingo à tarde com a direção e a intensidade do vento.

Prevendo “um dia difícil”, o comandante afirmou que, durante a manhã vai ser feito um esforço para “maximizar o tempo para percorrer a maior quantidade de território possível com máquinas de rasto para tapar as linhas de fogo”.

Assim, ao longo do dia, o combate vai ter “dois tempos”: o da manhã, com vento de leste fraco e a preocupação colocada no “flanco direito” das duas frentes de fogo, uma no concelho de Vila de Rei e outra no de Mação; e à tarde, com previsão de rajadas 35 de quilómetros/hora, de noroeste, a atenção estará colocada no flanco esquerdo, em particular nas localidades de Chaveira, Chaveirinha e Casais de São Bento (Mação) e Vergão (Proença a Nova), onde vão ser posicionados meios da GNR e da Segurança Social, para o caso de vir a ser necessário proceder à sua evacuação.

O efetivo no terreno “vai-se manter todo”, com os operacionais a serem todos “refrescados”, com a chegada de novos elementos, afirmou, acrescentando que antes das 09:00 deverão estar reunidas as condições para a atuação dos meios aéreos, impedidos de sobrevoar a zona ao início da manhã devido ao fumo intenso.

Pedro Nunes afirmou que durante a manhã chegarão ao terreno quatro pelotões das Forças Armadas para operações de rescaldo, estando, desde domingo, quatro máquinas de rasto do Exército nas frentes de Vila de Rei e de Mação, a trabalhar nas zonas que já não têm fogo ativo, para criar aceiros visando diminuir as possibilidades de reacendimentos.

O comandante adiantou que ao todo houve 21 pessoas assistidas e 10 feridos, na sua maioria ligeiros.

Além do comando principal, que se mantém no pavilhão desportivo municipal na Sertã, foram instalados dois postos de comando de operações, um no centro geodésico de Vila de Rei e outro junto à secção dos bombeiros de Mação em Cardigos.

Questionado sobre o número de casas afetadas, Pedro Nunes afirmou que o levantamento será feito durante a manhã de hoje pelos serviços municipais, não tendo a Segurança Social, até ao momento, registo de pessoas desalojadas.

08h30 – Entraram em ação dois meios aéreos. Há 995 bombeiros no terreno. Segundo o IPMA, Vila de Rei, Mação e Sardoal apresentam hoje um “risco máximo de incêndio”, com temperaturas máximas a rondar os 39/40 graus e baixa humidade. Os concelhos limítrofes encontram-se em “risco elevado”. Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

07h30 – O fogo continua a não dar tréguas aos bombeiros em Vila de Rei e Mação. Segundo o site da Protecção Civil, a esta hora mantêm-se no terreno 983 operacionais, apoiados por 311 meios terrestres. Ainda não há meios aéreos a apoiar o combate ao fogo, apesar do sol ter nascido às 06h30.

06h30 – O incêndio de Vila de Rei e Mação continua por controlar.

04h00 – Mais de mil operacionais, apoiados por 319 viaturas, combatem o incêndio de Vila de Rei e Mação, que já causou um ferido grave, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A mesma fonte indicou não haver avanços significativos em relação à última conferência de imprensa [às 00:00] da Proteção Civil, durante a qual o comandante do Agrupamento Centro Sul admitiu a possibilidade de o fogo ficar dominado nas próximas horas.

01h20 – O incêndio de Vila de Rei e Mação pode ficar dominado nas próximas horas, graças às condições meteorológicas favoráveis e à reafetação de meios que começaram a dar “frutos”, afirmou o comandante do Agrupamento Centro Sul.

“Face à última conferência de imprensa [às 20:00] em que a situação era bastante complexa e em que os trabalhos decorriam desfavoravelmente, a esta hora [00:00] correm substancialmente melhor e o incêndio está a ceder significativamente ao esforço de combate. Isto significa que a reafetação [de meios] começa a dar os frutos que tínhamos planeado”, afirmou o comandante Belo Costa no mais recente ponto de situação.

O comandante do Agrupamento Centro Sul da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está otimista de que durante as próximas horas o incêndio seja dominado, uma vez que as condições se apresentam mais favoráveis do que na noite de sábado para domingo, quando havia igual expectativa.

Os quatro pelotões das Forças Armadas ainda não chegaram ao terreno, mas este responsável reafirmou que assim que cheguem irão ser colocados nas zonas menos críticas, libertando os operacionais para as zonas mais problemáticas do incêndio.

Neste momento estão no terreno 1.200 operacionais, registando-se uma diminuição devido à desmobilização de um grupo de reforço que abandonou o teatro de operações “por imperativo operacional”. Belo Costa explicou, contudo, que todos os meios que estavam nos outros dois incêndios da Sertã foram reafetados ao incêndio de Vila de Rei e Mação.

Já sobre as habitações que foram atingidas pelas chamas, o comandante disse ainda não ter o levantamento feito e acrescentou que, neste momento, a prioridade é dominar o incêndio. O comandante sublinhou ainda que, mesmo que se consiga dominar o incêndio, os meios que estão no terreno irão manter-se, visto haver a possibilidade de reativações.

Neste momento não existem vias de comunicação cortadas no concelho de Mação.

Alice Cotovio, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), adiantou que se registou mais um ferido ligeiro, um civil. Neste incêndio contabilizam-se já 31 feridos, um deles em estado grave, internado no Hospital de São José, em Lisboa.

00h00 – No ponto de situação da Proteção Civil realizado à meia-noite, na Sertã, o comandante operacional Luís Belo Costa disse que “os trabalhos estão a correr substancialmente melhor” e a “evoluir de forma favorável”, estando o incêndio “a ceder ao esforço” de combate. “Aquilo que tem sido a nossa reafetação e reorganização desde o final da tarde começa a dar os frutos que tínhamos planeado”, referiu.

