Futsal | Dois minutos bastaram para o Sporting inverter o resultado perante o Eléctrico (C/fotos e audio)

Jogo emotivo na Ponte de Sor.

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 3 – SPORTING CLUBE DE PORTUGAL 5
Liga SportZone – 23ª jornada
Pavilhão Gimnodesportivo
Ponte de Sor
23-03-2017

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Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor.

Pela quarta vez esta época as equipas do Eléctrico e do Sporting voltaram-se a defrontar. Os pontessorenses foram mesmo os “carrascos” do Sporting na Taça da Liga. Mas na Liga SportZone o Sporting acalenta a esperança de renovar o título de campeão que ostenta e todos os jogos são para vencer. A equipa de Kitó Ferreira, a atravessar um mau período no que a resultados diz respeito, tinha a tarefa hercúlea de contrariar os lisboetas.

Grande entrada do Eléctrico surpreendeu o campeão nacional.

As equipas entraram no jogo com vontade de começarem cedo a construir um resultado que desse alguma tranquilidade e as oportunidades de golo repartiram-se pelas duas balizas. Bocum e Wendell, para os da casa, e João Matos, Pany Varela e Alex para os “leões”, dispuseram de excelentes ensejos para marcar.
Aos cinco minutos o árbitro Pedro Pereira passou a imagem que iria ser pouco tolerante com indisciplina ao admoestar Beccon, no banco, com a cartolina amarela. Léo obrigou Diogo Basílio a uma grande defesa.

Boas oportunidades para ambas as equipas.

O jogo acalmou um pouco com o Eléctrico a defender muito coeso dificultando a penetração do Sporting que aproveitava para rodar todo o plantel. Aos oito minutos Wendell, numa boa iniciativa individual, obrigou o guarda redes leonino, Guitta, a defesa apertada. No minuto seguinte o Eléctrico ganhou um livre descaído pelo lado direito do seu ataque, já perto da área sportinguista, e Marinho com um forte remate colocou a equipa de Ponte de Sor na frente do marcador.

Marinho abriu o marcador.

A reação sportinguista não se fez esperar e Dieguinho começou a assumir as “despesas” do jogo. Por três vezes alvejou a baliza de Basílio sem ter sucesso. O minuto 13 foi fatídico para João Matos. Ao protestar uma falta assinalada pelo árbitro excedeu-se nos protestos e viu o cartão vermelho e deixou o Sporting a jogar em inferioridade numérica temporariamente. O Eléctrico carregou e depois de Renan Fuzo “aquecer” as luvas de Guitta foi a vez de Wendell obrigar o guarda redes a defender para o poste. Dieguinho rematou ao lado na resposta.

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O Sporting perdeu o seu capitão, João Matos, expulso aos 13 minutos.

As equipas iam acumulando faltas e com quatro minutos para jogar no primeiro tempo ambas estavam “tapadas” com a quinta falta. Marinho rematou por cima e na resposta Pany Varela imitou-o. Aos 18 minutos, após duas enormes defesas de Diogo Basílio, o Sporting chegou a tão procurado golo do empate através de Dieguinho, na emenda.

Dieguinho empatou a partida antes do intervalo.

Com pouco para jogar no primeiro tempo as equipas acabaram a pressionar e Marinho obrigou o guarda redes sportinguista a boa intervenção. Na baliza oposta Dieguinho testou Basílio. A segundos do intervalo Wendell rematou contra um defesa e ganhou um canto. Na sequência Renan Fuzo obrigou Guitta a nova defesa para canto. O intervalo chegou com um justo empate e a promessa de uma segunda parte carregada de emoção.

Resultado justo ao intervalo.

As equipas não desiludiram e assistiu-se a uma segunda parte emotiva a puxar pelo muito público presente nas bancadas e que não regateou apoio. Logo ao segundo minuto Renan Fuzo bateu um livre muito perigoso à entrada da área dos “leões” e ganhou um canto.

Na transformação o guarda redes Guitta defendeu e o mesmo Renan rematou ao lado.
No minuto seguinte, o Eléctrico beneficiou de uma grande penalidade e do banco do Sporting “saltou” André Sousa para defender o remate fortíssimo de André Maluko, ficando lesionado. O árbitro considerou que o guarda redes se terá adiantado antes da bola partir e mandou repetir a penalidade.

Recuperado, André Sousa, foi impotente para travar o remate de Marinho e os alentejanos voltaram à liderança no marcador.

