Futebol/Liga Inatel | Alcaravela segue em frente mas não tinha necessidade de (fazer) sofrer tanto (c/ fotos e audio)

À entrada dos últimos cinco minutos do primeiro tempo, beneficiando de um erro dos locais, o Figueirense fez o empate de canto directo por Diogo Morais. Mas o Alcaravela chegaria ao 2-1 para alegria dos muitos adeptos que se deslocaram ao campo de Santa Clara. Foto: mediotejo.net

GRUPO DESPORTIVO DE ALCARAVELA 2 – JUVENTUDE UNIÃO FIGUEIRENSE 1

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Liga Fundação Inatel – 1/4 de Final

Campo de Jogos de Alcaravela – 14-04-2019

Campo de Jogos de Alcaravela encheu para este jogo dos 1/4 de Final da Taça.

Sempre mais esclarecida do princípio ao fim, o Grupo Desportivo de Alcaravela arrecadou uma excelente vitória perante a Juventude União Figueirense que, apesar do seu maior poderio físico, nunca conseguiu contrariar a rapaziada do concelho de Sardoal que segue (com justiça) para as 1/2 finais da prova, onde receberá a equipa de Areias, no dia 28 de abril.

Sempre mais esclarecida do princípio ao fim, o Grupo Desportivo de Alcaravela arrecadou uma excelente vitória perante a Juventude União Figueirense.

Entrou forte e determinada a formação da casa, povoando o seu meio terreno na busca de ataques rápidos que pudessem chegar rápido à baliza contrária o que iam conseguindo com alguma facilidade. Antes mesmo do primeiro tempo, duas oportunidades claras poderiam ter aberto o activo mais cedo. Mas o golo haveria mesmo por surgir, quando o guardião Tiago Galvão derruba João Gaspar dentro da área, não deixando qualquer dúvida quando ao castigo máximo que o árbitro José Neves assinalou de pronto para o mesmo João Gaspar converter no 1 -0 ao minuto 15 da partida.

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João Gaspar converte o penalty e fez o 1 -0 ao minuto 15 da partida.

A formação do concelho de Sardoal continuava dona e senhora do jogo, com mais investidas com os seus flanqueadores sempre muito rápidos nas desmarcações, mas o “score” não se iria alterar para os locais. Foram os homens do Figueirense que, na única ocasião em toda a primeira parte, acabam por chegar ao empate.

Pontapé de canto do lado direito da forma como atacavam, apontado por Diogo Morais com o esférico a entrar de forma directa na baliza de Vasco Lopes para espanto de toda a defensiva local que ficou estática não obedecendo às habituais marcações neste tipo de lances.

Estávamos nos últimos cinco minutos da primeira metade e o técnico Rui Serras desesperava no banco, esperando que o intervalo viesse rápido. Até lá, o marcador não sofreu mais alterações e a equipa da casa só se podia queixar de si própria pela falta de eficácia e pelo erro cometido que permitiu ao Figueirense ir para o descanso com o empate no bolso e com esperanças de poder rectificar na segunda metade o que não fizera na primeira.

Alcaravela vence Figueirense e segue para as 1/2 finais da Liga Fundação Inatel – Série 1.

Mas, como lhe é característico, os alcaravelenses vieram para a segunda parte do jogo com maior discernimento e, praticamente, não deram chances ao seu adversário que raramente subia para além do centro do terreno de Santa Clara. Não foram muitas as oportunidades de golo, mas a supremacia do Alcaravela era evidente. À medida que o tempo ia correndo, os homens do concelho de Coruche pareciam resignados e satisfeitos com o empate, arrastando a partida para o final como se do desempate por pontapés de grande penalidade, estivessem à espera.

As travagens dos atacantes da casa começavam a surgir logo numa fase de construção de jogo e o G. D. Alcaravela começou a ter algumas oportunidades em lances de bola parada. E foi já após a placa dos 5 minutos de compensação ser levantada que Bruno Santos beneficiou de um desses livres directos.

A cerca de dois metros da área, ligeiramente descaído para o lado esquerdo do seu ataque, desfere um potente remate com o esférico ainda a desviar na barreira e a anichar-se no fundo das redes do Figueirense, para alegria das mais de três centenas de pessoas que encheram as bancadas e zonas envolventes do campo de Jogos de Alcaravela.

Bruno Santos resolveu “à bomba” o que estava difícil.

Em “desespero de causa”, os visitantes esgotaram as suas últimas pingas de suor aproveitando o recuo de linhas do conjunto local e ainda dispuseram de uma boa chance com a bola ainda a tocar no ferro da baliza à guarda de Vasco Lopes, mas a sair pela linha de fundo.

Era o “canto do cisne” da equipa que viajou de Figueiras e que, assim, caiu nos quartos de final aos pés de uma jovem equipa, bem construída e bem comandada que continua a sonhar com a final da Série 1, depois de na época passada só ter tombado na final da Série 2, disputada então no campo CUF, em Alferrarede.

FICHA DO JOGO:

GRUPO DESPORTIVO DE ALCARAVELA:

Vasco Lopes; Henrique Cruz, Fábio Marques, Bruno Santos, Eduardo Dias, Bruno Gaspar (cap.), Tiago Gaspar, Ricardo Dias, João Paulino, João Gaspar e Bruno Pita.

Suplentes: Nuno Jesus, João Alves, Daniel Gonçalves, Rui Pita, Vítor Piçarreira, Eduardo António e Tozé Serras.

Treinador: Rui Serras.

Grupo Desportivo de Alcaravela: onze titular.

JUVENTUDE UNIÃO FIGUEIRENSE

Tiago Galvão, Chico (cap.), Rúben, Diogo Morais, João Nunes, Rafa, Ivan, Bruno Pinto, Zeca, Alex e Joca.

Suplentes: Madson, Luís Martins, Élsio e Jaime Paixão

Treinador/Jogador: João Nunes

Treinador Adjunto: Roberto Nunes

Juventude União Figueirense: onze inicial.

GOLOS:
João Gaspar (gp) e Bruno Santos (Alcaravela); Diogo Morais (Figueirense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

José Neves, Sérgio Fontinha, Tiago Matias e Ricardo Dias (4º árbitro).

Quarteto de arbitragem e respectivos capitães de equipa.

Sentimentos e opiniões opostas apresentavam os líderes de ambas as formações no final do encontro. Para Rui Serras, técnico do Alcaravela, tratou-se de uma vitória sem contestação e de mais um (importante) passo rumo ao objectivo definido desde o início da temporada que é estar na Final Distrital que se disputa em Vila de Rei, já no próximo dia 5 de maio. Já para Roberto Nunes, treinador adjunto do Figueirense, a vontade seria ir mais além na competição, mas fica a sensação de dever cumprido e que o Inatel poderá continuar a contar com a colectividade para os próximos anos sempre na luta pelas decisões finais:

Rui Serras, técnico do G. D. Alcaravela.

 

Roberto Nunes, treinador-adjunto do J. U. Figueirense.

 

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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