Luís Belo Costa confirmou também que irá ser montado um posto de comando em Mação. “Estávamos organizados para fazer frente a três incêndios“ e agora, com dois deles já em fase de conclusão, decidiu-se fazer uma “reorganização”, focando as atenções nos incêndios ativos, em Vila de Rei e Mação. Para já, o incêndio ainda não alastrou a Proença-a-Nova. As próximas horas serão decisivas.

23h00 – A Proteção Civil vai montar um posto de comando em Mação, acaba de informar Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, em declarações à RTP. O autarca considera a decisão “um pouco estranha”, uma vez grande parte do concelho já ardeu.

22h00 – O secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Neves, afirmou hoje que a grande prioridade das forças que combatem o incêndio é a proteção das pessoas e das aldeias.

“A expectativa é a de que o trabalho vai continuar e com empenhamento. Compreendemos bem o sentimento das pessoas e percebemo-lo”, disse referindo-se a algumas críticas que vão surgindo de pessoas que se queixam de falta de meios.

“Há registo de feridos, felizmente, não com grandes consequências, mas a preocupação é grande”, concluiu.

21h00 – A Polícia Judiciária já recolheu indícios e elementos de natureza criminosa sobre o incêndio que deflagrou no sábado no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, disse hoje à Lusa fonte oficial.

A mesma fonte adiantou que já foram recolhidos no terreno “alguns elementos e artefactos que poderão ter estado na origem do incêndio”. Estes incêndios, sublinhou, tiveram da parte dos alegados autores um “conhecimento e preocupação significativa”, nomeadamente porque os pontos e o momento escolhido, “cerca das 14:40, foram de forma a potenciar prejuízos patrimoniais e até pessoais”.

Elementos da diretoria do Centro da PJ estão no terreno e continuam a investigação.

Foto: Joana Santos/mediotejo.net

20h30 – O especialista em incêndios Domingos Xavier Viegas disse hoje que Portugal aprendeu a lição nos últimos dois anos, mas “infelizmente continua a faltar” um trabalho de preparação da floresta para ajudar os bombeiros a antecipar o fogo.

“Infelizmente continua a faltar aquele trabalho de estrutura de preparação da nossa floresta para estas realidades de criação de mais faixas de gestão de combustíveis. Mais redução de combustíveis em zonas críticas que permita aos bombeiros, em grandes incêndios como estes, terem zonas de defesa para poderem estrategicamente antecipar e pensar: ‘nós temos hipóteses de travar o fogo aqui’”, disse agência Lusa.

O investigador, que lidera o Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, realçou que Portugal aprendeu nos dois últimos anos, passando a população a estar mais sensibilizada para o problema dos fogos e os meios de combate estão melhor preparados ao nível do treino, equipamento e formação.

“Não quer isto dizer que esteja tudo feito, nomeadamente quanto à população e à sua sensibilização. Há muita coisa que tem de ser feita, como a melhoria da sua prevenção e segurança”, precisou, referindo que, “por enquanto, ainda não se pode comparar” os incêndios que lavram desde sábado nos distritos de Castelo de Branco e Santarém aos de 2017, em que morreram mais de 100 pessoas.

Xavier Viegas, que é também membro do Observatório Técnico Independente sobre os fogos criado pelo parlamento, frisou que não partilha da opinião de “que não se aprendeu nada com 2017”.

Sobre os incêndios que estão em curso nos concelhos da Sertã, Vila de Rei (Castelo Branco) e Mação (Santarém), disse que já consultou alguns mapas e estima que já arderam mais de 10 mil hectares.

Xavier Viegas, que em 2017 fez dois relatórios sobre os incêndios de Pedrógão Grande e de 15 de outubro, afirmou igualmente que, com as condições de grande secura e temperaturas altas no interior do país, estão reunidas as condições para que os incêndios se propaguem.

“Apesar de estar um contingente de bombeiros e meios importante no local, não tem sido possível controlá-lo”, frisou, justificando esta dificuldade com a “natureza não poder ser controlada, nem dominada”.

O especialista referiu que há uma “falta de capacidade” em todo lado, não é só em Portugal, “de fazer frente a incêndios que tenham propagações muito intensas e muita rápidas”.

Nos fogos deste fim de semana, acrescentou, há chamas com 15 a 20 metros, há projeções por todos os lados e, com “a vegetação muito seca, esses fogos secundários rapidamente dão início a novos incêndios”.

“Estar a meter meios de combate no meio da vegetação e no meio da floresta para fazer face a estas condições, não só é arriscado como é perder tempo”, disse, acrescentando que há que respeitar prioridades, nomeadamente salvar a vidas das pessoas, e é isso que tem estado a ser feito.

Xavier Viegas afirmou também que a população fez algum trabalho de prevenção ao fazer limpezas em torno das casas e aldeias, permitindo que não tenha ainda havido “problemas mais graves”, como danos pessoais e casas ardidas.

O investigador destacou ainda que as pessoas estão a ter cuidado e não se estão a fazer à estrada e as autoridades não estão a fazer evacuações massivas, retirando apenas idosos, crianças e doentes e a deixar nos locais as pessoas que têm capacidade para defender as casas.

20h30 – O padre de Cardigos, localidade do concelho de Mação afetada pelo incêndio que lavra naquela zona, apelou hoje aos seus paroquianos para que ajudem os bombeiros que combatem as chamas.

“Temos de acolher, temos de ajudar os bombeiros, especialmente bombeiros que não são daqui, que as pessoas nunca viram nem nunca pensaram que algum dia cá vinham. E temos de nos ajudar mutuamente, mais do que estar a julgar este ou aquele pelo que quer que seja”, disse à agência Lusa António Assunção.

O padre adiantou que hoje celebrou missa, como habitualmente durante a manhã, naquela freguesia do norte do concelho de Mação “e as coisas estavam bastante mais calmas”.

“Mas depois a situação começou a complicar-se ao início da tarde”, frisou António Assunção, que durante a celebração eucarística tinha apelado aos seus paroquianos “para terem cuidado, estarem atentos, em segurança e ajudarem-se uns aos outros”.

