Futsal | Empate com o Belenenses mantém Eléctrico na corrida pelos “Play-Off” (C/fotos e audio)

Rafael Bocum trava a progressão de Mamadú Ture.

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 2 – CLUBE DE FUTEBOL “OS BELENENSES” 2
Liga SportZone – 24ª jornada
Pavilhão Gimnodesportivo
Ponte de Sor

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Jogo emotivo no Pavilhão Gimnodesportivo da Ponte de Sor.

A comemorar os 90 anos de fundação, foi em ambiente festivo que o clube pontessorense recebeu um histórico do futsal nacional, “Os Belenenses”, ambos a lutar pelo mesmo objetivo: os ” play-off” de apuramento de Campeão.

Alcançada a manutenção, passou a ser ambição do Eléctrico disputar a segunda fase no ano de estreia e continuar a fazer história. A equipa do experiente treinador Alípio Matos, sabia que tinha de ganhar na Ponte de Sor para continuar a alimentar o sonho.

Jogo importante para as as pirações das duas equipas.

O jogo começou em toada de equilíbrio e logo no primeiro minuto Nem testou a atenção de Marcão. No lance seguinte Nem sofreu falta e com toda a gente a protestar Bruno Pinto atirou ao lado da baliza de Basílio. Respondeu o Eléctrico e Renan, por duas vezes, esteve perto de marcar.

O Belenenses fechava-se bem impedindo a progressão dos pontessorenses. Os remates de longe de Nem e Ilídio Pina acabavam, invariavelmente, nos defesas ou nas luvas de Marcão.

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Veterano Marcão foi chave da baliza “azul”.

Nos “azuis” o mais rematador era Ygor Mota, a por à prova Basílio, mas Mamadú Ture e Bruno Pinto também colocaram problemas à equipa da casa. Com a equipa do Restelo a pressionar muito alto, o Eléctrico começou a ter algumas dificuldades na fase de construção e os erros no passe passaram a constituir boas hipóteses de ataque para o Belenenses.

Aos oito minutos, um passe errado de Bocum permitiu o remate perigoso de Bruno Pinto. Passou ao lado. Na resposta Nem isolou-se na cara de Marcão que, com enorme experiência, nunca se descompôs e defendeu para canto.

Nem não consegue ultrapassar a experiência de Marcão.

Entretanto o capitão João Pires aproveitou para enviar a bola ao poste da baliza da equipa da casa. Aos 11 minutos, uma boa combinação entre Ruizinho e Nem terminou num forte remate do brasileiro para defesa de Marcão. O Elétrico estava no melhor momento do jogo e Wendell e Nem criavam fortes embaraços à defensiva lisboeta.

Aos 13 minutos, no entanto, um rápido contra ataque permitiu ao Belenenses chegar ao golo através de Ygor Mota.

Golo de Igor colocou o Belenenses na frente para gaúdio dos adeptos.

O Eléctrico respondeu e Renan obrigou a cedência de um canto. Wendell “rouba” uma bola na área e remata ao poste. Na resposta Lollato atirou para defesa de Basílio. Nem rematou à malha lateral, dando a sensação de golo. O jogo estava mais aberto e as oportunidades repartiam-se por ambas as balizas. Lollato isolou-se e Wendell, com um corte temerário dentro da área, esconjurou o perigo. Adivinhavam-se mais golos…

Aos 15 minutos, André Maluko deu o melhor seguimento a um ataque organizado do Eléctrico e repôs a igualde.

Marcão foi impotente para travar o remate de André Maluko.

André, galvanizado pelo golo, passou a assumir o papel de rematador e aos 16 minutos obrigou Marcão a ceder canto. Na resposta, aos 17 minutos, o Belenenses voltou a adiantar-se no marcador através de Mamadú Ture.

Entretanto o Eléctrico atingia a quinta falta e teria de se recatar, evitando o livre direto.
Os bons remates de Ilídio Pina e Wendell iam mantendo a defensiva forasteira em níveis altos de concentração. Os “azuis” não perdiam uma oportunidade para atacar a baliza de Basílio e o colombiano Yulián Díaz rematou para defesa do guarda redes.

Mamadú Ture coloca o Belenenses na frente aos antes do intervalo.

A 15 segundos do final do primeiro tempo, o Belenenses atingiu a quinta falta o que não trouxe consequências. O intervalo chegou com o Belenenses a vencer. Pelo equilíbrio o resultado ajustado seria um empate.

