Futsal | Benfica pragmático vence Eléctrico valoroso e defronta Sporting na final da Taça da Liga

Benfica vence Eléctrico e defronta Sporting na final da Taça da Liga. Foto arquivo: mediotejo.net

O campeão nacional Benfica qualificou-se no sábado para a final da Taça da Liga de futsal, ao vencer o Eléctrico, por 4-0, numa exibição pragmática que agendou a defesa do título para domingo, frente ao Sporting. No terceiro dia da final a 8, no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos, Robinho (minuto um), Fits (13) e Rafael Henmi (36 e 39) marcaram os golos dos ‘encarnados’, líderes do campeonato, ao passo que os alentejanos repetiram o desempenho alcançado na única presença na terceira prova mais importante do futsal português.

Na final, agendada para este domingo, às 19:45, o Benfica vai disputar o troféu frente ao Sporting, que horas antes tinha ‘carimbado o passaporte’ para o jogo decisivo, ao golear o Modicus, por 5-0, na primeira meia-final da competição.

A quinta edição da Taça da Liga permitirá desempatar o histórico entre os dois rivais lisboetas, uma vez que os ‘leões’ conquistaram as duas primeiras versões, em 2015/16 e 2016/17, façanha igualada pelas ‘águias’ nas últimas duas temporadas.

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Nem 30 segundos estavam decorridos quando o Benfica se adiantou no marcador, fruto de uma perda de bola de Bello em zona proibida, materializada pelo oportunismo do ala russo-brasileiro Robinho.

Com Wendell no lugar de Henrique Vicente face ao ‘cinco’ que derrotou o Quinta dos Lombos nos ‘quartos’ (5-4), o Eléctrico recorreu à pressão alta para atrapalhar a circulação dos campeões nacionais, mas Bruno Graça desperdiçou na cara de André Sousa, uma das novidades em relação à goleada imposta ao Burinhosa (7-0), a par de Miguel Ângelo.

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A formação de Portalegre voltaria a errar nas imediações da sua área e sofreu nova contrariedade aos 13 minutos, uma vez que Rodriguinho deixou-se antecipar por Robinho, que assistiu o remate vitorioso do pivot brasileiro Fits.

O campeão nacional Benfica qualificou-se no sábado para a final da Taça da Liga de futsal, ao vencer o Eléctrico, por 4-0. Foto: FPF

Os alentejanos tentaram minimizar estragos antes do descanso e intensificaram o atrevimento na etapa complementar, direcionando o encontro para uma fase de parada e resposta, embora sem a eficácia necessária para inquietar as hostes benfiquistas.

Na reta final, Rodriguinho viu dois amarelos sucessivos e aniquilou as esperanças do Eléctrico, que terminou o encontro a atuar com guarda-redes avançado, facilitando o duplo festejo do ala japonês Rafael Hemni, de baliza aberta, aos 36 e 39 minutos.

FICHA DE JOGO:

Jogo no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, em Matosinhos.

Eléctrico – Benfica, 0-4.

Ao intervalo: 0-2.

Marcadores:

0-1, Robinho, 01 minuto.

0-2, Fits, 13.

0-3, Rafael Henmi, 36.

0-4, Rafael Henmi, 39.

Equipas:

– Eléctrico: Diogo Basílio, Bello, Wendell, Rodriguinho e Renan Fuzo. Jogaram ainda, Milton Dias, Bruno Graça e Henrique Vicente.

Treinador: Kitó Ferreira.

– Benfica: André Sousa, Chaguinha, André Coelho, Miguel Ângelo e Robinho. Jogaram ainda, Afonso Jesus, Tiago Brito, Bruno Coelho, Rafael Henmi, Fernando Drasler e Fits.

Treinador: Joel Rocha.

Árbitros: Eduardo Coelho e Cristiano Santos.

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Wendell (22) e Rodriguinho (31 e 33). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Rodriguinho (33).

Declarações após o jogo Eléctrico-Benfica (0-4), das meias-finais da Taça da Liga de futsal, disputado no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, em Matosinhos:

“Kitó” Ferreira, treinador do Eléctrico de Ponte de Sor.

Kitó Ferreira (treinador do Eléctrico): “Queremos estar neste tipo de eventos de forma cada vez mais sustentada, mas entrámos mal e contra uma equipa como o Benfica torna-se ainda mais difícil. Saio desta competição com um orgulho enorme por aquilo que os jogadores fizeram nos dois jogos e hoje voltámos a ter uma alma extraordinária. É óbvio que saímos tristes, porque não conseguimos os nossos objetivos, mas o caminho é este.

Temos a tendência de analisar os momentos do jogo e o resultado, mas estou cada vez mais focado no trabalho diário. Isso passa por aumentarmos cada vez mais a nossa qualidade, para depois chegarmos a estas decisões e sermos mais competentes. Obviamente não o fomos na construção ofensiva e na finalização. Esses dois fatores fizeram com que o resultado terminasse desta forma e a responsabilidade é minha.

Ausências de Cristiano Marques e Silvestre Ferreira? Quando construímos o plantel sabemos o que temos à nossa disposição. Em 20 anos de treinador não me lembro de ter utilizado desculpas para qualquer resultado positivo ou negativo. Importa mais olhar como ambos estavam no início da época e estão agora.

Quero sempre que os jogadores tenham competição, mas essas ausências fazem parte de um acordo entre os clubes e as direções e não cabe a mim responder. Só tenho de trabalhar com aquilo que tenho à disposição. Já sabíamos desde o início que sempre que defrontávamos o Benfica ia ser assim, portanto não é por aí que perdemos.”

Joel Rocha-Treinador do Benfica

Joel Rocha (treinador do Benfica): “Foi um jogo muito difícil, mas temos de enquadrar o cenário emocional. O Eléctrico fez um excelente jogo como era previsto, porque tinha tudo a ganhar e nada a perder num duelo desta dimensão, a 40 minutos de uma possível final.

Para nós também e nem sempre foi fácil equilibrar a responsabilidade, a qualidade e a inspiração. Internamente usamos uma expressão em que dizemos que preferimos ganhar feio a perder bonito. Hoje não nos importa a exibição menos brilhante que tivemos, porque ficam quatro golos marcados, zero sofridos e a passagem à final.

Fomos uma equipa humilde nesse pragmatismo do jogo. De facto, durante muitos minutos, o Eléctrico foi melhor do que o Benfica e criou-nos muitas dificuldades. Valeu a nossa capacidade de saber defender organizados, comprometidos com o jogo e o resultado que queríamos. Estamos muito satisfeitos por termos vencido e alcançado o jogo de decisão.

Amanhã [domingo], desejo que os meus jogadores desfrutem do jogo com responsabilidade, para que possamos estar mais minutos inspirados. Será mais um dérbi, o melhor jogo de futsal do mundo, com o mundo inteiro colado às televisões e aos ‘streamings’.

Um jogo entre Benfica e Sporting não tem favoritos, mas duas instituições que querem vencer. Será um jogo com favoritismo repartido e acredito que todas as equipas se respeitem, como tem acontecido nos últimos anos da modalidade.

Motivo de orgulho especial é amanhã sairmos de Matosinhos com a taça na mão e a medalha de ouro ao peito. Tudo até lá é trabalho, empenho e comprometimento. Quem fica na história é o vencedor e amanhã queremos voltar a ficar no quadro de honra. Já fizemos 80 minutos bons, mas amanhã teremos 40 minutos ou mais decisivos.”

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