No município vizinho de Vila de Rei, na freguesia de Fundada, distrito de Castelo Branco, onde o incêndio começou ao início da tarde de sábado, o padre João Pires Coelho também celebrou missa hoje de manhã, às 11:00, argumentando que a celebração decorreu “de forma normal”.

“As pessoas estavam muito mais serenas porque ali já tinha ardido durante a tarde [de sábado]. Mas recomendei para terem muito cuidado com o fogo, até porque os bispos têm insistido com os padres para junto dos seus paroquianos lembrarem o perigo das queimadas e de se exporem aos incêndios”, declarou. “E protegerem-se se existir perigo”, adiantou João Pires Coelho.

O incêndio que começou cerca das 15:00 de sábado em Vila de Rei e se estendeu ao início da noite ao concelho de Mação, permanece ativo e às 20:10 estava a ser combatido por 863 operacionais, apoiados por 266 viaturas e 07 meios aéreos.

Cardigos, Mação. Foto: João Porfírio/Observador

20h00 – A Polícia Judiciária recolheu artefactos incendiários em Vila de Rei, no meio da floresta ardida, e está a investigar a sua origem.

19h30 – Arderam seis casas na aldeia de Sarnadas, em Mação.

18h30 – O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César, disse que existe no concelho uma frente de fogo “descontrolada” na fronteira com os municípios da Sertã e Mação, mas as habitações têm sido defendidas das chamas.

“Há um fogo descontrolado na extremidade dos três concelhos, entre Sesmarias e Portela dos Colos, mas têm-se conseguido defender as habitações”, afirmou Paulo César, em declarações cerca das 18:00 de hoje.

O autarca disse ainda que o vento forte e a temperatura elevada têm sido “os maiores obstáculos” aos operacionais que combatem o incêndio numa zona onde predomina o pinheiro e eucalipto, admitindo que junto a povoações mais isoladas por vezes há falta de bombeiros.

“Os bombeiros não chegam a todo o lado mas quando isso acontece temos tido o apoio de outras entidades de Proteção Civil, como a GNR”, frisou.

O incêndio que começou cerca das 15:00 de sábado na localidade de Fundada, Vila de Rei (distrito de Castelo Branco) e se estendeu ao início da noite ao concelho de Mação (distrito de Santarém), permanece ativo há mais de 24 horas e está a ser combatido por 844 operacionais, apoiados por 255 viaturas e 15 meios aéreos.

O céu voltou a pintar-se de fogo, em Mação. Foto: Carlos Saramago

18H15 – Fogo chega junto a habitações do centro de Cardigos e destrói quintais

*** Carlos Castela, da Agência Lusa ***

Cardigos, Mação, 21 jul 2019 (Lusa) – Várias habitações no centro da freguesia de Cardigos, freguesia do concelho de Mação, estão risco devido à rápida propagação das chamas que já queimou alguns quintais, sendo que a rápida atuação dos bombeiros está a evitar danos maiores.

Caiu sobre o centro da freguesia de Cardigos um fumo negro que impede a visibilidade e o ar tornou-se irrespirável devido às chamas que se aproximaram rapidamente da localidade, destruindo um quintal e a habitação contígua foi preservada graças à intervenção de uma equipa de bombeiros.

As chamas evoluíram em direção à sede da freguesia de Cardigos rapidamente, devido ao vento forte que se faz sentir, alimentando as projeções que começaram a atingir outros quintais.

O vento forte e irregular prejudica a ação de combate às chamas e os bombeiros que estão na zona limitam-se a proteger as habitações.

Pelas ruas, viam-se alguns populares quase em pânico e cerca das 17:30, o centro da localidade estava transformado num caos, com carros de bombeiros e da GNR a deslocarem-se de um lado para o outro, para acudir aos vários pedidos que eram efetuados por habitantes locais.

Segundo a Câmara de Mação, há dezena e meia de aldeias em risco, horas depois de as autoridades se terem mostrado otimistas com o combate ao fogo.

O incêndio que mobiliza mais meios é o que deflagrou ao início da tarde de sábado no concelho de Vila de Rei (Castelo Branco) e depois passou para Mação (Santarém), estando as chamas a ser combatidas por 829 operacionais, apoiados por 249 viaturas e 15 meios aéreos.

18h00 – Quinze aldeias das 23 existentes na freguesia de Cardigos, Mação, estavam esta tarde em perigo devido às chamas que lavram naquele concelho do distrito de Santarém, disse à Lusa o vice-presidente da autarquia.

“Provavelmente, das 23 aldeias da freguesia [de Cardigos] neste momento, 15 estarão em perigo”, afirmou António Louro, vice-presidente da autarquia com o pelouro da Proteção Civil, em declarações registadas cerca das 17:00.

Entre as aldeias e lugares ameaçados pelas chamas, António Louro nomeou Cardigos, a sede de freguesia, Freixoeiro, Carvalhal, Corujeira, Roda ou Portela dos Povos, entre outras.

Quando prestou declarações à Lusa, António Louro estava precisamente na zona de Cardigos – localizada numa espécie de enclave no norte do município de Mação, rodeado pelo distrito de Castelo Branco (concelhos de Vila de Rei, Sertã e Proença-a-Nova) – onde o incêndio que começou ao início da tarde de sábado em Vila de Rei permanece ativo e está a ser combatido por quase 800 operacionais, 243 viaturas e 15 meios aéreos.

Na ocasião, os meios da Proteção Civil municipal estavam a ajudar a posicionar máquinas de rasto “para combate direto” ao incêndio, explicou.

António Louro disse ainda que dos 30% restantes da área florestal do concelho de Mação, cerca de 07.000 hectares que sobreviveram às chamas em 2017, “agora já ardeu cerca de 60%”, mais de quatro mil hectares.

O autarca revelou ainda que a “grande preocupação” tem sido defender as habitações face à proximidade das chamas e à violência do incêndio e que alguns habitantes de localidades mais isoladas, nomeadamente os mais idosos e vulneráveis “foram retirados”.

“Em alguns locais não foi possível fazer todas as operações com a antecedência desejada”, assinalou o autarca, lembrando, no entanto, que “a casa das pessoas, quando as habitações têm boas condições e são mais recentes, é o sitio mais seguro”.

