Futebol | Ortiga empata com Alcanenense num final de jogo impróprio para cardíacos (C/ fotos e áudios)

Jogo de emoções fortes até ao apito final.

LIGA REGIONAL DE MELHORAMENTOS DE ORTIGA 2 – ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE 2
Campeonato Distrital da 2ª Divisão da AFS – Série A – 8ª Jornada
Campo de Jogos Alfredo Daniel “Smith” – Ortiga – 01-12-2019

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Num campo difícil para qualquer adversário por se tratar de um pelado, mesmo que em excelentes condições, o líder da Série A “escorregou” pela segunda vez consecutiva, cedendo dois empates em dois jogos. O Alcanenense, que chegou a estar a vencer a Ortiga por 0-2 a apenas seis minutos do final, não contava com a brava reação da equipa do concelho de Mação, que obrigou a equipa forasteira à repartição dos pontos.

Muita garra e muito querer, levam Ortiga a conquistar um precioso ponto já ao cair do pano, perante o líder Alcanenense.

A garra, o querer e o acreditar dos homens da Ortiga, comandados por Francisco Correia, trouxeram emoção até ao apito final, com os últimos minutos a serem de uma entrega total ao jogo.

Jogo bem disputado de parte a parte num terreno pelado, mas em bom estado.

O primeiro momento de maior perigo surgiu logo nos momentos iniciais do jogo com Gui a colocar à prova o guardião local Alex, que, apertado, defendeu para a frente. Na recarga, a bola saiu ao lado do alvo.

A formação da casa assentou o seu jogo (mais adaptada ao piso pelado do Campo de Jogos Alfredo Daniel “Smith”) e abeirou-se da baliza do Alcanenense, obrigando Ivandro a ceder o primeiro pontapé de canto para os da casa. Passavam 8 minutos e meio e, na marcação, João Victor atirou direto ao guarda redes forasteiro que não segura à primeira. Não apareceu ninguém da Ortiga para a emenda e o lance gorou-se.

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Entrou melhor a Ortiga, mas o Alcanenense cedo se habituou ao terreno de jogo.

Pouco depois, uma grande contrariedade para a Ortiga com a lesão de Fábio. A substituição forçada meteu em campo Joel, jogador que viria a ser um dos protagonistas da tarde. Aos 18 minutos, os locais beneficiam de um pontapé livre que João Victor desaproveitou com um remate desajustado e longe do objetivo.

Por esta altura já o Alcanenense se habituara ao terreno e o golo apareceu pouco depois, quando estavam decorridos 21 minutos do primeiro tempo. Em jogada individual, Peu desmarca-se a grande velocidade a atira certeiro à baliza de Alex que não consegue segurar o esférico. Ressaltando-lhe para a cara, a bola ficou à mercê de um adversário que aproveitou para abrir o ativo.

Peu desmarca-se e atira certeiro à baliza fazendo o primeiro do jogo.

Mais possantes fisicamente e com melhor técnica individual e colectiva, a formação de Alcanena aproveitou o embalo do golo para se instalar no meio campo adversário. O mesmo Peu esteve em destaque aos 24 minutos, ameaçando o segundo golo, mas desta feita Alex teve duas boas intervenções e negou o intento do atleta de Alcanena.

Pouco depois, numa jogada de bom recorte técnico, Mário isola-se e cruza para a cabeça de Soma que em esforço atira por cima do travessão da baliza à guarda de Alex. Com 34 minutos de jogo, os alcanenenses têm nova grande oportunidade com sucessivos remates já na pequena área da Ortiga em que a bola acaba por não entrar quase que por milagre.

Na primeira metade, os atletas de Alcanena foram criando situações de perigo na pequena área dos locais.

Até final da primeira parte, o Alcanenense ainda beneficiou de um livre direto por Gui, mas sem grande perigo para as redes da Ortiga. Chegava o intervalo com os forasteiros a vencerem (e bem) por uma bola a zero, fruto da sua maior consistência, principalmente no que ao ataque diz respeito, com diversos raides dos laterais a criarem grandes dificuldades ao defesas locais ajustando-se o resultado perfeitamente ao que se passara nos primeiros 45 minutos.

Para a segunda metade, a equipa da casa apresentou-se com outra disposição.

Para a segunda metade, a equipa da casa apresentou-se com outra disposição, mas após um livre direto bem marcado por João Victor em que a bola não passou muito por cima do travessão da baliza de Zé Miguel (que confiou no seu golpe de vista), é o Alcanenense que chega ao segundo por intermédio de Ivandro, marcava o cronómetro o minuto 9.

