Futsal | “Os Patos” perdem com o líder mas ainda tiveram direito a sonhar

Pego, 15 de Abril de 2017, 16 horas

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Campeonato Nacional 2ª Divisão – 2ª Fase – Manutenção / Descida – Série D – 6ª jornada

Clube Desportivo “Os Patos” 1 – União de Amigos de Olho Marinho 4

Antevia-se difícil a tarefa do C. D. “Os Patos” perante a formação de Olho Marinho que viajou até à aldeia do Pego já com a manutenção assegurada e com o primeiro posto da classificação desta série já garantido mas o jogo era encarado, pelo homens de Rossio ao Sul do Tejo como mais uma das duas finais que faltavam disputar para manter acesa a chama e o sonho da manutenção na segunda divisão nacional da modalidade.

Os primeiros minutos da partida foram disputados a um ritmo bastante movimentado por força da actuação da equipa local que procurava, por todos os meios, furar a defensiva bem organizada do conjunto do Concelho de Óbidos, com Alexis em grande destaque. À passagem do 5º minuto, o atleta de “Os Patos” protagoniza uma fantástica jogada individual, toda ela realizada pelo flanco esquerdo e, ao seu potente remate, Kaká começou a mostrar que estava em dia “sim”, salvando com as pontas dos dedos um golo que parecia feito.

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Não foi à primeira, foi à segunda. Um minuto depois, o mesmo Alexis, agora no centro do terreno, finaliza com exito, uma bela jogada colectiva da turma local que, por essa ocasião, mostrava estar melhor no jogo e mostrava argumentos que faziam sonhar com o objectivo definido.

Porém, o Olho Marinho não se intimidou nem tão pouco acusou o tento sofrido e, após 10 minutos de algum “sofrimento”, equilibrou a contenda e veio com tudo para cima do adversário.

Procurando o segundo tendo que lhe pudesse, de alguma forma tranquilizar e equipa, “Os Patos” abriam brechas no sector recuado e isso acabou por lhes ser fatal perante os possantes e tecnicistas atletas da equipa forasteira que começavam a mostrar o porquê de serem líderes da série.

Aos 10 minutos do primeiro tento é André Silva que, apenas com o guardião caseiro pela frente, atira ao poste direito para, um minuto depois, permitir a André Martins brilhar a grande altura com três belas defesas consecutivas, mas que acabariam por originar o golo do empate na sequência de um pontapé de canto, por intermédio de Paiva que correspondeu da melhor forma ao cruzamento do colega de equipa.

Ainda a digerir o empate, o pavilhão gelou com a obtenção do segundo golo do conjunto vindo de Óbidos, desta feita da autoria de Rafa, que assim revirava o marcador em apenas um minuto.

Imediatamente “Os Patos” responderam com nova situação de perigo, mas entre os postes estava um inspirado Kaká que ia defendendo tudo o que havia para defender, pautando-se por um dos melhores elementos dentro da quadra.

Sem conseguir os seus intentos, os comandados de Hélder Rodrigues, ainda assim, procuraram a igualdade até ao último sinal sonoro com o último minuto da primeira metade a ser frenéticamente disputado, inicialmente com Rafa a acertar no poste da baliza de “Os Patos” e, na jogada seguinte, Alexis, na transformação de livre directo a tentar o empate, mas em vão.

As equipas iam para o descanso com o Olho Marinho em vantagem tangencial, mas podia-se aceitar o empate, uma vez que os primeiros vinte minutos foram repartidos em termos de oportunidades de golo e mesmo de jogo disputado com “Os Patos” a darem a sensação que poderiam, realmente, dar a volta ao assunto no segundo tempo, se empreendesse maior ritmo à partida.

E foi com essa disposição que reentraram em campo, com soberana oportunidade de golo salva in-extremis por Rafa em cima da linha de baliza logo aos 3 minutos do segundo tempo.

Mas, como a vontade de dar a volta aos acontecimentos por si só não chegava e, pretendendo chegar rapidamente ao golo que lhes permitia voltar à discussão do resultado, “Os Patos” davam espaço ao adversário que, tecnicamente mais evoluido, criava situações de perigo de cada vez que obtinha posse de bola. Aos 7 minutos, novamente Rafa atira ao poste e, um minuto depois na sequência da marcação de pontapé livre que valeu o primeiro cartão amarelo a Pedro Rosado, é João Francisco que recebe o esférico completamente solto de marcação, e facilmente faz o terceiro golo para o conjunto de Olho Marinho.

A situação complicava-se cada ves mais, mas sem deitar a toalha ao chão, os homens de Rossio ao Sul do Tejo iam procurando algo mais, mas na baliza contrária Kaká mostrava-se suguro e intransponível.