17H30 – Esta é a área ardida na região nas últimas 24 horas. O mapa foi criado pelos técnicos da União Europeia com imagens de satélite, a pedido do Estado português.

17h15 – No concelho de Vila de Rei registaram-se na última hora vários reacendimentos e há neste momento “uma frente de fogo descontrolada”, segundo o vereador Paulo César.

17h10 – A GNR mandou evacuar na tarde de hoje a praia fluvial de Cardigos, freguesia do concelho de Mação, devido à rápida aproximação das chamas ao local e ao centro da localidade. Pelas 16:15, ao chegar ao local, a agência Lusa constatou várias viaturas a abandonarem rapidamente a praia fluvial e a fazerem sinal de luzes e a buzinar para que os carros que seguiam em sentido contrário fizessem inversão de marcha.

Em declarações à Lusa, o responsável pelo espaço de lazer que existe na praia fluvial de Cardigos, Armindo Dias, contou que durante a manhã a praia foi frequentada por “cerca de 1.300” pessoas.

Armindo Dias estava à espera de um carro de bombeiros, que tardava a chegar, tendo afirmado que se essa viatura não chegasse nos próximos minutos ele próprio teria de abandonar o local, devido à proximidade das chamas.

Pelas 16:50 chegaram viaturas de bombeiros a Cardigos, freguesia que está tomada pelo fumo negro, enquanto a população se concentra no centro da localidade. No local são visíveis dois focos de incêndio.

17h05 – “Fogo descontrolado, sem meios no terreno e com populações em risco. As coisas estão de uma forma que não imaginávamos voltar a viver”, diz Vasco Estrela à TSF.

Neste momento há cinco aldeias cercadas pelo fogo, no concelho de Mação.

O vento e o calor intenso estão a criar problemas aos bombeiros e a tarde não está a revelar-se fácil no combate às chamas, tal como se tinha previsto ao início da tarde.

17h00 – Esta tarde o fogo chegou perto de uma dúzia de casas do Freixoeiro, em Mação. A maioria são habitações de férias e foram os populares a salvá-las porque os bombeiros, que atuavam ali perto no mato já próximo da aldeia de Sarnadas, ficaram sem água. Foi aí, cerca das 16 horas, que o Jornal de Notícias registou este vídeo, onde é bem visível a força imparável das chamas.

17h00 – O incêndio no concelho da Sertã reacendeu hoje à tarde depois de sido dado como dominado durante a madrugada, continuando os fogos no distritos de Castelo Branco a mobilizar mais de mil bombeiros e 15 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.

onde é bem visível a força imparável das chamas.

A página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registava, às 16:55, sete incêndios florestais em curso em Portugal continental, que estão a ser combatidos por 1.232 operacionais, 362 viaturas e 22 meios aéreos.

Depois de ter sido dado como dominado durante a madrugada, o fogo que começou há mais de 24 horas no concelho da Sertã, reacendeu hoje à tarde e no local estão 295 bombeiros, 91 viaturas e uma aeronave.

O incêndio que mobiliza mais meios é o que deflagrou ao início da tarde de sábado no concelho de Vila de Rei (Castelo Branco) e depois passou para Mação (Santarém), estando as chamas a ser combatidas por 829 operacionais, apoiados por 249 viaturas e 15 meios aéreos.

Segundo a ANEPC, estão cortadas ao trânsito a EN2, entre Vila de Rei e Fundada, EN 244, EN 244-1 e EN 348.

15h00 – Cerca de 85% do fogo de Vila de Rei “está já dominado”, mantendo-se pequenos fragmentos da frente de incêndio, afirmou hoje o comandante do Agrupamento Centro Sul, realçando que esta tarde vai pôr os meios à prova.

Um total de “85% do perímetro [do incêndio] está já dominado, contudo está neste momento com muitas reativações, fruto do aumento da temperatura e da rotação do vento”, o que acaba por gerar “uma pressão maior” por parte dos operacionais para conseguir manter o fogo dentro da área dominada, disse Belo Costa, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa que decorreu na Escola Secundária da Sertã.

Segundo Belo Costa, os incêndios que deflagraram no sábado na Sertã mantêm-se dominados desde a noite, surgindo algumas reativações que têm sido controladas pelo dispositivo que continua no terreno.

“Vila de Rei está a exigir agora de nós uma atenção redobrada e um redefinir de estratégia”, com reposicionamento de meios para áreas que antes não preocupavam as autoridades, explicou, referindo que estão no terreno cerca de 800 operacionais, apoiados por quase 250 meios terrestres e 14 meios aéreos.

As pequenas parcelas da frente de incêndio que estão por resolver são áreas em que há reativações por força do combustível e da orografia, normalmente localizadas em sítios de muito difícil acesso, aclarou.

De momento, a estrada nacional 348 é a única via principal interdita, não por aproximação das chamas, mas por prevenção de acidentes, por estarem ali estacionadas várias viaturas de combate em “trabalhos de consolidação e combate a reativações”, referiu Belo Costa.

Questionada sobre o aumento para 20 do número de feridos avançado hoje pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, Paula Neto, do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), explicou que o número mantém-se em oito feridos – um grave e sete ligeiros.

“O resto são assistências feitas localmente”, resultado de pequenos ferimentos que são logo corrigidos e não necessitam de assistência hospitalar, não entrando assim nos cálculos de feridos feitos pelo INEM, que contabiliza esses casos apenas como assistidos, esclareceu.

incêndio desta noite obrigou ao corte de estradas também na zona de Mação. Foto: Isabel Ribeiro Delgado

14h30 – A União Europeia (UE) está a produzir mapas satélite dos incêndios que deflagraram no sábado no distrito de Castelo Branco e que alastraram ao concelho de Mação, no distrito de Santarém, acrescentando que está disponível para prestar mais ajuda.

