Ferreira do Zêzere | Secretário da Proteção Civil defende aposta na prevenção e cultura de segurança (c/vídeo)

José Artur Neves expôs o investimento que tem sido realizado a nível nacional na prevenção Foto: mediotejo.net

O Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, encerrou na sexta-feira, 8 de março, a 11ª Conferência de Proteção Civil em Ferreira do Zêzere. No seu discurso, o responsável abordou a política de reforma da Proteção Civil e de combate aos incêndios florestais que tem sido desenvolvida desde 2017, sublinhando uma aposta mais concertada na prevenção e numa cultura de segurança.

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José Artur Neves interveio ao final da manhã, depois de uma conferência em que se abordaram as faixas de gestão de combustível em espaços rurais, as ferramentas de apoio ao combate a incêndios florestais, prevenção e defesa da floresta, as competências da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR e a missão do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME). Houve ainda espaço para discutir o papel do jornalismo em acidentes de Proteção Civil e como proceder em ocorrências com aeronaves.

Secretario de Estado da Proteção Civil encerra conferência em Ferreira do Zêzere

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 8 de março de 2019

A fechar os trabalhos para uma sala cheia na Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, o Secretário de Estado da Proteção Civil recordou o fatídico ano de 2017 em termos de incêndios florestais e o trabalho que se desenvolveu a partir dessa verão para reformar a estrutura e criar mais condições de resposta à nova realidade provocada pelas alterações climáticas.

Uma reforma, afirmou, que assenta no “princípio da aproximação entre a prevenção e o socorro”, através de implementação de novas medidas ao nível das equipas de intervenção, formação de bombeiros, Autoridade Nacional de Proteção Civil e programas de limpeza de terrenos.

Neste âmbito, frisou, é também importante nesta reforma “desenvolver uma cultura de segurança”, razão pela qual se avançou com o programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, que já chegou a “mais 1500” localidades. “A vertente reativa não pode estar dissociada da vertente preventiva”, reafirmou, neste “novo paradigma da Proteção Civil”.

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O responsável terminar a afirmar que “a segurança é mesmo responsabilidade de todos”.

Em declarações à comunicação social, José Artur Neves reconheceu que a desorganização florestal que se vive no território vai demorar a resolver, mas frisou os bons resultados que se alcançaram no último ano. No que toca à limpeza de terrenos, “sentimos que a reação das pessoas é mais positiva, mas ainda se sente muita resistência, nomeadamente no corte de árvores”, comentou.

“Temos que trabalhar no desenvolvimento de uma cultura de segurança”, refletiu, ensinando a população a reagir face ao fogo. “Hoje sentimentos uma envolvência grande, mas há muita trabalho por fazer”, referiu.

O facto de se estarem a registar milhares de queimas todos os dias “dá a noção da dimensão desta trabalho”, uma vez que as queimas particulares foram identificadas como a principal causa dos incêndios de outubro de 2017.

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