Futebol | Atalaiense vence Tramagal e segue em frente na Taça do Ribatejo (C/fotos e áudio)

Tramagal tudo fez em busca do apuramento mas foi o Atalaiense quem venceu e segue em frente na Taça do Ribatejo. Foto: mediotejo.net

UNIÃO DESPORTIVA ATALAIENSE 2 – TRAMAGAL SPORT UNIÃO 1
Taça do Ribatejo – Grupo 1 – 3ª jornada
Parque de Jogos de Atalaia
05-10-2019

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Numa tarde de Outono encontraram-se no bem cuidado Parque Desportivo de Atalaia duas equipas com tarefas diferentes no que ao apuramento para a fase seguinte da Taça do Ribatejo dizia respeito. A equipa da Atalaia, já com uma vitória, bastava-lhe o empate e os tramagalenses, ainda sem vencer nesta edição, teriam forçosamente de vencer e aguardar que o Forense não arrecadasse os três pontos.

Parque Desportivo de Atalaia.

Tarefa difícil para os comandados de Júlio Batista porquanto na Atalaia mora uma equipa bem organizada, treinada por um técnico experimentado com seis épocas de casa e mesclada de juventude com veteranos de enorme qualidade.

Ambos os conjuntos são uma mescla de jovens com veteranos muito experientes.

A equipa da vila metalúrgica não virou a cara à luta mas as dificuldades de progressão eram óbvias. Passes errados e perdas de bola no início da fase de construção iam facilitando a vida à Atalaia, cómoda no empate e à espreita do contra golpe.

Foi numa dessas situações, aos cinco minutos, que criou perigo com João a ir em dribles até à linha de fundo cruzar para Matias rematar por cima. A resposta surgiu dois minutos depois numa bola longa, nas costas dos defensores “axadrezados”, com o guarda redes Pita a ficar “mal na fotografia” e David Nunes a empurrar para o primeiro golo da tarde.

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Tramagal marcou cedo por David Nunes (11).

Num àpice as posições inverteram-se, agora com os da casa a terem de marcar para acalentarem o sonho do apuramento. Aos 12 minutos, na conversão dum livre, Rodrigo obrigou o central tramagalense Baião a ceder canto. Com o forte vento que se sentia os cantos para o lado sul eram um perigo. Que o diga Félix que teve dificuldades em afastar com uma “sapatada” a bola que entraria diretamente.

À passagem do quarto de hora João, com um cruzamento bem medido serviu Duarte, embalado, vindo de trás. Rematou na passada mas o esférico ganhou altura, saindo pela linha de fundo.

Boa reação atalaiense ao golo sofrido.

Aos 19 minutos viveram-se minutos de aflição devido ao choque violento entre o guarda redes Félix e Sidney, ficando ambos no solo a pedir assistência. A árbitro do encontro, Carolina Vieira, deveria ter interrompido o jogo de imediato, não o fez e Rodrigo rematou para a baliza deserta com muito perigo. A bola saiu por cima.

Este lance aos 19 minutos teve o condão de acalmar o jogo e durante largos minutos o esférico viajou longe das áreas sem lances de perigo a registar.

Colisão de Félix com Sidney gerou apreensão.

Só aos 42 minutos o Tramagal se abeirou da baliza à guarda de Pita, num canto, mas o esférico perdeu-se sem que ninguém lhe tocasse. No minuto seguinte inverteram-se os papéis. Foi a vez da União beneficiar de um canto. Muito fortes nas bolas paradas os homens de João Paulo não enjeitaram a falha coletiva dos “azuis” e o experiente Miranda, de cabeça, empatou a partida.

Já nos descontos o Atalaiense voltou a beneficiar de dois cantos seguidos bem resolvidos pela defensiva do Tramagal. O intervalo chegou com um empate aceitável numa primeira parte não muito bem jogada e escassa de oportunidades de golo.

Empate ao intervalo era o resultado justo em jogo com poucas oportunidades.

Enquanto João Paulo lançava jogadores frescos no encontro, Júlio Batista fazia correções mantendo o onze inicial. O Tramagal pareceu entrar mais forte no recomeço e o Atalaiense mais expectante, respaldado no conforto do empate.

Logo no terceiro minuto do complemento Grilo descobriu Pisco em velocidade na área atalaiense e endossou-lhe o esférico. Pisco mais não fez do que amortecer para defesa tranquila de Pita. Estava dado o mote para a segunda parte.

Pisco esteve muito ativo no seu corredor.