“A pedido de Portugal estamos a produzir mapas satélite para os incêndios florestais que afetam a região de Castelo Branco. Estamos a acompanhar de perto a situação. A UE está pronta para fornecer mais ajuda”, publicou hoje na plataforma Twitter o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 14:10, estão 802 operacionais apoiados por 243 meios terrestres e 13 meios aéreos a combater o incêndio ainda ativo no concelho de Vila de Rei, que se propagou ontem à noite ao concelho de Mação.

14h00 – A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de um homem, de 55 anos, suspeito de atear, no sábado, um fogo nas imediações da cidade de Castelo Branco.

Em comunicado, a PJ explica que, com a colaboração da Guarda Nacional República (GNR) de Castelo Branco, deteve o “incendiário pela presumível prática de um crime de incêndio florestal” ocorrido no sábado “nas imediações da cidade” de Castelo Branco.

“Por volta da 01:00 da madrugada [de hoje], o suspeito, usando chama direta, colocou um foco de incêndio em zona florestal povoada com pinheiros e mato, dentro de uma vasta mancha florestal, que teria proporções mais gravosas caso não tivesse havido uma rápida intervenção dos bombeiros de Castelo Branco”, acrescenta a nota.

A atuação do suspeito, que “colocou em perigo a integridade física e a vida de pessoas, bem como habitações e a grande mancha florestal”, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

De acordo com a página da internet Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 13:00, estão 816 operacionais apoiados por 249 meios terrestres e 13 meios aéreos a combater o incêndio ainda ativo no concelho de Vila de Rei, que deflagrou na tarde de sábado e se propagou ao concelho de Mação, no distrito de Santarém.

Durante a madrugada foram dados como dominados dois dos três incêndios que se iniciaram, na tarde de sábado, nos concelhos de Vila de Rei e da Sertã, distrito de Castelo Branco, mas os meios vão permanecer no terreno para prevenir reacendimentos.

Incêndio desta noite na Sertã. Foto: mediotejo.net

13h00 – O ministro da Administração Interna disse hoje que os órgãos de polícia criminal estão a investigar as causas dos incêndios que deflagraram no sábado no distrito de Castelo Branco, manifestando “estranheza” por terem começado “separados por poucos minutos”.

“Estes incêndios tiveram condições meteorológicas muito difíceis, condições orográficas favoráveis à sua projeção, muito rápida e circunstâncias que estão a ser investigadas pelos órgãos de polícia criminal”, afirmou Eduardo Cabrita em declarações aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

O ministro sublinhou que, “certamente, as autoridades judiciárias darão a devida atenção no momento próprio, dado que se iniciaram cinco incêndios com espaços bastante curtos e que começaram separados por poucos minutos”.

Questionado se terá havido mão criminosa nos incêndios, afirmou que não cabe ao Governo nem à Proteção Civil investigar esta matérias, mas sim aos órgãos de polícia criminal. “Há sim, apontado por todas as entidades no local, pelos autarcas, pelos comandantes de bombeiros, uma estranheza” de como é que começam entre as 14:30 e as 15:30 cinco incêndios de “dimensão significativa numa zona muito próxima”. Mas, sublinhou, “o que é fundamental neste momento é a resposta à ocorrência de Proteção Civil”.

Sobre a atuação do Sistema Integrado de Redes de Emergência de Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro garantiu que “tem estado totalmente operacional”, adiantando que foram colocadas na zona unidades de redundância que não chegaram a ser utilizadas.

De acordo com o ministro, o Governo tem estado a acompanhar “de perto” os incêndios iniciados nos concelhos da Sertã e Vila de Rei.

Eduardo Cabrita manifestou a sua “total solidariedade” com as populações das zonas mais diretamente abrangidas pelos incêndios e deixou uma “palavra de reconhecimento” pelo “trabalho muito empenhado, muito profissional” de todos os agentes de proteção civil e pela “forma exemplar” como todas as estruturas de posicionaram no terreno.

De acordo com a página da internet da ANEPC, pelas 13:00, estão 816 operacionais apoiados por 249 meios terrestres e 13 meios aéreos a combater o incêndio ainda ativo no concelho de Vila de Rei, que se propagou ao concelho de Mação.

Durante a madrugada foram dados como dominados dois dos três incêndios que deflagraram nos concelhos de Vila de Rei e da Sertã, distrito de Castelo Branco, mas os meios vão permanecer no terreno para prevenir reacendimentos.

12h45 – O Presidente da República visitou hoje o civil ferido no incêndio de Vila de Rei que se encontra no Hospital de São José, em Lisboa, e disse à Lusa que “a situação está sob controlo”.

Numa declaração à agência Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que este ferido, que se encontra em estado grave, “estava a ser submetido a exames clínicos e a ser muito bem acompanhado”.

12h30 – O ministro da Administração Interna indicou hoje que subiu para 20 o número de feridos nos incêndios que lavram desde a tarde de sábado no distrito de Castelo Branco e que se propagaram a Mação, já no distrito de Santarém.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita deu conta de oito bombeiros e 12 civis feridos na sequência dos incêndios. O governante acrescentou que dos 20 feridos apenas um dos civis se encontra na unidade de queimados do Hospital de São José, em Lisboa. Os restantes são todos feridos ligeiros, sobretudo devido a “inalação de fumos e entorses”, referiu.

O ministro falava aos jornalistas após se deslocar esta manhã à sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

De acordo com a página da internet ANEPC, pelas 11:45 estavam 820 operacionais apoiados por 251 meios terrestres e 14 meios aéreos a combater o incêndio ainda ativo no concelho de Vila de Rei, que se propagou ao concelho de Mação.

Incêndio na Sertã. Fotos: Isabel Ribeiro Delgado

11h30 – Os incêndios nos concelhos de Vila de Rei e de Mação mobilizam neste momento 1290 bombeiros, 389 veículos e 15 meios aéreos.

10h30 – As Forças Armadas reforçaram esta manhã o apoio à Proteção Civil no combate aos incêndios, tendo deslocado para Vila de Rei uma cozinha de campanha do Exército e alimentos para assegurar refeições a pelo menos 600 pessoas.

