Exército português testa capacidades de apoio de emergência em Idanha-a-Nova

O comandante no RAME. Foto: mediotejo.net

O Exército português está a realizar desde segunda-feira, dia 15, e até esta quarta-feira, dia 17 de abril, em Idanha-a-Nova, a segunda edição do exercício militar “Fénix 2019”, que visa testar a sua capacidade no âmbito do Apoio Militar de Emergência.

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“Vai ser um exercício que, além do Exército, envolve inúmeros agentes de proteção civil, força de bombeiros, GNR, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Cruz Vermelha, força especial de bombeiros, ou seja, a estrutura da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) porque o exercício ou a emergência do exército só existe quando solicitado pela ANEPC”, explicou o coronel Mário Álvares.

Este responsável, que falava numa conferência de imprensa realizada em Idanha-a-Nova, para apresentação da segunda edição do exercício militar “Fénix 2019”, adiantou que desde a fase inicial de planeamento, o comando do Exército teve a preocupação de trazer o exercício para o interior do país, sendo que a primeira edição decorreu em 2018, no Algarve.

Durante a realização do “Fénix 2019” vão ser projetados diversos cenários em que vão estar envolvidos cerca de 300 militares das várias armas do Exército e mais uma centena de operacionais dos diversos agentes de Proteção Civil.

Mário Álvares, comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência e da Unidade de Apoio Militar de Emergência do Exército, que está sediada em Abrantes, sublinhou que, no exercício, vão ser colocadas à prova as capacidades de unidades militares do Exército estacionadas desde a Póvoa de Varzim até Lisboa, nas áreas de apoio sanitário, serviços, engenharia militar, operações de rescaldo, vigilância, busca e salvamento, estas últimas a cargo das Operações Especiais de Lamego.

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Coronel de Infantaria Mário Álvares, comandante do RAME. Foto: mediotejo.net

“Vamos testar o Plano de Emergência de Proteção Civil de Castelo Branco a partir do colapso da barragem de Idanha-a-Nova. Numa primeira fase, quem toma a responsabilidade da ocorrência será a ANEPC. É ela que vai solicitar o emprego de capacidade do Exército para apoiar na emergência”, sustentou.

O coronel Mário Álvares realçou que um dos grandes objetivos do exercício é projetar a estrutura de comando e controle da Unidade de Apoio Militar de Emergência do Exército para apoio à estrutura de comando e controle da ANEPC.

“Pretendemos treinar o emprego dessas capacidades e testar a nossa prontidão e a nossa competência”, afirmou.

Durante a presença do Exército em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, a população local vai beneficiar de vários rastreios de saúde e o próprio município terá à disposição máquinas de rasto para realizar diversos trabalhos.

“O Exército está preparado para missões de paz, missões de guerra e tem também estas capacidades que servem para apoiar as populações em situações de emergência”, concluiu.

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