Golegã | Rumores acerca da morte de Ricardo Chibanga obrigam a filha a desmentido

Ricardo Chibanga sofreu um AVC no passado dia dois de março. Foto:mediotejo.net

Ao início da manhã desta quarta-feira, dia 13 de março, começaram a surgir nos “sites” taurinos rumores acerca da morte do matador de toiros Ricardo Chibanga. A filha do famoso toureiro de 76 anos apressou-se a desmentir as notícias e a demonstrar estupefação.

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Anete Chibanga afirma desconhecer de onde possa ter partido essa notícia mas garante que o pai “está até um pouco melhor e se Deus quiser há-de vir em breve para casa”.
“Esta manhã fui levar o meu filho à escola e toda a gente me começou a dar os sentimentos. Falei de imediato para o Hospital e confirmaram que o meu pai passou uma noite boa e, como ontem, até está melhor. Vou agora vê-lo”, diz-nos Anete, lamentando “a falta de ética e de rigor de quem noticia assim sem mais nem menos coisas que não são verdadeiras”, afirmou ao blogue “Farpas”.

Ricardo Chibanga está hospitalizado no Hospital de Torres Novas desde dia dois deste mês devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido quando se encontrava no seu domicílio.

Golegã | Rumores acerca da morte de Ricardo Chibanga obrigam a filha a desmentido
Ricardo Chibanga a assistir ao XTerra na Golegã em 2018. Foto: mediotejo.net

Ricardo Chibanga nasceu num bairro de lata da cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, a capital da então província portuguesa de Moçambique. É um amigo de infância de Eusébio. Desde criança mostrou paixão pelas touradas, e visitava regularmente a Praça de Touros de Lourenço Marques. Em 1962, mudou-se para Portugal como assistente de um famoso toureiro. Primeiro, completou o serviço militar, sendo depois o seu talento como toureiro reconhecido em treinos na Golegã e Badajoz.

Tendo passado pela Escola de Toureio de Coruche, dos irmãos António e Manuel Cipriano “Badajoz” e pela Escola da Golegã, sob orientação de Patrício Cecílio, Chibanga apresentou-se em praças como a Praça de Touros de Viana do Castelo e a Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, antes de rumar a Espanha.

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Em Espanha, onde poderia exercer em pleno a função de matador, precisamente por não existir a proibição legal de matar o touro diante do público, tal como sucede em França e na América Latina, o primeiro toureiro de raça negra forjou-se como matador de sucesso, apresentando-se em praças tão importantes como a Real Maestranza de Sevilha ou Las Ventas, Madrid; bem como nas principais praças de França, como a Arena de Nimes ou o Coliseu de Arles.

Em outros países foi aclamado: no México, Reino Unido, Venezuela, Canadá, Estados Unidos, Indonésia, China, Angola e na sua terra natal, Moçambique. Várias celebridades o viram e admiraram como espetadores, incluindo Pablo Picasso, Salvador Dalí, Orson Welles e Christiaan Barnard, o mundialmente famoso cirurgião cardíaco.
Passou 20 anos a tourear, baseando a sua carreira em Portugal, Espanha e França.

Após o fim da sua carreira mudou-se para a Golegã, onde ainda vive e onde existe uma rua com o seu nome.

Fonte: Farpas Blogue e Wikipédia.

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