“Este apoio surge na sequência de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil” devido aos incêndios que lavram desde a tarde de sábado no distrito de Castelo Branco, refere em comunicado o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Segundo o EMGFA, os géneros alimentares enviados vão “permitir assegurar a refeição, já a partir do almoço de hoje, a pelo menos 600 pessoas”.

No âmbito do apoio à Proteção Civil, as Forças Armadas já tinham enviado no sábado para Vila de Rei quatro máquinas de rasto, três do Exército com 15 militares, e uma da Força Aérea com mais cinco militares. Estes meios estão a apoiar as operações para abertura de caminhos que facilitem o trabalho dos operacionais que combatem o incêndio nesta localidade.

O incêndio de Vila de Rei, que durante a noite passou também a afetar o concelho de Mação, “tem cerca de 60% da sua área dominada”, segundo disse esta manhã o Comandante do Agrupamento Centro Sul da Proteção Civil, Belo Morais.

A combater o fogo, com cabeça de incêndio em Mação, estão mais de 700 operacionais, com reforços que chegaram durante a noite e início da manhã, apoiados desde as 08:30 por oito meios aéreos, informou.

Segundo Belo Costa, o incêndio que começou em Vila de Rei andou cerca de 25 quilómetros, desde a sua origem até à frente mais distante, não tendo uma “largura muito significativa”.

Os dois incêndios que lavravam no concelho da Sertã desde sábado foram dominados durante a noite, mantendo-se os operacionais no terreno para garantir que não há reativações durante o dia, explicou. Durante a noite, foi necessário deslocar algumas pessoas para fora das suas áreas de habitação, mas já regressaram às casas, acrescentou.

Segundo a informação disponível do ‘site’ a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), às 10:15 de hoje as chamas que lavram nos concelhos da Sertã e em Vila de Rei estavam a ser combatidas por 1.183 homens, apoiados por 357 meios terrestres e 13 meios aéreos.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram sete feridos ligeiros e um grave, que transportado para a Unidade de Queimados do Hospital de São José, em Lisboa.

Incêndio desta noite na Sertã. Foto: mediotejo.net

08H00 (dia 21 de julho) – O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta Mação tem 60% da sua área dominada, afirmou hoje o Comandante do Agrupamento Centro Sul, salientando que o fogo é extenso e arde em terreno difícil.

O incêndio de Vila de Rei (Castelo Branco), que durante a noite passou também a afetar o concelho de Mação (Santarém), “tem cerca de 60% da sua área dominada”, afirmou Belo Costa, ressalvando que este fogo tem uma “dimensão bastante apreciável” e o trabalho dos operacionais “é dificultado pelo tipo de terreno” onde arde.

“Estamos empenhados e a redefinir uma estratégia intensa para resolver o incêndio o mais rapidamente possível”, frisou o Comandante do Agrupamento Centro Sul da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

No entanto, apesar do incêndio da Sertã já se encontrar dominado, continua ativo em Vila de Rei e Mação com uma frente de fogo de 25 quilómetros. As zonas que mais preocupam os bombeiros, no concelho de Mação, são Maxieira, Amêndoa e Cardigos. Neste momento já arderam cerca de 3 mil hectares no concelho de Mação.

A combater o fogo, com cabeça de incêndio em Mação, estão mais de 700 operacionais, a grande maioria dos corpos dos bombeiros, mas também as forças armadas e militares da Guarda Nacional Republicana, apoiados ao início da manhã por oito meios aéreos, e 233 veículos informou, sublinhando que não há localidades em perigo. Em todo o distrito de Castelo Branco encontram-se 1600 efetivos.

A Estrada Nacional 348, que liga o concelho de Vila de Rei ao concelho de Mação pela localidade de Amêndoa, continua cortada.

Quanto aos dois incêndios que lavravam no concelho da Sertã, este sábado, foram dominados durante a noite, mantendo-se os operacionais no terreno para garantir que não há reativações durante o dia. Em Vila de rei e Mação, os “ventos” e “muito combustível disponível” impediram que o incêndio fosse controlado durante a noite, indicou ainda a Proteção Civil.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram sete feridos ligeiros e um grave. Os sete bombeiros, de Cernache do Bonjardim e Sertã já tiveram alta enquanto que o civil encontra-se na unidade de queimados do Hospital de São José, em Lisboa.

As forças armadas encontram-se no terreno e para entrar forças militares de engenharia com máquinas militares, nomeadamente 4 máquinas de rasto. Os militares vão ainda, segundo Luís Belo Costa, apoiar na logística, designadamente na preparação das refeições.

00H20 – Os incêndios que lavram desde a tarde de sábado no distrito de Castelo Branco e que já alastraram ao concelho de Mação, no distrito de Santarém, estão a ser combatidos por mais de mil operacionais, apoiados por 308 viaturas. De acordo com a página internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 00:10, nos três incêndios ativos nos concelhos da Sertã e de Vila de Rei estão 401 e 611 operacionais a combater as chamas, respetivamente.

23h15 – O fogo continua a avançar de forma violenta no concelho de Mação. O vídeo captado pela nossa leitora Isabel Ribeiro Delgado a partir do Castro de São Miguel (Amêndoa), mostra Eira Velha, Vale da Urra e Salavisa a arder.

Incêndio em Mação. Foto: Isabel Ribeiro Delgado

23h00 – “O Presidente da República, em constante contacto com quatro presidentes das Câmaras Municipais das zonas afetadas, acompanha com preocupação o evoluir dos vários focos de incêndio ocorridos este sábado em vários pontos do país”, refere uma nota divulgada hoje à noite na página da Presidência.

Marcelo Rebelo de Sousa diz estar “consciente das adversas condições meteorológicas” e transmite “toda a solidariedade às centenas de homens e mulheres que combatem o flagelo nacional dos incêndios, bem como às populações mais diretamente atingidas”, acrescentando ser “acompanhado por todos os portugueses” neste sentimento.

22h45 – A presidente da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, diz que deflagraram três incêndios “à mesma hora” naquela autarquia do município da Sertã, um dos quais se mantém ativo.

