Futebol/Inatel | Grupo Desportivo da Parreira vence Vilarregense ao cair do pano e conquista a Série 2 (c/ fotos e áudio)

Final da Série 2, pautada pelo equilíbrio e pouco disputada.

G. D. PARREIRA 1 – VILARREGENSE F. C. 0

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Liga Inatel – Final Série 2

Estádio Municipal de Vila de Rei – 05-05-2019

Festa animada no Estádio Municipal de Vila de Rei.

O Estádio Municipal de Vila de Rei encheu-se de cor para receber a “festa do futebol” do Inatel de Santarém, embora em terras beirãs. E começou bem cedo a “romaria” ao centro do país com o amarelo a predominar nas bancadas do palco das finais distritais. De fundo, não tão numerosa, mas ruidosa a claque que viajou de terras chamusquenses que haveriam de fazer a festa.

Poucos, mas “ruidosos” adeptos do Parreira.

Dia bastante soalheiro e quente convidativo para um dia bem passado e, como mandam as “regras” a primeira final centrava-se na Série 2, que opunha as formações de Parreira e os anfitriões do Vilarregense. Passavam poucos minutos das 11 horas, quando Júlio Paixão, árbitro designado para esta partida, deu início ao evento.

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Jogo morno a contrastar com a quente manhã de domingo.

Não foi dos melhores jogos a que assistimos, e o primeiro quarto de hora da partida pautou-se pelo equilíbrio e “estudo” com os duelos a meio-campo a serem a nota dominante sem que se pudessem registar grandes oportunidades de perigo, muito menos de golos eminentes. Os guarda-redes eram meros espectadores a juntar aos muitos que coloriam as bancadas do Municipal de Vila de Rei.

Poucos foram os momentos de emoção.

Sem serem agradáveis, os minutos arrastavam-se apesar dos incentivos dos adeptos de ambos os emblemas. De facto, os primeiros 40 minutos não registaram uma única ocasião que se possa considerar de tal. Talvez um único lance, já no termo do primeiro tempo onde houve alguma emoção, com a equipa de Parreira a reclamar uma falta dentro da área do Vilarregense, mas parece que a jogada foi bem ajuizada sem a ocorrência de qualquer de anormalidade, prosseguindo a jogada até ao apito para descanso.

Ambas as formações apostaram pouco ao longo de todo o jogo.

No segundo tempo, não tendo o jogo melhorado muito, viu-se que os homens vindos do concelho de Chamusca pretendiam encontrar a ponta do nó de forma a o desbloquear. Cinco minutos após o reatamento, Tiago Coutinho testa a atenção do guardião vilarregense com este a segurar o esférico à segunda.

Pouco depois, foi a vez de Tiago Pedro a obrigar Diogo Dias à defesa da tarde, com um potente remate, desviando para canto sobre o travessão. Era o melhor período que se vira de futebol até então e o jogo voltou à toada do primeiro tempo.

O Vilarregense terminou a partida com 10 unidades por expulsão de Fábio Domingos.

Até que, fora de todas as previsões, o embate entrou numa fase crucial aos 78 minutos, quando Fábio Domingos do vilarregense recebe ordem de expulsão com vermelho directo.

Mesmo a terminar o jogo, a equipa da casa viu-se reduzida a dez unidades o que trouxe um pouco mais de emoção a estes minutos finais, tendo Júlio Paixão concedido 8 minutos de compensação. Tão poucas foram as oportunidades de golo que, só de bola parada se poderia decidir esta final.

Aos 80+6 minutos, já mesmo quando se esperavam pelas grandes penalidades, a Parreira beneficia de um livre a meio do meio campo contrário. Bola bombeada para a pequena área vilarregense e, de cabeça, Márcio Costa resolve o jogo dando o título da Série 2 aos chamusquense, para tristeza dos locais.

Golo ao cair do pano do Parreira, decide vencedor da Série 2.

FICHA DO JOGO:

G. D. PARREIRA:

António Pinheiro, Márcio Costa, João Vilão, João Lourenço, Gonçalo Rodrigues, Nuno Rosa, Tiago Coutinho, Tiago Ramos (cap.), Bruno Mourato, João Oliveira e Tiago Pedro .

Suplentes: António Costa, Bruno Garcia, Samuel Antunes, André Costa, Mauro Santos, Rúben Sousa e Carlos Silva.

Treinador: Rafael Trincão.

Equipa titular da Parreira.

VILARREGENSE F. C.:

Diogo Dias, Fábio Massa, André Luís, Márcio Azevedo, Fábio Domingos, Rui Duque (cap.), Álvaro Gomes, Paulo Luís, Fábio Francisco, Albernido Soares e Luís Bernardo.

Suplente: André Ventura, Hugo Domingos, João Silva, Eduardo Araújo, André Alves, Tiago Santos e Andrá Santos.

Treinador: Eduardo Araújo “Joca”.

Onze inicial do Vilarregense.

GOLOS: Márcio Costa (Parreira).

Márcio Costa, homem do golo decisivo.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Júlio Paixão, José Tavares, Carlos Cabeça e Daniel Bastos (4º árbitro).

Árbitros e capitães de equipas.

Como é hábito, falámos com os dois técnicos que foram unânimes em referir que não foi um grande jogo de futebol que acabou por ser decidido ao cair do pano:

Rafael Trincão, técnico do Parreira.

 

Treinador do Vilarregense, Eduardo Araújo “Joca”.

 

Entrega de Troféu ao Vilarregense em ambiente de homenagem, repetida por todas as formações.
Formação de Parreira, recebe Taça referente a vencedor da Série 2.
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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.
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