Futebol/Inatel | Mouriscas 2 – Vilarregense 2: empate amargo deixa mourisquenses perto do apuramento (c/fotos e áudio)

A Casa do Povo de Mouriscas deixaram fugir a vitória que lhes daria – desde já – a qualificação para a série de apuramento de campeão.

C. P. MOURISCAS 2 – VILARREGENSE F. C. 2

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Grupo C – 1ª fase – 9ª Jornada

Campo das Aldeias

Mouriscas – 06-01-2019

Num jogo em que a vitória de qualquer das formações ditaria grande parte do seu futuro na Liga Inatel de Santarém, a equipa de Mouriscas não foi além de um empate apesar de jogar em casa, resultado que (mesmo assim) coloca a equipa com um pé no escalão principal da próxima fase. Para os vilarregenses este é um empate com sabor a derrota, pois tiveram mais posse de bola e tinham como objetivo vencer e chegar ao 2º lugar. O golo do empate, no entanto, chegou mesmo ao cair do pano, num resultado que se aceita.

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Jogo em que a vitória de qualquer das formações ditaria grande parte do seu futuro no Distrital do Inatel.

Entrando em campo com menos um ponto que o adversário e necessitando de vencer para ascender à segunda posição da tabela classificativa deste Grupo C, o Vilarregense tomou conta das rédeas do jogo desde o início, aproveitando uma má abordagem dos da casa na primeira metade da contenda.

Mas até foram os homens de Mouriscas a criar a primeira oportunidade de golo, com Diogo Marques a chegar ligeiramente atrasado para a resposta a um cruzamento de Nando Lopes, na sequência de um livre indirecto. Decorriam cinco minutos de jogo.

Não demorou a resposta dos homens de Vila de Rei que, também de bola parada, poderiam ter inaugurado o marcador aos 10 e aos 13 minutos de um jogo que corria em sentido único. À passagem do vigésimo quinto minuto, João Silva marca o tento que o Vilarregense já vinha a ameaçar há muito tempo. Desatenção total da defensiva de Mouriscas, com o avançado forasteiro a aproveitar e a inaugurar o placard do Campo das Aldeias.

Ambas as formações dispuseram de algumas situações em lances de “bola parada” logo a abrir o jogo.

Um tento de difícil digestão para os locais que não conseguiam produzir em campo as indicações que saiam do seu técnico, sempre muito activo nos alertas e correcções de posições. Apenas no final da primeira parte a equipa de Mouriscas esboçou um ataque mas apenas através de um lance individual protagonizado por Nando Lopes que, pelo seu flanco direito conseguiu rasgar toda a defensiva Vilarregense.

O remate, no entanto, saiu frouxo para as mãos de André Ventura que teve quarenta minutos de algum sossego, excepção feita a um lance casual em que chocou com David Santos, num momento que causou alguma apreensão entre todos os presentes mas que não passou apenas de um susto.

André Ventura (GR do Vilarregense) e David Santos (Mouriscas) num choque casual que criou alguma apreensão durante alguns minutos mas que não passou de um susto.

Após o descanso, e com algumas alterações no seu xadrez atacante, o conjunto da Casa do Povo de Mouriscas mostrou melhor atitude, dominando o encontro no primeiro quarto de hora, mas sem qualquer resultado prático.

José Carlos “Parreira” desesperava no banco e quase via a sua estratégia desabar quando em jogada de puro contra-ataque Joca se isolou, atirando por cima do travessão da baliza à guarda de Anselmo. O Vilarregense quase sentenciava a partida.

Contudo, tocada a sirene de alarme, os mourisquenses “acordaram” e empurraram o adversário para o seu meio terreno.

O intervalo chegou com o Vilarregense a vencer por 0 – 1.

Aos 18 minutos do segundo tempo surge o primeiro grande sinal de que algo poderia mudar. Pontapé de canto do lado esquerdo do ataque caseiro e, após alguma confusão na pequena área, não apareceu ninguém para a emenda. Gorou-se uma excelente oportunidade para o empate que acabaria por surgir aos 23 minutos.