Em declarações à Lusa, a autarca Filomena Bernardo frisou que no incêndio da Sertã, que eclodiu numa localidade da zona de Palhais, “foi consumido bastante pinhal, mas aparentemente não atingiu nenhuma casa” e foi potenciado por uma frente de chamas vinda do concelho vizinho de Vila de Rei, que entrou na sua freguesia na povoação de Ereira e se estendeu até à localidade de Casal do Diabo.

“Agora aqui está mais calmo, mas ainda não está controlado. As pessoas dizem que limparam as faixas de segurança à volta das casas, mas a verdade é que continua a arder”, ilustrou Filomena Bernardo.

“Para quem está a ver o fogo a chegar perto de casa um minuto é uma hora, mas os bombeiros não podem ir a voar. Mas as pessoas ficam muito nervosas e dizem que os meios continuam a ser poucos”, acrescentou.

Foto: mediotejo.net

Filomena Bernardo frisou que ao longo da tarde de hoje “houve muita pressão” na sua freguesia devido à proximidade das chamas às habitações, pressão essa que também afetou a corporação de bombeiros local, que viu duas das suas viaturas envolvidas num acidente rodoviário, que resultou em dois bombeiros feridos sem gravidade, revelou a autarca.

“Um jipe que ia atestar de água, numa curva bateu contra um carro de água da mesma corporação e dois bombeiros tiveram ferimentos ligeiros”, disse Filomena Bernardo.

De acordo com a página internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 22:30 três grandes incêndios estavam ativos no distrito de Castelo Branco, dois no concelho da Sertã e um no concelho de Vila de Rei, que já se estendeu ao município de Mação, no distrito de Santarém, estando a ser combatidos por quase 900 operacionais e mais de 270 viaturas.

Em Vila de Rei e Mação estão envolvidos no combate às chamas 521 bombeiros, apoiados por 162 viaturas, e na Sertã, no incêndio que começou em Palhais, o dispositivo operacional envolve 267 bombeiros e 83 viaturas.

Um terceiro incêndio, que surgiu às 16:16, na freguesia de Várzea dos Cavaleiros, igualmente na Sertã, também se mantém ativo, estando a ser combatido por 96 bombeiros, apoiados por 28 viaturas.

22h10 – Reportagem de José Gaio, em Chão da Telha, Sertã

Incêndio em Chão da Telha, Sertã

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 20 de julho de 2019

Junto à EN2, em Chão da Telha, na Sertã, a frente de fogo continua intensa. Há dezenas de oliveiras centenárias a arder e a população suspeita de fogo posto, por terem surgido cinco focos de incêndio em simultâneo.

Incêndio na Sertã. Foto: mediotejo.net

21h45 – As Forças Armadas vão enviar quatro máquinas de rasto e 20 militares para apoiar a Proteção Civil no combate aos incêndios que lavram no distrito de Castelo Branco.

“Na sequência do grande incêndio que assola neste momento o distrito de Castelo Branco, as Forças Armadas vão empenhar quatro máquinas de rasto, três do Exército e uma da Força Aérea, para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem o fogo”, refere o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), em comunicado divulgado na sua página da internet.

O EMGFA acrescenta que este apoio surge “no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e irá centrar-se na localidade de Vila de Rei”.

Os incêndios que deflagraram pelas 15:00 nos concelhos de Vila de Rei e da Sertã estão a mobilizar, pelas 22:00, segundo a página da internet da Proteção Civil, 735 operacionais apoiados por 226 viaturas.

Na Sertã o incêndio lavra nas localidades de Rolã, de Vale da Cova e de São Paio. Foi ativado o Plano Municipal de Proteção Civil do concelho de Vila de Rei e será montado um posto de comando na Escola Secundária da Sertã, que irá fazer a gestão destes incêndios, que já levaram ao corte de várias estradas naquela zona e obrigaram à retirada de pessoas das suas habitações.

Em Vila de Rei o fogo prossegue ativo na zona da Fundada, tendo alcançado já o concelho de Mação com bastante violência, na zona de Cardigos, conforme confirmou ao mediotejo.net, às 20h00, o vice-presidente da Câmara António Louro.

A EN2 esteve cortada ao trânsito. Foto: mediotejo.net

 

21h00 – O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei diz que o incêndio que lavra no concelho está impossível de parar, tendo-se “desmultiplicado em várias frentes”. “Parar o incêndio é de todo impossível nesta fase”, disse à Lusa Paulo César, em declarações às 19:45, cerca de cinco horas depois de as chamas terem eclodido na freguesia de Fundada, no norte do concelho, perto da fronteira com o município da Sertã.

Paulo César explicou que o incêndio em Vila de Rei começou a poucos quilómetros de um outro (que se iniciou sensivelmente à mesma hora no concelho vizinho da Sertã) e começou por se dividir em duas frentes: uma em direção àquele município, levando ao corte da Estrada Nacional 2 e outra “que se desmultiplicou em várias frentes”, em direção à freguesia da sede do concelho.

Segundo o autarca, as três freguesias que compõem o município de Vila de Rei, onde está o Centro Geodésico de Portugal Continental, já foram atingidas pelas chamas. “O incêndio já percorreu toda a freguesia da Fundada e chegou à de Vila de Rei, que é grande, mas também a São João do Peso”, explicou.

Apesar de as chamas terem “passado” por várias aldeias, colocando-as “em perigo”, Paulo César afirmou não ter notícia de feridos ou danos materiais.

“O fogo já percorreu várias aldeias, houve projeções para o interior das aldeias, mas os bombeiros têm conseguido proteger as habitações. A nossa preocupação é salvaguardar os núcleos urbanos”, assinalou.

Ainda segundo o vice-presidente, o vento “que está muito forte” tem sido “o maior adversário” dos operacionais no terreno, estando as chamas a evoluir em povoamento florestal de pinheiro e eucalipto.

Quatro bombeiros ficaram feridos no combate ao incêndio no concelho da Sertã.

