Futebol | Abrantinos mais fortes que cartaxenses em duelo de “águias” (c/fotos e áudio)

Águias abrantinas voaram mais alto que sua congénere do Cartaxo.

SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – SPORT LISBOA E CARTAXO 0
Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFS – 7ª jornada
Estádio Municipal de Abrantes
27-10-2019

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Jogo com muita entrega de parte a parte na sua parte inicial.

Com ambas as formações empatadas em igualdade pontual com 15 pontos no segundo posto do campeonato ao fim de seis jornadas, previa-se um bravo duelo no Municipal de Abrantes que, uma vez mais, se mostrou bastante despido de público numa tarde em que as condições atmosféricas até não eram de todo muito adversas. Um caso sem resposta até ao momento. Mas, lá dentro (e era o que interessava) os protagonistas não se mostraram bastante incomodados com isso, e a sua entrega foi total do primeiro ao último instante da partida.

Com ambas as formações empatadas em igualdade pontual com 15 pontos no segundo posto do campeonato ao fim de seis jornadas, previa-se um bravo duelo no Municipal de Abrantes.

Começou bastante melhor a equipa que viajou do Cartaxo, a querer tomar conta das rédeas do jogo, instalando o seu esquema de jogo no meio terreno adversário tentando criar perigo daí para a frente, preocupando as linhas recuadas do SAB, cujos jogadores iam tomando contas das ocorrências sem que passassem por momentos de algum calafrio. Valeu a sua entrega e solidariedade.

Uma das estratégias do Sport Lisboa e Cartaxo passava por procurar ganhar lances de bola parada onde poderiam causar maiores problemas ao SAB (livres e pontapés de canto) onde nas suas marcações tentavam procurar os seus elementos mais destacados que pudessem traduzir com eficácia o poder ofensivo da equipa. Tal não aconteceu.

Começou bastante melhor a equipa que viajou do Cartaxo, a querer tomar conta das rédeas do jogo.

A partir dos vinte minutos de jogo, os locais começaram a se encaixar melhor no xadrez adversário e em boa hora o fizeram, pois chegaram à vantagem pouco depois. Beneficiando de um pontapé livre já no centro do meio campo adversário, a bola é bombeada para a pequena área do Sport Lisboa e Cartaxo com bastante perigo, e com muitos abrantinos na pequena área adversária prontos para a finalização.

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Numa primeira instância, o guardião do Cartaxo, Francisco Reis conseguiu sacudir o esférico na sequência do primeiro remate, mas não evitou a recarga vitoriosa de Rui Sousa que, com a bola a ser-lhe “oferecida”, colocou o Abrantes e Benfica da dianteira do marcador aos 34 minutos de jogo.

Rui Sousa que, com a bola a lhe ser “oferecida” após primeira defesa de Francisco Reis, colocou o Sport Abrantes e Benfica na dianteira do marcador aos 34 minutos de jogo.

A reação dos homens de Cartaxo era pouco eficaz e foi o Abrantes e Benfica que poderia ter ampliado o marcador já muito perto do intervalo. Sem margem para qualquer dúvida, e após obstrução de Samuelzinho sobre Hélio Ocante dentro da área de rigor, o juiz da partida João Veríssimo foi peremptório a assinalar a marca de castigo máximo que Diogo Barrocas acabaria por desperdiçar. Ou melhor dizendo, obrigou Francisco Reis a uma enorme defesa (talvez o grande momento da tarde) para a linha de fundo com colegas e adeptos a festejarem o seu feito como se de um golo marcado se tratasse.

Diogo Barrocas despediça penalty, ou melhor dizendo, obrigou Francisco Reis a uma enorme defesa (talvez o grande momento da tarde).

A segunda parte começou mais ou menos como a primeira. Procurando ir atrás do prejuízo, o Sport Lisboa e Cartaxo entrou tentando pressionar os locais que, inteligentemente, dando espaço aos forasteiros, iam controlando a contenda, procurando a sua sorte na tentativa de ampliar o marcador o que podia ter acontecido por duas ou três ocasiões.

