Futebol | Em duelo de clubes centenários o Abrantes e Benfica foi mais forte que União de Tomar (C/fotos e áudio)

Num jogo disputado vitória sorriu à equipa da casa.

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR 1
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 19ª jornada
Campo nº 1 do Estádio Municipal de Abrantes
16-02-2020

No Municipal de Abrantes encontraram-se os dois clubes mais antigos da jurisdição da Associação de Futebol de Santarém (AFS). Apesar do céu nublado, a chuva e o vento primaram pela ausência criando excelentes condições para a prática de futebol. O público é que teima em deixar despidas as bancadas do bonito Estádio.

Estádio Municipal de Abrantes.

Os clubes estavam separados por dois escassos pontos antes desta ronda, com o Tomar no quarto posto secundado pelo Abrantes e Benfica. Estavam reunidas as condições para um jogo competitivo atendendo às prestações das equipas na presente época.

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Ambas as equipas com bom registo esta época.

O primeiro remate, aos quatro minutos, pertenceu à equipa da casa através de Pedro Damas. Saiu fraco para a defesa fácil do guarda redes tomarense Nuno Ribeiro.

Aos seis minutos, com as equipas a assentarem os seus sistemas táticos, Abreu perdeu uma bola no seu meio campo permitindo a Hélio Ocante entrar na àrea e assistir Zé Pedro que não se fez rogado e bateu Nuno Ribeiro. Sem que nada o fizesse anunciar, o Sport Abrantes e Benfica passava para a frente do marcador numa fase muito precoce do jogo.

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Zé Pedro abriu o marcador, viu o amarelo e acabou substituído.

Com os homens mais adiantados do União de Tomar muito móveis, a trocarem repetidamente de posições, a defesa abrantina carecia de atenção máxima para não ser surpreendida. A equipa de Seninho entregava a iniciativa do jogo aos nabantinos e espreitava uma ocasião para lançar o contra golpe.

Aos dez minutos Wemerson tentou a meia distância para defesa fácil do guarda redes Joel. Pouco depois, Pedro Pires foi até à linha cruzar mas a bola saiu muito por alto.

O minuto 13 podia ser “azarado” para a equipa de Abrantes. Tiago Vieira, em velocidade, parece tocado por Toni após ultrapassar a linha da grande área. O árbitro teve entendimento diverso e mandou jogar. Começava a contestação ao trabalho do árbitro por parte das cores unionistas.

Atacantes tomarenses com muita mobilidade.

Os abrantinos arriscavam pouco mas de bola parada iam criando dificuldades ao extremo reduto dos nabantinos. Aos 18 minutos, um canto bem batido ao primeiro poste permitiu a cabeçada de Manuel Vitor. A bola cruzou toda a área e saiu rente ao segundo poste.

No minuto seguinte Chrystian Pedroso tenta um “bonito”. De costa executou uma espécie de “bicicleta” para colocar o esférico na área. Sem colegas na zona de decisão a bola acabou recolhida por Joel sem dificuldades.

Após uns minutos de alguma acalmia o União voltou a criar perigo num canto batido ao primeiro poste. Tirou Toni para longe.

Chrystian Pedroso muito activo mas perdulário.

À passagem da meia hora Tiago Vieira apareceu sozinho na área abrantina e rematou para defesa de Joel. O árbitro auxiliar já havia anulado o lance por posição irregular de Tiago.
Aos 33 minutos foi a vez de Chrystian Pedroso se isolar e à saída de Joel enviou a bola ao poste, gorando-se a melhor ocasião para o União de Tomar.

O Abrantes executou uma rápida transição, Zé Pedro ganha superioridade numérica e vendo Hélio sem marcação no segundo poste endossou-lhe a bola. Hélio Ocante, na cara de Nuno Ribeiro, não falhou e aumentou a vantagem da equipa da casa.
O que poderia ser o empate transformou-se numa cómoda vantagem. Coisas do futebol…

Hélio Ocante fez assim o segundo golo do jogo.

Continuou a equipa de Lino Freitas a procurar a melhor forma de chegar ao golo mas os seus atacantes estavam em tarde de pouco acerto. Aos 36 minutos Wemerson tentou em jogada individual, driblando vários adversários, mas o remate acabou nas luvas de Joel.

No minuto seguinte o mesmo Wemerson caiu na disputa com Manuel Vitor. Pediu-se grande penalidade mas o árbitro, bem posicionado, não teve dúvidas e mandou jogar.
Aos 42 minutos Abreu ensaiou um forte remate de longe, Joel largou e, na área, com a baliza à mercê, Chrystian Pedroso atirou por cima da trave.

Bem tentaram os nabantinos inverter o rumo dos acontecimentos.

O balanceamento ofensivo do Tomar permitiu que Pedro Damas, numa rápida transição ofensiva em cima do intervalo, executasse um chapéu perfeito a Nuno Ribeiro que havia saído dos postes. Sem o guarda redes na baliza coube a Luís Pedro esconjurar o perigo quando a bola já se encaminhava para a baliza.

Pouco depois o árbitro apitou para o descanso. Resultado pesado para o União de Tomar penalizando o desperdício. O Abrantes aproveitou quase tudo…

Abrantinos com melhor produtividade a justificar resultado ao intervalo.