20:00 – Frente de fogo com oito quilómetros entra em Mação

Uma frente de fogo com cerca de oito quilómetros entrou com bastante violência no concelho de Mação cerca das 20:00, na zona de Azinhal, Cardigos e Vinha Velha. Segundo disse António Louro, responsável pela Proteção Civil Municipal, as chamas avançam com grande violência, registando-se muito vento no local.

“As próximas horas vão ser muito difíceis e as operações vão centrar-se no apoio e proteção às populações”, disse o responsável. Segundo o vice-presidente da Câmara de Mação, “atrás desta frente de fogo” que lavra com grande intensidade e que começou em Vila de Rei, “vêm mais duas frentes, com o vento a empurrar as chamas para as freguesias de Cardigos e Amêndoa.

 

Incêndios lavram com muita intensidade em Vila de Rei e na Sertã e acabam por entrar em Mação. Foto: DR

19:15 – Fogos em Vila de Rei e Sertã evoluem às 19:15 com “muita violência”

Dois incêndios que atingem desde as 15:00 de hoje os concelhos de Vila de Rei e da Sertã continuam a evoluir com “muita violência” às 19:15, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco.

De acordo com a fonte, o combate aos dois incêndios está a ser reforçado com meios de todo o país. De acordo com a página eletrónica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estes dois fogos estão a mobilizar 13 meios aéreos.

Ainda no distrito de Castelo Branco, mais dois incêndios, embora de menor dimensão, exigem a intervenção de mais dois aéreos.

Em Portugal continental, os 15 meios aéreos que estão a combater incêndios estão todos direcionados para o distrito de Castelo Branco.

Na Sertã, um incêndio na zona de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais ocupa 231 bombeiros, 65 viaturas e nove meios aéreos, enquanto em Vila de Rei, na zona da Fundada, quatro meios aéreos, 80 viaturas e 275 operacionais combatem as chamas.

Fogos em Vila de Rei e Sertã evoluem às 19:15 com “muita violência”. Foto: DR

19:00 – Praia fluvial em Vila de Rei evacuada por precaução e por causa do fumo

A praia fluvial do Bostelim, em Vila de Rei, foi hoje evacuada por precaução, na sequência de um incêndio que atinge aquela região desde as 14:50, disse fonte da Câmara local. O vice-presidente do Município de Vila de Rei, Paulo César, explicou à agência Lusa que o facto de várias autocaravanas utilizarem aquele local, poderia criar uma situação de pânico numa eventual necessidade de operações mais intensivas naquele local.

Além disso, disse o autarca, o fumo também contribuiu para a evacuação daquele espaço de lazer. A estrada nacional 2 (EN2), entre Vila de Rei e Sertã, nas proximidades da Cumeada, está cortada ao trânsito devido ao incêndio. “Não se passa mesmo. Até há meios operacionais que não conseguem passar”, disse.

O vice-presidente disse também que três aldeias estão próximas das chamas e em “perigo”, nomeadamente Monte Novo, Fouto e Relva do Boi.

Incêndios lavram com muita intensidade em Vila de Rei e na Sertã. Foto: Rui Romão/DR

Às 19:00, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, há quatro incêndios nos concelhos de Vila de Rei e Sertã. Na Sertã, há três incêndios que mobilizam mais de 260 bombeiros, 12 meios aéreos e 67 viaturas.

Incêndio desta tarde, na Sertã. Foto: Isabel Ribeiro Delgado

Em Vila de Rei, o incêndio mobiliza às 19:00, 276 bombeiros, 81 viaturas e quatro meios aéreos. O incêndio, de acordo com Paulo César, tem duas frentes ativas, uma delas a progredir em direção a um dos incêndios da Sertã.

O autarca disse também que o fogo lavra numa zona de eucalipto e pinho, de regeneração natural, e que a região está a ser atingida por ventos fortes.

17:20 – Continuava ativo às 17:20 deste sábado, dia 20, o incêndio que eclodiu às 14:47 na localidade de Rolã, na União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, no concelho da Sertã, e que está a ser combatido por 202 operacionais, apoiados por 52 viaturas e seis meios aéreos, segundo dados disponíveis na página da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Ainda na Sertã, em Ermida e Figueiredo, um incêndio lavra em Cruz do Fundão, estando a ser combatido por 35 bombeiros. Também em Vila de Rei deflagrou um incêndio em Fundada que estava a ser combatido às 17:20 por 155 bombeiros, apoiados por 48 viaturas e dois meios aéreos. No total, estão cerca de 400 bombeiros mobilizados para estes incêndios.

Incêndio em Rolã, Sertã

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 20 de julho de 2019

Paulo Mariano, Comandante dos Bombeiros de Cernache do Bonjardim, disse ao mediotejo.net que nesta altura a prioridade vai para a salvaguarda das habitações. Adiantou que estão a chegar reforços de mais meios, não escondendo a preocupação com o incêndio que lavra no concelho vizinho de Vila de Rei e que eclodiu três minutos mais tarde próximo da localidade de Fundada.

Ainda no concelho da Sertã, em Cruz do Fundão, na Freguesia de Troviscal, eram 16.16 horas, quando deflagrou outro incêndio em povoamento florestal que mobilizou de imediato 12 operacionais e dois meios aéreos. Às 17:20 o numero de bombeiros no local era de 35, apoiados por seis viaturas e quatro meios aéreos.

Em Catadinha, Freguesia de Ermida e Figueiredo, deflagrou pelas 15 horas um incêndio em povoamento florestal que mobilizou 35 operacionais com 11 viaturas, estando nesta altura (17.06) já em resolução.

O incêndio em Vila de Rei congrega no combate às chamas 156 operacionais, 48 viaturas e três meios aéreos.

Fonte dos bombeiros apela a que as pessoas não circulem nos locais de incêndio, que deixem as suas casas e se desloquem para locais seguros. Pede ainda que entreguem gelo, fruta e água nos quartéis dos bombeiros, neste caso de Cernache do Bonjardim.

*EM ATUALIZAÇÃO

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