A perder por 1 a 3, o técnico Helder Rodrigues permite que a sua equipa suba mais no terreno e, a partir do 12º minuto, o guarda redes André Martins passa a actuar como quinto elemento de campo só que, numa perda de bola em zona de ataque, e com a baliza local deserta e à sua mercê, Vitor Hugo desfaz por completo a intenção dos locais, ao marcar o quarto tento dos visitantes.

Se o momento já era complicado, mais difícil ficou quando, a cinco minutos do fim, Pedro Rosado recebe ordem de expulsão ao ver segunda cartolina amarela por, na opinião do juíz da partida, ter simulado falta quando pretendia “cavar” um livre de sete metros. “Os Patos” passariam os próximos dois minutos a jogar com menos um elemento em campo.

Em superioridade númerica, com o resultado a seu favor e com a moral por cima, o técnico forasteiro Ricardo Lobão troca de guarda-redes, passando a jogar com cinco elementos de ataque contra três dos locais e, dessa forma, trancou (definitivamente) todos os caminhos para a sua baliza, sem que mais história houvesse para contar.

“Os Patos” deram réplica, mas não a suficiente para contraria o maior poderio físico e técnico do adversário bem como a falta de concretização das oportunidades em golo (muito por culpa do já mencionado Kaká em tarde de grande inspiração).

Arbitragem tranquila, sem grandes falhas num jogo bastante correto, com poucas faltas onde os jogadores se comportaram de forma digna, prestigiando a modalidade e o desporto em geral.

Para “Os Patos” (e como um mal nunca vem só), para além deste resultado negativo, a conjugação dos outros resultados da jornada deitaram por terra todas as aspirações de levar a decisão final da manutenção para a próxima e derradeira jornada do campeonato, quando visitarem o Núcleo Sportinguista de Pombal tendo-se consumado, desde já, a descida aos Distritais.

Foi um dia pouco positivo para “Os Patos”, mas fica a certeza de que continuarão a escrever páginas de glórias no livro da sua história que já vem desde 1982, ano da fundação desta prestigiada colectividade do Concelho de Abrantes.

Ficha do jogo

 Pavilhão Desportivo Municipal do Pego (Abrantes)

Árbitro: Pedro Martins

Árbitros Assistentes: Rui Ventura e Tomé Pereira

C.D. “Os Patos”

André Martins, Alexis Silva, Fábio Pereira, André Santos, Eduardo Fonseca (cap.), Victor Cartaxo, João Leitão, Daniel Lopes, Pedro Rosado, Ricardo Felício, Diogo Moura e Cláudio Santos

Treinador: Hélder Rodrigues

Adjunto: Márcio Oliveira

A. Olho Marinho

 Kaká, Alcides, João Francisco, Rafa, Victor Hugo, Vando, Brito, Fábio Catarino, Lippi, Alex, Paiva E Diogo (cap.)

Treinador: Ricardo Lobão

Disciplina:

Cartões Amarelos:

C.D. “Os Patos”: Pedro Rosado (28’ e 35’)

Olho Marinho: Diogo (32’), Paiva (37’) e Victor Hugo (38’)

Cartões Vermelhos:

C.D. “Os Patos”: Pedro Rosado (35’ por acumulação)

Marcadores:

C.D. “Os Patos”: Alexis (6’)

Olho Marinho: Paiva (11’), Rafa (12’), João Francisco (32’) e Victor Hugo (33’)

CAMPEONATO NACIONAL 2ª DIVISÃO – 2ª FASE – MANUTENÇÃO / DESCIDA – SÉRIE D

 6ª JORNADA

ASS. REC. AMARENSE 6 – NUC. SPORT. POMBAL 4

  1. DESP OS PATOS 1 – U. AMIGOS OLHO MARINHO 4
  2. R. C. D. MENDIGA 7 – A. C. D. LADOEIRO 4

ASS. D. R. DA MATA 2 – A. R. BOA ESPERANÇA 3

CLASSIFICAÇÃO (APÓS 6ª JORNADA)

– U. AMIGOS OLHO MARINHO – 33

– ASS. REC. AMARENSE – 24

– ASS. D. R. DA MATA – 22

– A. R. BOA ESPERANÇA – 22

– A. R. C. D. MENDIGA – 21

– C. DESP OS PATOS – 17

– NUC. SPORT. POMBAL – 13

– A. C. D. LADOEIRO – 8

 7ª JORNADA (e última)

22 de Abril – 16 horas

 C. D. LADOEIRO – ASS. REC. AMARENSE

AMIGOS OLHO MARINHO – ASS. D. R. DA MATA

NUC. SPORT. POMBAL – C. DESP OS PATOS

A. R. BOA ESPERANÇA – A. R. C. D. MENDIGA

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.
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