Ferreira do Zêzere | 721 rainhas de vespa velutina capturadas em grande plano de intervenção

Ninho de vespa asiática fotografado na aldeia de Fonte das Eiras. Foto: Proteção Civil Municipal de Vila de Rei

O município de Ferreira do Zêzere implementou no início do ano um plano de ação e controlo da vespa asiática (velutina), tendo sido dados a conhecer os resultados do primeiro semestre do ano. Com a identificação de 721 rainhas, o município conseguiu proteger mais de 90 milhões de abelhas nos primeiros meses do ano.

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Segundo avança uma nota informativa do município, foram colocadas mil armadilhas em todo o território, sendo que houve um reforço de 300 na zona norte, nomeadamente nas freguesias do Bêco e Areias-Pias. As armadilhas estão georreferenciadas e com uma distância de colocação entre as mesmas de 100 a 500 metros. Encontram-se ainda marcadas com uma faixa amarela para atrair insetos e suspensas por um cordel onde contém a informação “PROTEÇÃO CIVIL F. ZÊZERE, Armadilha seletiva para Vespa Velutina – 935 50 60 80, ISCO NÃO PERIGOSO!”

O período de colocação das armadilhas decorreu entre 18 de fevereiro e 6 de março de 2019. “Nesta fase, o principal objetivo foi capturar o maior número de vespas velutinas fundadoras (rainhas), pois este período de tempo corresponde à saída da vespa velutina da hibernação”, adianta a mesma informação.

Assim, com 846 armadilhas avaliadas, foram encontradas 721 vespas velutinas rainhas. “Em termos de estimativa do impacto, com a captura do número indicado de vespas velutinas fundadoras, foi assim eliminada a proliferação estimada (nascimento) de 1 802 500 novas “vespas asiáticas”, tendo sido salvas cerca de 90 125 000 abelhas”, refere o município.

“As armadilhas e a respetiva supervisão em todo o concelho é pioneira e efetuada com fundos do próprio município. Esta monitorização irá ser efetuada novamente no segundo semestre e espera-se alargar o numero de armadilhas no inicio de 2020, seguindo aconselhamento técnico especializado”, garante a Câmara de Ferreira do Zêzere.

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Tem sido ainda realizado um trabalho de eliminação de ninhos ativos encontrados, sendo imediatamente extintos e retirados, mediante respetiva localização.

“Pretende-se assim, com estas estratégias controlar a expansão deste inseto e recolher dados de forma sistemática acerca do impacto e consequências que está a causar”, termina.

A vespa asiática entrou em 2004 na Europa via França, de forma involuntária. Foi confirmada em Espanha em 2010 e em Portugal e Bélgica em 2011. Trata-se de uma espécie carnívora e predadora de abelhas, influenciando assim a produção frutícola, pela menor atividade de polonização e apresenta-se como um perigo para a saúde pública, não no sentido da agressividade em relação às vespas europeias, mas no caso de sentirem os ninhos ameaçados, reagirem de modo bastante agressivo, fazendo perseguições em algumas centenas de metros.

Caso identifique algum ninho, não tente eliminar o mesmo, pois pode estar a contribuir para a sua proliferação ou pode colocar a sua vida em risco. Alerte de imediato a Proteção Civil municipal, refere o município.

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