“Festival Nacional de Gastronomia”, por Armando Fernandes

Festival Nacional de Gastronomia arranca quinta-feira, dia 24, em Santarém. Foto: DR

Os amantes da convivialidade em redor de mesas compostas e recheadas de pitanças, que só de pensarmos nelas nos cresce a água na boca, a partir do dia 24 deste mês e até ao dia 03 de Novembro podem satisfazer saudades dessas suculentas comidas indo ao mais antigo e único nacional, ou seja: ao Festival Nacional de Gastronomia em Santarém.

Os que conhecem este Festival festa dos sentidos na edição ora referida sabem quão rotunda é na apresentação de comeres representativos de todas as regiões portuguesas, os estreantes passam a saber provando, degustando e bebendo, as múltiplas variedades de comidas confeccionadas com produtos genuínos, para lá dos vinhos que as acolitam.

Nós somos um País detentor de milhares de receitas culinárias que congregam elogios e satisfazem os paladares mais exigentes, as cozinhas regionais de índole rural e urbana são a expressão do talento das nossas Mestras cozinheiras, as nossas Mães e as nossas Avós, que a torto e a direito vêm à nossa memória sempre que um prato nos proporciona prazer, o mesmo na altura de explicarmos as razões porque às vezes certas receitas surgem à nossa frente desvirtuadas ou trabalhadas com menos apuro.

As comparações são odiosas dizem os provérbios, pois são, porém no caso em apreço têm o condão de espicaçarem o desejo de as cozinheiras e os cozinheiros a procurarem atingir a bitola de nós dizermos: a nossa mãe também cozinha assim, as nossas avós um pouco melhor…

Pois bem, o Festival Nacional de Gastronomia é espaço com balcões e mesas onde aparecem os petiscos, as sopas, as caldeiradas, as açordas, os maranhos, os buchos, as chanfanas, os ensopados, os mariscos, os peixes, as carnes e a nossa faustosa doçaria para gáudio e prazer palatal de miúdos e graúdos, novos e velhos, para todos.

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*Declaração de interesses: exerço funções de Consultor do Festival.

CONDE VIMIOSO, tinto

Os vinhos desta referência – CONDE VIMIOSO – comercializados pela Empresa Falua S. A., de Almeirim, caracterizam-se por serem amáveis, no caso deste tinto evidenciando taninos bem trabalhados, logo macios, no copo derramarem aromas a fruta madura, polpuda e silvestre, tornando-se «perigoso» porque guloso em termos palatais. Mais ou menos isso foi o teor da crónica que escrevi há poucas semanas neste jornal quando o degustei para o efeito de o anotar.

Porque volto a referi-lo? Porque uma pessoa das minhas relações seguiu o meu conselho ao adquiri-lo, não seguiu a recomendação de o apreciar gole a gole, por isso mesmo extravasou e ora obriga-se a penitência, ou seja: um só copo na altura de acompanhar a refeição.

Porque sou respeitador do compromisso de não revelar o nome do jubiloso abusador não o escarrapacho na crónica, de qualquer forma assinalo o acontecimento.

O fagueiro tino afirma-se vigoroso (14,5º) é da colheita de 2017.

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