Gavião | Eco-glamping “Gavião Nature Village” uma realidade em maio de 2020

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. Créditos: mediotejo.net

A cerimónia de lançamento da primeira pedra do eco-glamping “Gavião Nature Village”, com abertura marcada para maio de 2020, em Cadafaz, Gavião, decorreu esta segunda-feira, 15 de abril. Glamping significa acampar com glamour e destina-se a quem quer contacto com a natureza sem as preocupações de montar a tenda, carregar o carro, ou dormir no chão com falta de espaço.

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Aproveitando e potenciando recursos endógenos como a cortiça ou a pedra, o eco-glamping de Gavião será composto por um conjunto de infraestruturas que garantem as necessidades de um público mais exigente, que aprecia a natureza, a evasão, mas que não abdica do conforto, da qualidade e do bem-estar.

É nesta tendência que assenta o novo projeto “Gavião Nature Village”, ocupando uma área de 42 mil metros quadrados, dos promotores Fernando Couteiro e Paulo Almeida e as respetivas cônjuges Geny e Maria do Carmo, vindos da capital mas com raízes na região num investimento de 1,5 milhões de euros, financiado em 75% pelo Portugal 2020 (um milhão e 60 mil euros, 25% suportados por capitais próprios).

Um equipamento turístico com capacidade para 150 pessoas. “O conceito do parque é a cortiça, portanto quer nos bungalows, quer nas tendas, e por todo o lado em que circulem estará sempre presente esse conceito”, explicou Fernando Couteiro.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. O arquiteto Luís Cachola mostra a maqueta do projeto que será construído em 14 meses. Créditos: mediotejo.net

O projeto engloba a existência de 10 bungalows, 13 tendas glamping, área de campismo livre para 14 tendas, spa e piscina, restaurante, loja regional, espaço para animais, retiros, campo de jogos tradicionais, eventos e reuniões empresariais/team building, bem como todas as potencialidades em termos de atividades de lazer/desporto como canoagem, passeios pedestres, cicloturismo, yoga, são alguns dos pontos-chave da oferta para esta nova unidade turística.

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Fernando Couteiro informava as cerca de 50 pessoas que assistiram ao lançamento da primeira pedra do eco-glamping que naquele preciso local nasceria o clubhouse “que irá suportar o parque onde poderão desfrutar de uma sala de massagens, banho turco, um restaurante com capacidade até 50 pessoas e uma piscina”.

Na parte mais baixa do complexo turístico existirá uma quinta, a ideia é “promover atividades temáticas em conjunto com as escolas que irá ter desde ervas aromáticas, agricultura biológica a animais”, deu ainda conta Fernando Couteiro.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. Terreno onde ficará instalado o projeto. Créditos: mediotejo.net

Daquele lugar a vista é privilegiada, vendo-se vigilante o castelo de Belver, e aos seus pés passa o rio Tejo, também próximo ao ex-libris do concelho, a Praia Fluvial do Alamal. A vila de Gavião também fica logo ali, a cerca de dois minutos de carro.

E como o projeto é implementado no Alentejo “a aposta é na cortiça por ser um material endógeno, um material de forte portugalidade. E como o foco do parque é a exportação, ou seja trazer dormidas e turistas estrangeiros, procura posicionar-se através do patamar da cortiça”, reforça o arquiteto Luís Cachola, explicando o projeto que procura comungar com a natureza.

“O sítio de per si tem muito poder! O edifício principal terá praticamente 360 graus de vista, uma cobertura plana de forma a potenciar eventos e também de usufruir do fantástico enquadramento e um spa localizado no ponto mais baixo, em contacto com o terreno também em comunhão com a envolvente paisagística”, explicou, mencionando que o “Gavião Nature Village” tem “posicionamento alto, pretende-se atrair turistas com capacidade económica”.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. Créditos: mediotejo.net

Em linhas gerais o parque “terá uma área de construção – excluindo as tendas – na ordem dos 1600 metros quadrados. Irá ser incorporada uma zona de tendas livres mas controlado, na medida que será o próprio parque que faculta as tendas e caso o turista pretenda o parque poderá montar a tenda. Aqueles que quiserem ter a experiência de as montar também o poderão fazer”, nota o arquiteto responsável.

