Futebol/Inatel | Concavada fica pelo caminho e Alcaravela segue em frente após empate a uma bola (c/fotos e audio)

Alcaravela somou um precioso ponto na Concavada que lhe dá acesso à fase seguinte.

C. D. R. CONCAVADA 1 – G. D. ALCARAVELA 1

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Grupo B1 – 2ª fase – 9ª Jornada

Campo de Jogos José dos Santos Ruivo – Concavada – 31-03-2019

Muito público afecto às duas formações.

A classificação do Grupo B1 antes desta jornada não mentia e apresentava apenas um único cenário para o clube da Concavada: a vitória, uma vez que na próxima (e última) iriam folgar e esta era a última chance de ainda poderem almejar a passagem aos quartos de final da prova. O Alcaravela por sua vez, apresentava-se um pouco mais “descansado”, pois trazia alguma vantagem pontual e a certeza de que ainda teriam uma última chance para o “cheque mate” na última ronda com as Mouriscas e no seu próprio reduto. Mas também sabiam que pontuar significava, desde já, assegurar o carimbo para a fase seguinte. E foi o que sucedeu, fazendo a festa do apuramento no final dos 80 minutos.

O jogo começou “seco” com as equipas a estudarem-se e a encaixar os seus esquemas tácticos.

O jogo começou “seco” com as equipas a estudarem-se e a encaixar os seus esquemas tácticos, não trazendo – por isso – grandes motivos de interesse com a equipa que viajou de Alcaravela sempre com maior ascendente mesmo sem oferecer grandes motivos de preocupação para os locais. A excepção foi feita à passagem do minuto 29 quando Peruzzi escapa pelo seu lado direito e cruza com conta para a cabeça do jovem Tiago Gaspar que, ao segundo poste, não responde da melhor maneira à oferta do colega e a bola cai nas mãos do guardião Valegas.

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O Alcaravela mostrou um pouco mais de ascendente que a Concavada.

Aos 31 minutos, após uma saída em falso de Valegas fora da área (que lhe valeu um cartão amarelo) o Alcaravela beneficiou de um livre perigoso. Na sequência, sucederam-se algumas “carambolas” dentro da área dos locais, finalizadas com um forte remate de João Gaspar. Ainda se festejou, mas a bola bateu nas redes exteriores da baliza, dando a sensação de golo. Era, realmente, o Alcaravela que estava mais por cima da partida. Os jogadores de Concavada pareciam estar a acusar a pressão de serem obrigados a construir um resultado positivo que não conseguiriam até ao intervalo.

Jogo muito disputado a meio campo ao longo de toda a primeira parte.

Regressados do descanso, os dois conjuntos pareciam vir com outra disposição e, resultado disso, foi o primeiro tento da partida a ser conseguido logo aos 3 minutos após o reatamento e para os homens da casa. Aproveitando uma desconcentração colectiva da equipa de Alcaravela, Tiago Branco, de forma oportuna e sem oposição, atira a contar para o fundo das redes da baliza à guarda de Vasco Lopes. Para a equipa da casa estava feito o mais difícil e foi grande a festa nas hostes da Concavada.

Tiago Branco festeja com os seus colegas o golo obtido para a Concavada, mas a festa durou pouco.

Mas a festa durou pouco mais de dois minutos. Numa descida rápida e em transição, Cláudio Rodrigues comete falta na área sobre João Gaspar não deixando dúvidas para ninguém sobre a grande penalidade cometida. O árbitro também não teve dúvida ao assinalar a infracção e na marca dos onze metros, Bruno Pita não enjeitou a possibilidade de empatar novamente a partida.

Este era um resultado que servia os intentos do Alcaravela que, mesmo dando alguns espaços ao adversário, foi sempre controlando o jogo tendo dispondo ainda de uma oportunidade soberana para dar a volta ao resultado quando Victor Pissarreira, já na recta final da partida, desfere um potente remate fora da área com o esférico a embater com grande estrondo no travessão da baliza dos locais.

No final, a festa foi dos azuis de Alcaravela, bem contrastada com a desilusão dos adeptos de Concavada que ainda assim, estiveram com a sua equipa até ao fim nunca regateando apoio aos seus jogadores.

Os apoiantes da Concavada foram incansáveis no apoio à sua equipa.

FICHA DO JOGO:

C. D. R. CONCAVADA:

Valegas, Paulo Lopes, Rúben Baptista, João Cartaxo, Fábio Gomes, Berry, Tiago Branco, Cláudio Rodrigues (cap.), Pedro Alves, Daniel Vieira e Edgar Soares.

Suplentes: Valência, Douglas, Luís Santos, Anderson Sérgio Coentre, Nuno Coxinho e Paulo Edgar.

Treinador: Bruno Alves.

Clube Desportivo e Recreativo de Concavada.

G. D. ALCARAVELA:

Vasco Lopes; Fábio Marques; Bruno Santos; Bruno Gaspar (cap.); Tiago Gaspar; Paulo Silva; Peruzzi; João Gaspar; Eduardo António, Fábio Paulo e Bruno Pita.

Suplentes: João Simão; Hnerique Cruz; João Alves; Daniel Gonçalves; Vítor Piçarreira e Tozé Serras.

Treinador: Rui Serras.

Grupo Desportivo de Alcaravela.

GOLOS:
Tiago Branco (Concavada); Bruno Pita (Alcaravela).

Trio de arbitragem e capitães das equipas.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Saúl Baptista, Victor Paiva e Mário Alves.

No final a festa foi feita em tons de azul e com muito fairplay.

Nas entrevistas finais e em exclusivo ao mediotejo.net, os dois técnicos apresentavam sentimentos opostos com Bruno Alves a lamentar-se dos pontos perdidos “fora de casa” ao longo da época que acabou por os arredar de uma melhor classificação. Já Rui Serras, sublinhou que (apesar do primeiro objectivo conseguido) o campeonato ainda não terminou e que há um primeiro lugar do grupo para discutir na última jornada e que o foco da equipa já há muito tempo que está na final da Série 1:

Bruno Alves, treinador do C. D. R. de Concavada.

 

Treinador do G. D. de Alcaravela, Rui Serras.

Na próxima jornada a realizar dia 7 de abril (a última desta segunda fase), a Concavada folga e o Alcaravela recebe no seu reduto a equipa de Mouriscas num encontro que irá definir quem ocupará os dois lugares cimeiros da tabela deste Grupo B1: para os rapazes do concelho de Sardoal bastará um empate para garantir o primeiro lugar, uma vez que contabilizam 14 pontos contra os 12 da formação que viajará da freguesia de Abrantes.

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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