Resultado ao intervalo penalizava a equipa da casa.

O segundo tempo começou com uma soberana oportunidade para o Eléctrico reduzir. Wendell bateu Marcão mas sobre a linha final um defesa conseguiu afastar. Voltou Wendell de novo à carga e obrigou o guarda redes lisboeta a nova defesa para canto. Pouco depois foi a vez de André Maluco obrigar Marcão a “dar o peito às balas”…
Na resposta, de livre, o Belenenses ganhou um canto. Isto tudo nos três minutos iniciais.

Muita entrega resultou num bom jogo.

Ilídio Pina, aos 24 minutos volta a tentar a meia distância. Opôs-se Marcão. Em jeito de resposta Bruno Pinto “rouba” uma bola e cruzou. O esférico passou por toda a gente na área e perdeu-se pela linha de fundo. O jogo dava mostras de serenar um pouco e só aos 28 minutos Ilídio Pina volta a testar Marcão.

O jogo estava partido e as oportunidades iam surgindo numa e noutra baliza. Mamadú desperdiçou para os “azuis” e André Maluko para os da casa.

Defesa providencial evita golo dos pontessorenses.

Aos 31 minutos Wendell atirou ao lado e ficou com queixas álgicas, obrigando a assistência.
No minuto seguinte Igor Mota viu o cartão amarelo por duas vezes e o respetivo vermelho excluiu-o do jogo.

A jogar em superioridade os dois minutos seguintes o Eléctrico não conseguiu ultrapassar a defensiva do Restelo. Renan acertou em Marcão, Wendell imitou-o e André rematou ao lado.

Corte no extremo de Wendell.

Já com a equipa “azul” completa, a partir dos 35 minutos, a equipa de Kitó Ferreira passou a jogar com Renan Fuzo como guarda redes avançado e a tentar explorar o “cinco para quatro”. André Maluko esteve perto de marcar por duas vezes.

A jogar desta forma, sem guarda redes na baliza, qualquer perda de bola é um perigo. Yulián Díaz, com a baliza deserta, atirou ao lado. O cronometro avançava inexoravelmente para o final e o Eléctrico não encontrava forma de marcar.

Bocum atirou ao lado. André também e Lollato obrigava o guarda redes a defesa atenta.
Eis que no, último minuto, Renan Fuzo conseguiu tirar partido da superioridade numérica e com um remate colocado chegou ao empate que serve melhor os interesses da sua equipa do que os do Belenenses.

Renan, a jogar como guarda redes avançado, marcou no último minuto.

Com alguns segundos para jogar o Belenenses ainda arriscou o guarda redes avançado mas o resultado não se alteraria. Empate justo que manteve o Eléctrico na luta por um lugar nos “Play-Off”. Faltam dois encontros que são autênticas finais. O Belenenses dificilmente lá chegará. Arbitragem sem influência no resultado.

Resultado mantém o Eléctrico na luta pelos “Play-Off”.

FICHA DO JOGO:

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
Diogo Basílio, Renan Fuzo, Rafael Bocum, Wendell e Nem.
Suplentes: Beccon, Eduardo Ricardo, Rafa, João Pita, Ruizinho, Filipe Pereira, Ilídio Pina, André Maluko e Alexandre Prates.
Treinador: Kitó Ferreira.

Eléctrico Futebol Clube.

CLUBE DE FUTEBOL “OS BELENENSES”:
Marcão, João Marques, Bruno Pinto, Rodrigo Lolatto, Ygor Mota
Suplentes: Paulo Pimenta, Jota, João Pires, Yulián Díaz, Mamadú Ture, Cláudio Ferreira e Jardel
Treinador: Alípio Matos

Clube de Futebol “Os Belenenses”.

GOLOS:
André Maluko e Renan Fuzo (Eléctrico); Ygor Mota e Mamadú Ture (Belenenses)

ÁRBITRO: Rúben Santos (AF Porto)

Árbitro Rubén Santos com os auxiliares.

Cartão Amarelo: Rafael Bocum, Nem e André Maluko (Eléctrico); Bruno Pinto e Ygor Mota (Belenenses)
Cartão Vermelho: Ygor Mota (Acumulação de amarelos)

No final fomos falar com os treinadores de ambos os emblemas:

Kitó Ferreira-Treinador do Eléctrico Futebol Clube.

 

Alípio Matos-Treinador do Belenenses.

*Com David Belém Pereira (fotos).

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