FÁTIMA | Peregrino atropelado mortalmente já foi identificado

Álvaro Mayer foi atropelado mortalmente na madrugada de 20 de maio, a caminho de Fátima. Foto: DR

O peregrino que morreu esta madrugada a caminho de Fátima já foi identificado pelas autoridades: trata-se de Álvaro Mayer, de 59 anos, residente em Muge. Economista de formação, foi diretor do Centro de Emprego de Salvaterra de Magos e era professor na Escola Secundária de Coruche.

Álvaro Mayer foi atropelado mortalmente na Estrada Nacional 365, na zona de Moitas Vendas, Alcanena, enquanto caminhava com um grupo de peregrinos a caminho de Fátima, por volta das 5h30 da madrugada. Outros cinco peregrinos, com idades entre os 20 e os 80 anos, ficaram feridos e foram transportados para os hospitais de Santarém e Leiria. O óbito de Álvaro Mayer foi declarado no local do acidente.

A condutora da viatura que colheu os seis peregrinos fugiu do local mas ter-se-á despistado alguns minutos depois, no nó de acesso da Autoestrada da Beira Interior (A23) para a Autoestrada do Norte (A1), tendo sido identificada e transportada pela GNR para o serviço de psiquiatria do hospital de Torres Novas. “A senhora estava visivelmente alterada” a nível psicológico e ficou “internada compulsivamente”, confirmou à agência Lusa o major Pedro Reis, da GNR de Santarém, adiantando que a mulher, de 27 anos, só será ouvida pelo Ministério Público quando receber alta hospitalar.

No local do acidente estiveram 19 viaturas dos bombeiros de Alcanena, Minde, Torres Novas, Entroncamento e Pernes, duas ambulâncias de Tomar e Torres Novas e duas Viaturas de Emergência Médica (VMER) de Santarém, além de equipas de psicólogos do INEM e de vários elementos da GNR.

“UM HOMEM DE UM INVULGAR HUMANISMO”

Nélson Lopes, gestor de Comunicação residente em Samora Correia, conhecia bem a vítima, que descreve ao mediotejo.net como “um homem inteligente, de elevada qualidade intelectual e de um invulgar humanismo”. Era alguém “sempre de bem com a vida e com um humor refinado. Criou laços de amizade com os alunos, colegas e colaboradores que se perpetuaram”, descreve.

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Nos vários cargos que desempenhou manteve sempre, segundo Nélson Lopes, uma humildade natural e cativante. “Quando foi diretor do centro de emprego deu uma atenção cuidada a todos os que o procuravam sem ferir os princípios da legalidade e transparência. Na política respeitou sempre os adversários e rejeitou lugares para não ultrapassar ou ferir outros candidatos. Sendo um homem comum deixa uma marca de invulgaridade.”

*Com Lusa

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