Futsal | Eléctrico finta Belenenses com segunda parte de gala e alimenta sonho alentejano para o play off (C/fotos e áudios)

Alentejanos de Ponte de Sor mostraram muitos mais argumentos que lisboetas.

ELÉCTRICO F. C. 4 – C. F. “OS BELENENSES” 2
Liga Placard – Jornada 12
Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor
30-11-2019

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Paulo Pimenta, guardião de “Os Belenenses” com bastante trabalho do primeiro ao último minuto.

O histórico clube lisboeta “Os Belenenses” deslocou-se a Ponte de Sor com vontade de contrariar os mais recentes maus resultados e a péssima classificação na Liga Placard, onde ocupa a última posição apenas com quatro pontos conquistados. Já para a equipa da casa, o jogo revestia-se de maior interesse, uma vez que está em aberto o oitavo posto da tabela classificativa e o respectivo apuramento para os “play-off”. Essa é mesmo a posição que ocupa, com 16 pontos em doze jornadas já disputadas.

Renan Cavallaro (nº 88 verde e branco) sempre bem no conjunto do Eléctrico quer a atacar quer a defender.

O jogo começou bastante rápido com maior domínio do Eléctrico que pretendia resolver a questão o mais depressa possível para não ser apanhada em “contra pé”. Logo aos dois minutos de jogo, uma série de assédios à baliza azul, quer por Renan quer por Patrick com a equipa da casa a ganhar dois pontapés de canto seguidos já depois de também Rodrigo ter tentado a sua sorte com mais um corte aflito da defensiva da capital portuguesa.

As investidas dos alentejanos seguiam-se de uma forma rápida e, aos quatro minutos, novamente Renan (sempre muito activo) testou as capacidades do guardião Paulo Pimenta de “Os Belenenses”. Mas o Eléctrico continuou tentando, com Henrique Vicente a enviar a bola ao poste na tentativa de fazer o tento que os locais já mereceriam por esta altura.

Jogo de alta rotação em Ponte de Sor.

“Os Belenenses” apenas perto do minuto 5 é que conseguiu subir na área por intermédio de Guilherme Acioli que rematou forte e colocado para defesa atenta de Cristiano. Os homens da Cruz de Cristo ao peito conseguiram “sacudir” um pouco a pressão inicial do Eléctrivo e conseguem mesmo chegar à vantagem ao minuto 6 por Tunha, num rápido contra ataque pelo lado direito, abrindo a activo num resultado que não espelhava o que realmente se estava a passar no Gimnodesportivo de Ponte de Sor.

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Tunha, abriu e fechou o marcador para “Os Belenenses”.

Continuava tentando o Eléctrico com os visitantes a recorrerem às faltas para pararem o ímpeto dos locais. Rapidamente os lisboetas atingiam a terceira falta com muito jogo ainda por disputar.

Entrados na segunda metade do primeiro tempo da partida, o técnico do Eléctrico solicita “pausa técnica”, minuto para alguns ajustes no xadrez alentejano que iria dar frutos segundos depois do recomeço, com Henrique Vicente a restabelecer a igualdade à passagem do minuto 12. Mais que justo este golo, uma vez que eram os locais quem mandavam na partida e o resultado parecia bastante “simpático” para os de Belém.

Henrique Vicente, iguala a partida ainda na primeira parte, dando início à reviravolta no marcador.

Até final do primeiro tempo, continuaram os homens de Ponte de Sor a tentar ampliar o marcador com Silvestre Ferreira, Rodrigo e Renan a tentarem a sua sorte de várias maneiras e feitios.

Paulo Pimenta, na baliza de “Os Belenenses” ia-se cotando como um dos melhores na quadra e ia adiando o segundo do Eléctrico que acabaria por não aparecer até ao final dos primeiros vinte minutos antes do descanso. Uma igualdade “mentirosa” uma vez que os locais produziram muito mais com um caudal ofensivo muito maior e a revelarem possuir outros argumentos que não “Os Belenenses”.

Equipa de Ponte de Sor sempre muito mais perigosa que “Os Belenenses”.

O segundo tempo inicia-se com um bom susto para Cristiano, com João Marques a rematar cruzado não passando o esférico muito longe do poste esquerdo da baliza alentejana. Com um minuto e meio jogado na segunda metade, O Eléctrico comete a sua primeira falta durante toda a partida o que também revela a qualidade dos seus executantes que raramente recorreram a lances à margem das leis para travar os seus adversários. Aliás, nesse aspecto, foi um jogo disputado com bastante desportivismo de parte a parte.