Para o presidente da CM Gavião, José Pio (PS), este projeto representa um “novo paradigma do turismo do concelho”, que vem acrescentar inovação ao território e atrair mais pessoas a Gavião e a toda a região do norte alentejano. “Temos ajudado muito os promotores, mas essa é a função da Câmara Municipal”, afirmou o presidente, lembrando que a autarquia “tem conseguido estar em vários momentos da planificação para que fosse realidade”, tendo adiantado “esperar muito” deste projeto.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e do Ribatejo “desde a primeira hora, quando lhe apresentámos o projeto, que o considerou diferenciador e para nós tem uma importância extrema. Que seja o sucesso do turismo no Gavião mas também na parte do Alentejo que está um bocado desprotegida nesta matéria”, salientou José Pio.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. Paulo Almeida, um dos promotores e Ceia da Silva do Turismo do Alentejo e Ribatejo. Créditos: mediotejo.net

Por sua vez, António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo Alentejo e Ribatejo, congratulou a autarquia por apoiar a implantação deste investimento na área do turismo no seu concelho e agradeceu aos promotores a aposta, dando conta que, apesar das notícias televisivas falarem muito de Lisboa, o Alentejo “é a região do País que mais cresce”.

“Temos os dados de janeiro e subimos 22% só no mercado interno. O ano transato foi o ano que mais subimos no mercado externo, 18%. Subimos em proveitos e portanto projetos destes são dignos de realce. No ano passado subimos 20% em proveitos e tínhamos subido 20% em relação ao ano anterior”, notou Ceia da Silva.

Ou seja, o turista que atualmente visita o Alentejo “consome mais 40% do que há dois anos. O Alentejo selecionou pela qualidade dos seus projetos, pela qualidade da região o tipo de turista que nos visita”, acrescentou.

O responsável indicou “um conjunto de ações muito importantes na área de reestruturação de produto desde o walking, cycling, caminhos de Santiago e projetos que se enquadram na perspetiva dos investidores”.

“Estamos a criar as rotas do património imaterial”, cujos bens a integrar não passam apenas pelos classificados pela UNESCO, roteiro no qual será integrada a freguesia de Belver e o Museu das Mantas e Tapeçarias.

“Foram cinco nos últimos quatro anos e estamos à beira de conseguir as Festas do Povo de Campo Maior, o dossier já está em Paris. Somos a região com mais bens classificados pela UNESCO em termos identitários”, frisou.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra do Eco-Glamping Gavião Nature Village. Um dos promotores, Fernando Couteiro, o presidente da Câmara de Gavião, José Pio, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva.. Créditos: mediotejo.net

Outro projeto a estruturar, obrigatoriamente concluído até outubro por força dos fundos comunitários, “as rotas do Touring Cultural e Paisagístico nomeadamente do megalitismo, da cultura avieira, do barroco e das fortificações, roteiros onde também Belver e o concelho de Gavião estarão integrados”, assegurou.

Quanto ao eco-glamping “Gavião Nature Village”, António Ceia da Silva deixou ainda a garantia que a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e do Ribatejo “cá estará para ajudar na promoção” considerando “um espaço com muita dignidade. Uma aposta fabulosa. O sítio é magnífico e o que queremos hoje no Alentejo são projetos destes: de excelência e qualidade porque o tipo de turista que nos visita é isto que quer. Queremos um crescimento não tanto quantitativo mas qualitativo”.

A calendarização inicial apontava para maio de 2019 a abertura do espaço, mas o processo atrasou algum tempo, uma vez que teve de aguardar pelos resultados de candidatura no âmbito dos sistemas de incentivo dos fundos comunitários atuais. Muito por gosto de Fernando Couteiro, revelou o presidente da Câmara, talvez o complexo tenha a sua inauguração no dia 23 de maio de 2020, “dia de Portalegre”. A obra é para 14 meses.

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