Aos 51 minutos o Tramagal beneficiou de um canto e Pita, à cautela, sacudiu sobre a trave, cedendo novo canto. Desta feita foi Baião, em tarefas ofensivas, a saltar com Pita, a ganhar mas a cabeçada saiu ao lado. Depois deste forte reinício do Tramagal o jogo voltou a serenar.

Voltou a assistir-se a grandes duelos a meio campo alguns com dureza mas leais. Até que aos 64 minutos o Tramagal, através de um canto, voltou a ameaçar a baliza à guarda de Pita. David Nunes serviu Baião que se deixou antecipar.

Com Singéis em campo o Tramagal tornou-se mais atacante.

Entretanto Júlio Batista já havia lançado Singéis no lugar do apático Zé Garcia. Um canto para o Atalaiense, aos 65 minutos, permitiu o remate a João. Passou por cima, longe da trave.

Dois minutos depois Pisco descobriu Grilo sem marcação ao segundo poste mas o remate deste não teve sucesso. Logo a seguir uma rápida reposição lateral permitiu o remate de primeira de David Nunes. Não deu para incomodar Pita.

Aos 69 minutos os tramagalenses ficaram perto do golo quando, na sequência de um canto, a bola “beijou” a trave da baliza dos donos da casa.

Muita entrega em jogo competitivo.

Na resposta, volvido um minuto, Rodrigo isolou-se na cara de Félix e rematou de pronto. A defesa por instinto do guarda redes negou-lhe um golo quase certo. Gerou-se alguma confusão junto da juíza do encontro sendo o capitão Gonçalo Fernandes o espelho do desagrado dos “azuis”. Acabou expulso.

Gonçalo Fernandes acabou expulso no melhor período dos “azuis”.

Com mais uma unidade em campo a União Atalaiense tomou conta do jogo e começou a aparecer com mais frequência na área dos metalúrgicos. Aos 72 minutos Félix teve de se aplicar para afastar a punhos um canto bem batido. A bola caiu na zona de tiro e Atanásio não se fez rogado. Atirou por cima.

Fruto do maior caudal ofensivo o Atalaiense chegou à vantagem aos 74 minutos através de Rodrigo que, na cara de Félix, atirou a contar.

Muita luta a meio campo.

Estava espelhado no marcador o ascendente numérico. Com menos uma unidade o Tramagal tornou-se mais permeável defensivamente porquanto nunca deixou de tentar alvejar a baliza de Pita.

Baião dispôs de soberana oportunidade aos 81 minutos mas disparou ao lado e um livre de Singéis aos 84 minutos teve o mesmo destino. O jogo terminou com o Tramagal a tentar, através de pontapés de canto, chegar ao empate que apenas serviria de consolo.

Rodrigo bateu Félix pela segunda vez e fixou o marcador.

Vencedor justo num jogo competitivo, nem sempre bem jogado. O empate aceitava-se perfeitamente. A equipa de arbitragem, inteiramente feminina, acusou pouca experiência e os jogadores, por vezes, não facilitaram. Levou a “água ao moinho” sem erros de monta. A rever. Nas penalidades regulamentares venceu a União Atalaiense com Pita em destaque ao parar dois remates da marca dos onze metros.

Guarda redes Pita parou duas grandes penalidades.

FICHA DO JOGO:

UNIÃO DESPORTIVA ATALAIENSE:
Pita, Atanásio, Pedro Silva, Alfaro, Duarte, Miranda (Wilson Santos, depois Costa), Diogo (Paulo Campos), Rodrigo, João (Charana), Sidney e Matias (Miguel).
Suplentes não utilizados: Pina e Wilson.
Treinador: João Paulo.

União Desportiva Atalaiense.

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:
Félix, André Miguel, Baião, Nalha, Gonçalo Fernandes, Zé Garcia (Singéis), Roma, Grilo, Calado (Pedro Bráz), Pisco (Rui Matos) e David Nunes.
Suplentes não utilizados: Serafim, Rui Leal e Tonicha.
Treinador: Júlio Batista.

Tramagal Sport União.

GOLOS:
Miranda e Rodrigo (Atalaiense), David Nunes (Tramagal).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Carolina Vieira, Daniela Ferreira e Ana Pereira.

Equipa de Arbitragem: Carolina Vieira, Daniela Ferreira e Ana Pereira com os capitães.

Como é habitual no final fomos ouvir os treinadores de ambas as equipas:

João Paulo-Treinador da Atalaia.

 

Júlio Batista-Treinador do Tramagal Sport União.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

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