Novamente Nando Lopes, ainda no seu meio campo e numa fase de construção da jogada, surpreende tudo e todos com uma arrancada rápida, serpenteia por alguns adversários, só parando quando o esférico entrou na baliza contrária. Estava feita a igualdade merecida numa altura em que a equipa da casa já trabalhava com quatro homens na frente de ataque e em que o Vilarregense só em contra golpes conseguia sair do seu reduto.

Após muita luta a meio campo, as Mouriscas consomem a reviravolta no marcador.

É numa dessas investidas que os visitantes quase chegam ao segundo, numa perda incrível de Márcio Azevedo à passagem do minuto 31. Mas, por esta altura, estes eram lances que ditavam a “excepção à regra” uma vez que era a formação da casa que dominava e, novamente Nando Lopes, causou estragos na defensiva vilarregense quando se “lembrou” de colar a bola nos pés e efectuar nova arrancada, desta vez pelo lado direito.

Sem dar o esférico por perdido e sem que ninguém o roubasse, acreditou até ao fim e, quase sobre a linha final executa um cruzamento com conta, peso e medida para a cabeça do capitão Bruno Martins que se encontrava isolado ao segundo poste. Estava consumada a reviravolta apenas a três minutos do final do tempo complementar.

Em tempo de descontos, o Vilarregense consegue o empate a duas bolas que não chegou para os seus objectivos imediatos.

Até que, no último dos três minutos dados pelo árbitro Rodolfo Deyllot (e quando já poucos previam), o Vilarregense consegue o empate por Álvaro Gomes num lance que deixou algumas dúvidas quanto à sua legalidade por alegado fora-de-jogo, mas a defensiva local poderia (e deveria) ter feito melhor na abordagem ao lance e dessa forma deixaram fugir a vitória que lhes daria – desde já – a qualificação para a série principal da segunda fase do campeonato.

O jogo terminaria poucos segundo depois envolto em contestação à equipa de arbitragem que teve (é um facto) um pouco aquém daquilo que seria de esperar num jogo que até foi equilibrado e disputado de forma correta e com algum fair-play em cenas raras de se ver nos campos de futebol hoje em dia.

FICHA DO JOGO

C. P. MOURISCAS:

Anselmo, David Santos, Bruno Martins (cap.), Diogo Marques, Dino, Nando Lopes, André Cadete, Daniel Afonso, Nuno Branco, Rui Pinheiro e Luís Marques.

Suplente: Zézito Pereira, Rafael Rodrigues e Pedro Rondão.

Treinador: José Carlos “Parreira”.

Onze inicial da equipa de Casa do Povo de Mouriscas.

VILARREGENSE F. C.:

André Ventura, Fábio Massa, Fábio Domingos, Paulo César, Pedro Dias, Rui Duque (cap.), Álvaro Gomes, André Santos, João Silva, Joca e Márcio Azevedo.

Suplente: Fábio António, Tiago Santos, Hugo Domingos, Fábio Francisco e Fábio Vinagre.

Treinador: Joca.

Formação titular do Vilarregense Futebol Clube.

GOLOS:
Nando Lopes e Bruno Martins (Mouriscas); João Silva e Álvaro Gomes (Vilarregense).

Trio de Arbitragem e capitães das equipas.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Rodolfo Deyllot, Carlos Romão e Domingos Lavinha.

Em exclusivo ao mediotejo.net, os dois técnicos abordaram o jogo assim com as expectativas para a última jornada desta primeira fase que se realiza já no próximo fim de semana. Confiante, o técnico das Mouriscas diz que “basta” fazer aquilo que lhes compete que é vencer em Vale da Mós. Já o treinador/jogador do Vilarregense diz que ainda esperam por um deslize daquele que foi o seu adversário de domingo para poderem ascender ao grupo principal da fase seguinte. Joca aproveitou para falar sobre o “caso” que levou um dos seus jogadores a ser suspenso por dois anos pela comissão disciplinar do INATEL após ser expulso no encontro passado com o Alvega, a contar para a Taça:

José Carlos “Parreira”, treinador da C. P. de Mouriscas.

 

Eduardo Araújo “Joca”, treinador/jogador do Vilarregense.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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