A segunda parte começou mais ou menos como a primeira. Procurando ir atrás do prejuízo, o Sport Lisboa e Cartaxo entrou tentando pressionar os locais.

Mas os últimos 45 minutos acabaram por não ter muita história, salvo o trabalho a que foi sujeito o trio de arbitragem, uma vez que, com o desenrolar do jogo, os lances mais viris iam-se sucedendo, ao ponto da cartolina vermelha ter saído do bolso de João Veríssimo a castigar David Moreira, do Cartaxo, atleta que tinha entrado no decorrer da primeira parte para render o lesionado Diogo Martins. Num espaço de um quarto de hora “arrecadou” dois cartões amarelos tendo ido tomar banho um pouco mais cedo.

Mas os últimos 45 minutos acabaram por não ter muita história, salvo o trabalho a que foi sujeito o trio de arbitragem.

O duelo da “águias” terminou com a vitória de Benfica local por margem tangencial, mas justa, uma vez que foi a equipa mais esclarecida dentro das quatro linha com a formação de Mário Ruas a mostrar algumas debilidades entre sectores e a mostrarem que, apesar de poderem vir a fazer um bom campeonato, terão que se empenhar um pouco mais.

Já o Sport Abrantes e Benfica, novo nestas andanças da primeira distrital, continua a sua triunfal caminhada tendo apenas, em sete jornadas, claudicado perante o líder invicto, o União de Almeirim, logo na jornada inaugural.

A equipa de arbitragem, liderada por João Veríssimo, ajudado por Fábio Lima e Hugo Simões teve uma tarde atribulada, mas sem influenciar o resultado quanto ao vencedor da partida. Os nove cartões amarelos e um vermelho mostrado são sinónimo de um jogo bem “rasgadinho”, com alguns lances mais duros, mas sem serem maldosos.

Nota três para o trio de arbitragem apesar do muito trabalho a que foi sujeito. Jogo “rasgadinho” , mas sem ser maldoso.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel Dias, Miguel Catarino, Toni (cap.), Diogo Mateus, Duarte Basílio, Diogo Barrocas, José Pedro, Hélio Ocante, Rui Sousa, Marcos Patrício, e Diogo Rocha.
Suplentes: Canais, João Marques, Rafael Silva, João Roldão, Pedro Damas, Will Intumbi, e Manuel Victor.
Treinador: Paulo “Seninho”

Sport Abrantes e Benfica com seu 11 inicial.

SPORT LISBOA E CARTAXO:
Francisco Reis, Ricardo Lamy, Diogo Martins, Clécio Pereira (cap.), Wilson Monteiro, Rui Caniço, Kevin, Samuelzinho, Hemiliano Lopes, Lote e Edmilson Cabral.
Suplentes: Babagale Balde, Jiaging Huang, Bamba, Sadjo Buarco e David Moreira.
Treinador: Mário Ruas.

Equipa titular do Sport Lisboa e Cartaxo.

GOLO: Rui Sousa (SAB).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Veríssimo, Fábio Lima e Hugo Simões.

Equipa de arbitragem e capitães das equipas antes do início da partida.

No final, as declarações de ambos os técnicos não colidiram quanto à justiça do vencedor e foram claros na análise ao jogo e ao momento das suas equipa, com Paulo “Seninho” a não acusar a “pressão” da classificação atual e Mário Ruas a defender a necessidade de a equipa ter que se consciencializar que “as casas não se constroem pelo telhado”, numa clara alusão ao momento porque passa o plantel:

Paulo “Seninho”, treinador do Sport Abrantes e Benfica.

 

Mário Ruas, técnico do Sport Cartaxo e Benfica.

Com esta vitória, o Sport Abrantes e Benfica segue na segunda posição do campeonato com 18 pontos e na próxima jornada (que se disputa a 3 de novembro) visitam a Associação Desportiva de Mação que se encontra na sétima posição com 9 pontos. Outro bom jogo em perspectiva.

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A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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