Greve/Professores | Escolas fechadas ou a “meio gás” no primeiro dia de paralisação

Escola Secundária Solano de Abreu, em Abrantes

Escolas encerradas ou a “meio gás”, com uma adesão dos professores à greve de 60% a 70%, é o balanço que os sindicatos fazem do primeiro dia de uma paralisação que vai prosseguir até sexta-feira, dia 16 de março.

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“Tempo de serviço não se negoceia, conta-se”, insistem os sindicatos num comunicado divulgado hoje à tarde, dia em que a greve decorreu nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, bem como na Região Autónoma da Madeira.

Se em algumas escolas a adesão se ficou pelos 20%, outras fecharam portas devido à greve dos professores, de acordo com os dados avançados pelas estruturas sindicais, que têm tido como porta-voz a Fenprof, a maior organização sindical do setor.

“Escolas encerradas são várias, de todos os setores de educação e ensino. Na cidade de Lisboa, pela sua dimensão, destacam-se escolas como a EB2.3 Almeida Garrett (Alfragide), EB2.3 Manuel da Maia, EB2.3 Noronha Feio (Oeiras), EB2.3 Francisco Arruda (Alcântara)”, avançaram os sindicatos.

Estes números confirmam um primeiro balanço feito ao final da manhã, em conferência de imprensa, junto à escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, na qual os sindicatos admitiram realizar “uma grande manifestação” e uma nova greve durante o terceiro período de aulas.

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A greve prossegue na quarta-feira no Alentejo e no Algarve, seguindo-se a região centro na quinta-feira e o Norte e Açores na sexta-feira.

Os professores exigem que lhes seja contabilizado todo o tempo de serviço para efeitos de descongelamento da carreira, acusando o governo de querer “apagar” nove anos e quatro meses neste processo.

A tutela admite “descongelar” dois anos e 10 meses.

A greve dos professores afeta milhares de alunos da Grande Lisboa, segundo um levantamento da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que encontrou as escolas abertas, mas com “ambiente de recreio e não de aulas”.

Na Madeira, a greve teve uma adesão média de 20% segundo o Sindicato dos Professores (SPM), enquanto o governo regional indicou 6,9% da parte da manhã.

A paralisação foi convocada por 10 organizações sindicais de professores, após goradas negociações com o Ministério da Educação.

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