Europeias/Torres Novas | Marisa Matias (BE) sabe que votos não são favas contadas e tenta combater abstenção

Marisa Matias sabe que votos não são favas contadas e tenta combater abstenção. Foto: DR

Apesar de compreender o desânimo das pessoas sobre a Europa, a candidata do BE insiste no combate à abstenção e lembra o poder do voto porque no domingo não são favas contadas, mesmo que hoje tenha descascado algumas.

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No mercado municipal de Torres Novas, distrito de Santarém, a vereadora do BE Helena Pinto foi a cicerone de serviço da caravana para as eleições europeias de domingo, estando sempre junto à cabeça de lista, a eurodeputada Marisa Matias, que hoje se juntou à campanha depois de um pequeno interregno na segunda-feira por causa do debate da RTP.

Em declarações aos jornalistas, e depois de ouvir testemunhos de quem não vota porque já não acredita, a primeira candidata do BE concordou que a abstenção será um dos fatores destas eleições e compreende “o desânimo das pessoas em relação à União Europeia”, que se transformou “numa confusão e não lhes respondeu aos problemas concretos”, gerando uma “sensação de abandono”.

“É preciso dizer às pessoas que há quem lute por propostas diferentes. Tendo em conta que o voto para o Parlamento Europeu é um voto que vale por igual, tanto faz que seja Joe Berardo ou este senhor, as pessoas têm que perceber que têm esse poder e que para que não fique da mesma maneira que está até aqui, que não lhes tem respondido aos problemas, têm que votar e têm que se mobilizar”, apelou.

A eurodeputada recandidata ouviu muitas queixas sobre as reformas que não chegam, como uma vendedora de panos, com voz chorosa, logo à entrada do mercado, a queixar-se de que os 250 euros que recebe não chegam para pagar as despesas, e por isso tem de continuar a trabalhar.

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“Em nenhum país isso é aceitável. Que pessoas que trabalham a vida inteira tenham reformas tão baixas quanto esta e ainda por cima não tenham direito ao descanso ao fim da vida inteira de trabalho. Essa foi uma das linhas vermelhas [impostas ao PS], disse aos jornalistas.

Já dentro do mercado, uma banca repleta de favas, ainda em vagem, despertou a atenção de Marisa Matias, que mal se aproximou começou de imediato a ajudar a dona Madalena a descascar as favas para encher um saco.

“Eu adorava fazer isto”, diz a eurodeputada, entre sorrisos, apesar dos avisos da dona Madalena – “olha que suja as mãos”.

Marisa Matias sabe que estas ficam negras e para ela “não há problema nenhum”, admitindo que está “só a matar um bocadinho de saudades” e assim a vendedora “já fica com uma ajudita”.

Dona Madalena tinha um autocolante do PS na sua bata – “não sei quem é que cá pôs isto”, vai explicando – dizendo a Helena Pinto que achava que a caravana que tinha acabado de passar era do mesmo partido, ou seja do Bloco.

Mas a vendedora estava bem atenta à atualidade política e lamentou que Marisa, na televisão, “quer falar e não a deixam”: “coitada da rapariga”.

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