Fátima | Marcelo Rebelo de Sousa e “Governo Sombra” em Festival Literário

Na sua terceira edição, o Festival Literário de Fátima – Tábula Rasa está mais ambicioso e procura conquistar dimensão, na senda da presença do concelho de Ourém na candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura – Rede Cultura 2027. Dedicado ao tema “A Literatura e o Jornalismo”, o programa conta com a presença de jornalistas da lusofonia, um debate sobre jornalismo regional e a gravação do programa da TVI “Governo Sombra” a partir do Centro Pastoral Paulo VI. O Grande Prémio “Tábula Rasa Vida e Obra” vai ser entregue ao escritor e jornalista Fernando Dacosta. Na abertura está prevista uma intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que será presencial ou por videoconferência.

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De 28 a 30 de novembro, o Festival Literário de Fátima volta a ter lugar no Hotel Santa Maria, em Fátima, com sessões deslocalizadas nos colégios locais. A organização é da Junta de Freguesia de Fátima, revista Nova Águia e Movimento Internacional Lusófono.

O programa tem início no dia 28 de novembro, quinta-feira, pelas 17h30, no Hotel Santa Maria, com intervenções de um dos responsáveis do evento, Renato Epifânio, o presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Humberto Silva, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Segue-se a conferência de abertura sobre “Literatura e Jornalismo”, com o escritor e jornalista Luís Osório e a escritora Rita Ferro.

Pelas 21h30 decorre a tertúlia “Fátima na visão de jornalistas e escritores”. Os oradores convidados são Miguel Real, Agripina Vieira, Joaquim Franco e Carmo Rodeia.

Apresentação do Festival decorreu na sexta-feira, 19 de julho Foto. CM Ourém

Na sexta-feira, dia 29, os colégios locais recebem conferências sobre o tema “Ser Jornalista”, com oradores de países da lusofonia. Pelas 10h00 intervêm Carlos Lisboa (Angola), Mário de Carvalho (Cabo Verde), Jorge Queta (Guiné-Bissau), Delmar Maia Gonçalves (Moçambique) e Edite Ten Jua (São Tomé e Príncipe). Às 14h30 é a vez de Olavo de Carvalho (Brasil), Maria Dovigo (Galiza), Jorge Rangel (Macau), Luísa Timóteo (Malaca) e Ivónia Nahak Borges (Timor-Leste).

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Pelas 17h30 tem lugar no Hotel Santa Maria o debate “O Estado do Jornalismo Regional”, com os oradores Patrícia Fonseca, António Pereira Gonçalves, Paulo Agostinho, Jorge Martins e Pedro Jerónimo. No mesmo dia, pelas 21h30, o programa “Governo Sombra” (TVI) vai decorrer no Centro Pastoral Paulo VI, com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira.

O Festival Literário de Fátima encerra no sábado, dia 30, com a apresentação do nº24 da revista Nova Águia e a entrega dos prémios desta edição a partir das 10h00. Até ao momento só está definido o Grande Prémio “Tábula Rasa Vida e Obra”, que este ano será atribuído ao jornalista e escritor Fernando Dacosta.

Em declarações ao mediotejo.net, José Manuel Poças das Neves, um dos coordenadores da edição do Festival, explicou que a escolha do tema “Literatura e Jornalismo” se deveu à atualidade do mesmo. “Pareceu-nos o mais adequado. Fala-se tanto em jornalismo e permitiu-nos fazer uma ligação à região”, esclareceu. Os debates vão assim permitir tanto uma abordagem de Fátima do ponto de vista jornalístico, nos seus vários géneros e com a presença do gabinete de comunicação do Santuário de Fátima, como uma discussão sobre o próprio jornalismo regional, do online, ao escrito e ao televisivo. “Pretendemos que seja uma visão global” do jornalismo que se faz nesta região, referiu.

Uma “maior interação com os alunos” é o objetivo da presença de jornalistas da lusofonia nas sessões a decorrer nas escolas. “Vai haver também este ano um workshop de escrita criativa para alunos do 6º ano dos colégios”, adiantou, numa coordenação do Festival com as escolas que se quer “levar mais além” e que “comece a dar frutos”.

“Estamos muito satisfeitos porque quem vai abrir o Festival é o professor Marcelo Rebelo de Sousa”, admitiu o responsável, o qual “está intensamente satisfeito” por ser ele a iniciar um certame com foco na lusofonia e nos PALOP. “Achou extremamente interessante e, por isso, vai participar”.

A organização procurou ainda dar um passo mais “ambicioso” que em anteriores edições, chamando à colaboração as Câmara Municipais em redor de Fátima, no espírito da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura – Rede Cultura 2027. Participam assim no evento, como parceiros, os municípios de Porto de Mós, Alcanena, Leiria, Torres Novas, Batalha, além da Câmara de Ourém.

“Esta vai ser uma perspetiva de futuro, não para acabar por aqui mas para avançar com outras parcerias”, afirmou Poças das Neves. “Interessa-nos desenvolver ações aqui de âmbito regional, que se possam enquadrar”, explicou, nomeadamenta com uma feira do livro “temática”, que possa ter espaços para livros de autores sobre os diversos municípios parceiros.

“Sempre ao longo da minha vida e da minha atividade política defendi que nós incrivelmente estávamos um pouco isolados na região, o que não fazia sentido”, constatou. “Unidos somos muito mais fortes. E é nesse sentido que queremos caminhar”.

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