André Sousa defendeu a penalidade mas foi repetida. Marinho não falhou…

O Sporting começou a pressionar mais alto, com o guarda redes Guitta como jogador de campo e o resultado foi asfixiante com os lisboetas a ganharem uma sucessão de cantos.
Aos 26 minutos, um roubo de bola por parte dos campeões nacionais deu a Erick a possibilidade de voltar a empatar a partida. Foi o que fez. Entretanto iam-se avolumando as faltas e os cartões amarelos. Wendell, isolado e em velocidade, passou por Guitta e rematou para a baliza deserta onde surgiu um defesa a desviar para fora.

Muito trabalho para a defesa pontessorense.

Entretanto a equipa da casa atingiu a quinta falta com onze minutos para jogar. Dieguinho isolou-se e quando armava o remate escorregou e gorou-se o lance. A meio do segundo tempo o Eléctrico averbou a sexta falta e levou Cardinal para a marca dos dez metros. Beccon saiu do banco para defender o livre direto. O Sporting estava determinado a virar as coisas a seu favor e os jovens Alex e Erick iam pondo à prova o guarda redes pontessorense, Basílio.

Sporting determinado em virar o resultado.

O minuto 13, agora no segundo tempo, voltou a ser de azar para o Sporting. Com o guarda redes Guitta subido na quadra, Alex rematou com Rafa a fazer-lhe pressão. A bola esbarrou no jogador da casa e encaminhou-se lentamente para a baliza deserta. Guitta bem se esforçou mas apenas conseguiu confirmar o terceiro golo do Eléctrico. Um golo surreal…
O Eléctrico procurou manter a preciosa vantagem perante uma avalanche atacante dos “leões”.

Deo encara Wendell.

Os ataques dos lisboetas esbarravam na bem escalonada defesa da equipa da casa e nem com Pedro Cary a jogar como guarda redes avançado o Sporting conseguia marcar.
Atá que aos 36 minutos o árbitro assinalou grande penalidade a Marinho por corte com a mão na área. O segundo amarelo excluiu Marinho do jogo. Dieguinho encarou o guarda redes da Ponte de Sor e repôs a igualdade.

No lance seguinte Cardinal colocou o Sporting na frente pela primeira vez no jogo.
Já com a equipa da casa a “correr atrás do prejuízo” Erick executou um certeiro chapéu e fechou a contagem. O Sporting virou o resultado em dois minutos…

Cardinal marcou e colocou o Sporting na frente pela primeira vez.

Com Renan Fuzo a jogar como guarda redes avançado o Eléctrico ainda viu Cardinal, da marca do livre direto, permitir mais uma defesa a Beccon. O jogo terminou com Pany Varela a executar um vistoso chapéu que saiu ao lado com muito perigo.

Bom jogo de campeonato, com o Sporting a mostrar porque é uma das melhores equipas de futsal do mundo e o Eléctrico a mostrar capacidade para se manter nos oito primeiros lugares e garantir presença na fase de apuramento de campeão. Arbitragem contestada pelo excesso de cartões. Usou uniformidade de critérios e assim as queixas são infundadas.
Tecnicamente bem. Positivo.

No fim foram os lisboetas a fazer a festa.

FICHA DO JOGO:

ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
Diogo Basílio, Renan Fuzo, Ruizinho, Rafael Bocum e Wendell.
Suplentes: Beccon, Eduardo Ricardo, Rafa, Filipe Dias, Marinho, Filipe Pereiro, Ilídio Pina, André Maluko e Alexandre Prates.
Treinador: Kitó Ferreira.

Eléctrico Futebol Clube.

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL:
Guitta, João Matos, Pedro Cary, Deo e Dieguinho.
Suplentes: André Sousa, Léo, Erick, Pany Varela, Daniel Machado, Alex, Cardinal e Rocha.
Treinador: Nuno Dias.

Sporting Clube de Portugal.

GOLOS:
Marinho (2) e Rafa (Eléctrico); Dieguinho, Erick e Cardinal (Sporting).

ÁRBITRO: Pedro Pereira (AF Aveiro)

Árbitro Pedro Pereira com os capitães.

DISCIPLINA:
Cartão amarelo: Renan Fuzo, Ruizinho, Wendell, Beccon e Marinho (Eléctrico); Guitta, Dieguinho, André Sousa e Léo (Sporting).
Cartão vermelho por acumulação: Marinho (Eléctrico) e direto: João Matos (Sporting).

No final fomos ouvir o treinador adjunto do Eléctrico, Jorge Fernandes, e o treinador do Sporting, Nuno Dias:

Jorge Fernandes-Treinador adjunto do Eléctrico.

 

Nuno Dias-Treinador do Sporting.

*Com David Belém Pereira (fotos).

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