Lino Freitas não estava satisfeito com o comportamento da sua equipa e não o escondia. Para o segundo tempo lançou dois jogadores frescos na tentativa de inverter o andamento dos acontecimentos que lhe era desfavorável.

Ainda as equipas tentavam perceber as alterações e já os unionistas ganhavam um livre junto à linha da grande área. O recém entrado Leandro bateu para defesa de Joel.

No terceiro minuto do complemento, num lance confuso na área nabantina, com a defesa a ser pouco lesta a aliviar, apareceu Rui Sousa a rematar contra a barreira defensiva e a ganhar um canto. Na conversão pediu-se mão dum defesa unionista. O árbitro considerou casual e a pouca distância e mandou jogar.

Segundo tempo com maior dinâmica ofensiva de ambas as equipas.

No minuto seguinte Hélio Ocante executou um “passe de letra” a isolar Pedro Damas. O guarda redes Nuno Ribeiro foi mais lesto e agarrou. O jogo estava “vivo” com a bola a viajar pelas duas áreas numa divisão de posse de bola pouco esperada.

Aos 52 minutos Tiago Vieira rematou de meia distância. Joel resolveu. Após uns seis minutos de tréguas o Abrantes beneficiou dum livre que Rui Sousa bateu para a área onde surgiu Hélio Ocante a cabecear por cima.

Pedro Damas com exibição muito positiva.

Em jeito de resposta o União acelerou o jogo pela direita e Wemerson posicionou-se do lado oposto com a vigilância de Miguel Catarino. Na luta corpo a corpo Wemerson acabou no chão sem que a equipa de arbitragem assinalasse algo.

Aos 61 minutos, numa sequência de cantos, a equipa da casa não encontrou maneira de bater Nuno Ribeiro. Três minutos depois um cruzamento largo encontrou Chrystian Pedroso ao segundo poste livre de marcação. Cabeceou para fora.

Com os minutos a passarem o nervosismo começou a dominar o comportamento de alguns atletas obrigando o árbitro a sancionar os destemperos com a exibição das cartolinas. Aos 68 minutos uma entrada por trás, a meio campo, sobre Zé Pedro, levou Leandro a ver o “amarelo”.

Cinco minutos mais tarde Tiago Vieira respondeu a um cruzamento cabeceando para a trave. Caprichosamente o esférico “morreu” nas luvas de Joel. Aos 78 minutos Wemerson sofreu uma entrada por trás de Manuel Vitor quando se preparava para entrar na área com a bola dominada.

Leandro, escalado para bater o livre, fe-lo com mestria e bateu Joel, relançando o jogo para minutos dramáticos até final.

Tomarenses acabaram por marcar de livre.

Aos 81 minutos Alvega, entrado a meio do segundo tempo, com o guarda redes Joel batido, enviou o esférico ao segundo poste. Quando a bola se preparava para cruzar a linha fatal apareceu o capitão Toni a tirar para longe.

No minuto seguinte gerou-se um enorme “sururu” no meio campo com agressões entre os jogadores com o árbitro no meio a tentar serenar os ânimos. Não querendo estragar o jogo ficou-se por uns “amarelos” fazendo vista grossa e viabilizando a partida até ao final.

Perto do derradeiro apito, aos 88 minutos, na sequência dum canto, Toni enviou o esférico ao poste. Nos oito minutos de compensação pouco se jogou e o resultado não se alterou.

“Sururu” podia ter tido outras consequências.

Resultado que se aceita pela eficácia dos abrantinos. Muito penalizador para a equipa de Tomar que caiu por culpa própria. Dispensavam-se as cenas deploráveis já no final.
Árbitro a querer fazer um bom trabalho mas deixou muitas dúvidas em vários lances em prejuízo de ambos os conjuntos. Disciplinarmente permissivo, talvez para não estragar o jogo. Arbitragem pouco conseguida.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel, Miguel Catarino, Toni, Diogo Mateus, Barrocas, Zé Pedro (Will), Hélio Ocante, Rui Sousa, Pedro Damas (Guilherme Macide), Diogo Rocha e Manuel Vitor.
Suplentes não utilizados: Canais, Jota e Fábio Rodrigues.
Treinador: Paulo Seninho.

Sport Abrantes e Benfica.

UNIÃO FUTEBOL COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE TOMAR:
Nuno Ribeiro, Filipe Cotovio, Nuno Rodrigues (Anderson Nascimento), Fábio Vieira (Douglas), Luís Pedro, Tiago Vieira, Abreu (Tiago), Bruno Araújo (Alvega), Wemerson, Chrystian Pedroso e Pedro Pires (Leandro).
Suplentes não utilizados: Daniel e Paulo.
Treinador: Lino Freitas.

União Futebol Comércio e Indústria de Tomar.

GOLOS: Zé Pedro e Hélio Ocante (SA Benfica), Leandro (U.Tomar).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Fábio Lima, Bruno Cruz e Roxana Dobie.

Equipa de Arbitragem: Fábio Lima, Bruno Cruz e Roxana Dobie com os capitães.

No final como habitualmente ouvimos os técnicos de ambas as equipas.
Lino Freitas muito cáustico com a arbitragem não poupou os seus atletas:

Paulo “Seninho”, treinador do Sport Abrantes e Benfica.

 

Lino Freitas- Treinador do U.Tomar.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

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