Patrick Luz sempre bastante interventivo na partida.

O Eléctrico voltou a apoderar-se do jogo após aquele pequeno “susto” e, por diversas vezes Patrick, Rodrigo e Renan através de jogadas combinadas entre eles ou de forma individual iam colocando à prova o quinteto da capital.

Até que, com 5 minutos volvidos após o recomeço, Henrique Vicente, numa boa arrancada, descobre Patrick solto diante da baliza azul que desfaz a igualdade e dava justiça ao marcador.

Na resposta os homens do Restelo estiveram perto da igualdade após boa combinação de Tunha para Nuno Silva que desperdiça. A partida ia rápida numa toada de ataques e contra ataques sucessivos e com o Eléctrico a mostrar-se bem mais perigoso mas muito perdulário na hora da finalização.

A partida ia rápida numa toada de ataques e contra ataques sucessivos.

Até que, com a entrada nos últimos minutos tudo se alterou com os locais a revelarem-se mais assertivos. Aos 33 minutos de jogo, Rodrigo com uma passe de classe, isola Silvestre Ferreira que não se fez rogado e apontava, dessa forma, o terceiro dos comandados de Kitó Ferreira.

Com dois golos de desvantagem, “Os Belenenses” procuraram encurtar a distância através de algumas investidas mais ou menos perigosas que os homens de Ponte de Sor iam resolvendo, com destaque para Cristiano que também se mostrou em grande forma ao efetuar um bom par de defesas de enorme qualidade.

Cristiano mostrou-se em grande forma ao efetuar um bom par de defesas de enorme qualidade.

A três minutos para o final do jogo, numa jogada de insistência construída por ele próprio, Rodrigo Rocha (ou Rodriguinho como é mais conhecido) eleva a vantagem para o Eléctrico, fazendo suspirar de alívio as cerca de três centenas de adeptos que nunca deixaram de apoiar a equipa alentejana.

Com o términus da partida a aproximar-se e com três golos de vantagem, a vitoria já não iria fugir aos locais, mas um minuto depois (novamente) Tunha reduz para os azuis, fazendo o 4-2 final.

Os últimos dois minutos da partida foram vividos e jogados de forma frenética com os atletas que viajaram de Lisboa a tentarem o tudo por tudo na busca de novo tento que os fizessem voltar à discussão da partida, mas sempre que podiam os pontessorenses defendiam com linhas altas não dando veleidades ao adversário até ao sinal sonoro final.

Silvestre Ferreira a festejar o seu tento, o terceiro da sua equipa.

FICHA DO JOGO:

ELÉCTRICO F. C.:
Cristiano Marques (GR), Renan Cavallaro, Patrick Luz, Rodrigo Rocha e Henrique Vicente.
Suplentes: Bruno Castro (GR), Diogo Basílio (GR), Bruno Graça, Silvestre Ferreira, Filipe Pereiro e Miguel Pegacha.
Treinador: Kitó Ferreira.

Equipa do Eléctrico de Ponte de Sor.

C. F. “OS BELENENSES”:
Paulo Pimenta (GR), Nuno Silva, Guilherme Acioli, João Marques e Bruno Martins.
Suplentes: Freddy Martínez (GR), Hélder Fernandes (GR), Daniel Lacerda, Giovane Gomes, Fábio Semedo, Tomás Neves e Tunha.
Treinador: José Feijão.

Plantel do Clube de Futebol “Os Belenenses”.

GOLOS: Henrique Vicente (2), Silvestre Ferreira e Rodrigo Rocha (ELÉCTRICO); Tunha (2) (“OS BELENENSES”)

Pontesorenses celebram um dos quatro tentos com que venceram a partida.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Arbitros: Rúben Guerreiro e Sérgio Carvalho; Cronometrista: Sérgio Magalhães; Observador: Paulo Vicente.

Árbitros principais e capitães de ambas as equipas.

Vitória mais que justa do Eléctrico de Ponte de Sor perante um “Os Belenenses” afoito e corajoso que mostrou saber muito mais do que aquilo que a classificação da Liga principal do futsal nacional revela. Foi uma boa propaganda para a modalidade que ambos os técnicos comentaram desta forma para o mediotejo.net:

“Kitó” Ferreira, treinador do Eléctrico de Ponte de Sor.

 

José Feijão, técnico de “Os Belenenses”.

 

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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