Futebol | Alcanenense e Belenenses empatam com os nervos à flor da pele

Lutou-se até aos limites em Alcanena pela disputa dos três pontos. Foto: mediotejo.net/Jorge Santiago/David Pereira

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE 1 – CLUBE DE FUTEBOL “OS BELENENSES 1
Campeonato Nacional de Juniores – Zona Sul – 22ªjornada
Campo Municipal Joaquim Maria Batista
Alcanena
02-02-2018

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Campo Joaquim Maria Batista.

Numa tarde fria e ventosa o Alcanenense recebeu o histórico “Os Belenenses”. Com ambas as equipas na metade inferior da tabela os pontos em disputa ganhavam relevo no que à manutenção diz respeito. A fase que vem já aí vai determinar quem sai e quem fica no escalão mais alto de sub 19. A entrada cautelosa de ambos os conjuntos era demonstração de que ninguém queria perder pontos.

As equipas demoraram a encaixar e nos primeiros minutos a bola andou longe das balizas.
O primeiro momento de algum perigo resultou de um cruzamento do Atlético para a área belenense onde apareceu João Costa a cabecear para defesa fácil do guarda redes Guilherme.

Posse de bola foi importante.

As equipas tinham dificuldade de construção e progressão no terreno a que não era alheio o estado do relvado, castigado pela muita chuva que havia caído na véspera, ainda assim, pesado mas praticável. As defesas iam-se sobrepondo aos ataques e quando menos se esperava, aos 17 minutos, Louro arrancou um fabuloso pontapé de fora da área batendo Guilherme e fazendo “explodir” de alegria as bancadas do Municipal.

Louro marcou um golo estupendo.

Os Belenenses responderam logo aos 20 minutos quando Gonçalo Gomes viu o guarda redes Flávio negar-lhe o golo com uma enorme defesa. Os atletas de Cruz de Cristo ao peito reagiram bem ao golo sofrido e rapidamente procuraram nova igualdade.
Foram minutos difíceis para a equipa de Alcanena onde o acerto defensivo e a capacidade de entreajuda e de sofrimento foram a chave para fechar a sua baliza.

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Jogo de emoções fortes em Alcanena.

Gonçalo Gomes era uma figura em destaque na equipa lisboeta. Aos 26 minutos respondeu de forma positiva a um cruzamento da direita do seu ataque e só a valorosa intervenção de Flávio impediu o golo. À meia hora de jogo os “azuis”, na sequência de um canto, estiveram à beira de marcar mas o lateral Guerra chegou um pouco atrasado, no segundo poste, e o esférico perdeu-se para lá da linha de fundo.

Até ao descanso a única nota digna de registo foi a cabeçada de Edgar Pacheco mas a sair muito por alto. A viagem até o túnel não foi pacífica com os jogadores a acusarem nervosismo e a envolverem-se em picardias. Prevaleceu o bom senso.

Alguma dureza enervou os intervenientes.

O treinador do Belenenses, João Santos, sentindo que a sua equipa teria de fazer mais, lançou no jogo Ricardo Gué deixando Filipe Pereira no balneário. Mas foi o Alcanenense que surgiu transfigurado para melhor e as melhores iniciativas, no início do segundo tempo, pertenceram-lhe. Logo aos 50 minutos a equipa da casa ganhou um canto que foi aliviado de modo defeituoso pelos contrários. Toni rematou por cima.

Toni e Braima lutam pelo esférico.

Os “amarelo e negro” de Alcanena começaram a tentar tirar partido das bolas paradas e novo canto aos 53 minutos voltou a levar perigo à baliza de Guilherme. A cabeçada de Marco Faria saiu largo, por cima. A equipa da capital, surpreendida pela reentrada dos da casa, só ao minuto 57 conseguiu reagir com um excelente cruzamento para Edgar Pacheco a que se opôs Flávio tendo ficado “tocado” no contacto entre ambos.
Na resposta Louro ensaiou um remate de meia distância, desenquadrado com a baliza.

Alcanenense entrou bem após o descanso.