Na primeira investida dos visitantes na segunda parte e num bom gesto técnico de cabeça, o líder da Série A do Campeonato Distrital da 2ª Divisão aumentava a vantagem e parecia ter a situação completamente resolvida e sob controle.

Aos 14 minutos, é uma vez mais Alex a evitar o avolumar do resultado. Cara a cara com Mário que se isolara e se dirigia com perigo para a baliza, pronto para facturar, o guarda redes da Ortiga agiganta-se e numa saída arrojada com os pés consegue desfeitar o adversário para seu grande desespero.

Muitos foram os “duelos” individuais que marcaram a partida.

Após o quarto de hora da segunda parte, o jogo ficou mais repartido com as duas equipas a apresentarem bom futebol e em que as situações de perigo rondavam as duas balizas.

Ao minuto 17, através da marcação de um pontapé de canto, João Victor encontra Carlitos na área, mas a rematar frouxo e ao lado. Na outra baliza o perigo voltou a rondar, também após um pontapé de canto e mais uma vez Alex a ser chamado para boa intervenção de recurso.

Nos bancos, os técnicos faziam algumas alterações para darem ainda mais dinâmica ao jogo. Perto da meia hora do segundo tempo, Mário cria novamente grande perigo perto da baliza dos locais com estes a aliviarem da forma como podiam.

Com a chuva, veio a excelente reação da Ortiga que marca por duas vezes nos últimos 5 minutos da partida.

E foi já debaixo de uma forte chuvada que se abateu sobre o Campo de Jogos de Ortiga que os homens da casa se agigantaram e, sem medo do maior poderio do adversário, cerraram os dentes e forçaram os homens de Alcanena a descer as linhas com o objectivo de segurarem o precioso resultado.

Mas em vão, pois à entrada dos últimos 5 minutos regulamentares, do meio da rua, Joel aplica um remate forte e colocado ao ângulo direito da baliza de Zé Miguel que mais nada pode fazer do que ir recolher a bola ao fundo das suas redes.

A Ortiga reduzia para 1-2 e acreditava que era possível fazer ainda mais. E como no acreditar é que está o ganho, o prémio para a sua ousadia e boa ponta final chegou mesmo sobre o minuto 90 com o empate a ser obtido por Pauleta que, de pé esquerdo, aproveitou um momento de desacerto defensivo do Alcanenense.

O empate acaba por se aceitar pelo que ambas as formações apresentaram.

O impensável há 5 minutos atrás estava consumado e nos quatro minutos de compensação dados por Pedro Ferreira, ambas as formações pareciam estar conformadas com o resultado.

O Alcanenense teve o “pássaro na mão”, mas não contava com uma parte final da Ortiga de grande garra e solidariedade entre todos os jogadores e, pode-se dizer, que o empate acaba por se ajustar. A formação de Alcanena tem no seu plantel atletas de grande valia, mas a vontade dos ortiguenses, que nunca baixaram os braços, foi determinante para este resultado final.

O (ainda) líder da Série A, perdeu o seu quarto ponto no campeonato, fruto de dois empates consecutivos e está agora com o Tramagal a “roer-lhe os calcanhares” na luta pelo primeiro lugar. A Ortiga segue na sétima posição.

Arbitragem algo contestada, com um outro erro de pormenor, mas sem qualquer influência no resultado final da partida.

A garra dos ortiguenses (que nunca baixaram os braços), foi determinante para este resultado final.

FICHA DO JOGO

LIGA REGIONAL DE MELHORAMENTOS DE ORTIGA:
Alex, Joca, Pedro Afonso, João Victor (cap.), Pauleta, Nuno Mariquitos, Carlitos, Zubi, Fábio, Martunis e Ricardo Alves.
Suplentes: Vasco Dias, João Alves, Joel e Rodrigo Brísida.
Treinador: Francisco Correia.

Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga.

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE:
Zé Miguel, Xico, Rudi, Ivandro, Peu, Faia (cap.), Soma, Gui, Sudesh, Mário e Buba.
Suplentes: Zé Guilherme, Nelson, Fininho, Anderson, Tiago Vieira, Pardal e Gonçalves.
Treinador: Pedro Gil.

Atlético Clube Alcanenense.

GOLOS: Joel e Pauleta (L.R.M. Ortiga); Peu e Ivandro (A. C. Alcanenense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Ferreira, Carlos Pereira e Pedro Serra.

Trio de arbitragem e capitães na escolha de campo.

À nossa reportagem os técnicos de ambas as equipas, mostraram sentimentos opostos, naturalmente:

Francisco Ferreira, treinador de Ortiga.

 

Treinador do Alcanenense, Pedro Gil.

*Fotos e audio de David Pereira

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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