O “diálogo” entre o guarda redes Flávio e o avançado Edgar Pacheco ia-se mantendo com o alcanenense a antecipar-se aos 64 minutos. No minuto seguinte uma jogada a “régua e esquadro” do ataque dos “azuis” isolou Gonçalo Gomes que se deslumbrou e deu tempo a Flávio para se recompor e defender com valentia. Os da casa demoraram a responder mas em cima dos 73 minutos um cruzamento de Guilherme, muito activo neste segundo tempo, encontrou João Costa que cabeceou para defesa do guarda redes Guilherme.

Momento de assédio à baliza do Belenenses.

À passagem da meia hora do complemento Louro ensaiou um livre, em zona frontal e longe da baliza. Saiu alto pela linha de fundo. Aos 79 minutos, após um canto, o guarda redes Guilherme atrasa-se a aliviar e ao interpor-se João Costa viveu-se um momento difícil para os visitantes.

O Belenenses não desistia de procurar o golo e Alexandre Carvoeiro, entrado já no segundo tempo, permitiu a intervenção do guarda redes da casa aos 86 minutos. Com pouco para jogar, aos 87 minutos, Louro dispôs de uma soberana ocasião para fazer o segundo da sua equipa e da sua conta pessoal. O poste substituiu o guarda redes.

Guilherme progride sob o olhar de José Torcato.

Esgotado o tempo regulamentar o árbitro Edgar Alves concedeu mais seis de compensação que viriam a alterar a história do jogo. No último desses minutos Marco Faria caiu na área do Belenenses e agarrou na bola com os adversários a tentarem “roubar-lha” para rapidamente marcar o livre, entretanto assinalado.

A gerar-se um enorme “sururu”, com atitudes pouco dignas pelo meio, o árbitro optou por expulsar o marcador do golo alcanenense, Louro. Poupou o guarda redes Guilherme. Com toda a gente de cabeça quente, o Belenenses, numa transição rápida, marcou por Ricardo Gué. Em desespero a equipa de José Torcato ainda introduziu a bola na baliza dos visitante, lance anulado por posição irregular. Foi o último lance do jogo.

Lance ao cair do pano “tramou” os alcanenenses.

Jogo bem disputado, com muita entrega, por vezes excessiva com um resultado que se aceita. O Alcanenense ficou mais longe da manutenção e o Belenenses está em boa condição para assegurar um lugar entre os “grandes” no play off de despromoção que agora vão disputar as oito equipas classificadas na parte inferior da tabela.
Arbitragem com poucos erros mas determinantes para o desfecho do jogo. Com queixas dos dois lados, o juiz da Guarda terá de rever processos.

Momento curioso no encontro.

FICHA DO JOGO:

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE:
Flávio, Brites, Tomás Pereira, Welisson, César, Marco Faria, Mário Maeda (João Afonso), João Costa, Guilherme, Louro e Toni (João Moreira).
Suplentes não utilizados: José Miguel, Vitor, Vinicius e Sandro Moço.
Treinador: José Torcato.

Atlético Clube Alcanenense.

CLUBE DE FUTEBOL “OS BELENENSES”:
Guilherme, Guerra, Simão, Tiago Marques, João Castro, Braima Sambú, Filipe Pereira (Ricardo Gué), Rodrigo Herrero (Yuri Tavares), Gonçalo Gomes, Edgar Pacheco (Alexandre Carneiro) e Sérgio Andrade.
Suplentes não utilizados: Diogo Lourenço, Pedro Marques, Telmo Arcanjo e Diogo Costa.
Treinador: João Santos.

Clube de Futebol “Os Belenenses”.

GOLOS:
Louro (Alcanenense) e Ricardo Gué (Belenenses).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Edgar Alves, Eduardo Marques e Francisco Simão (AF Guarda).

Equipa de arbitragem: Edgar Alves, Eduardo Marques e Francisco Simão com os capitães.

No final ouvimos ambos os Treinadores:

José Torcato, treinador AC Alcanenense (foto: mediotejo.net)

 

João Santos-Treinador do Belenenses.

*Com David Belém Pereira (fotos).

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