“Estou Além”, por Vasco Damas

António Variações. Foto: DR

Provavelmente contagiado pela história de António Ribeiro, que estreou nos cinemas na semana passada,”estou além” num mundo que teima em estar aquém.

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Teima e queima numa floresta de labaredas e alarvidades qual “erva daninha a alastrar”, que justifica o injustificável construindo vários problemas para a única solução viável para o nosso futuro e que nos divide naquilo que, sendo essencial, nos devia unir para erradicar aqueles que insistem em hipotecar o amanhã dos nossos descendentes.

É que se a Amazónia está a arder abaixo da média dos últimos 15 anos porque é que só em agosto de 2019 é que o mundo acordou para esta catástrofe criminosa? Que fique claro que não pretendo condenar o presente absolvendo o passado, o que sugiro é que falemos a uma só voz porque este caminho só pode ter uma direção, sem atalhos nem manobras de diversão que nos façam perder mais tempo e nos atrasem em relação à única solução que tem que ser desejada e exigida por todos nós.

Vivemos o presente agarrados a um passado que não perspetiva qualquer futuro ignorando que o mundo há muito mudou e que há pessoas que há muito deixaram de se rever nas convenções minimalistas desenhadas há milénios nos primórdios da Humanidade.

“Perdi a memória” a estes casos que se politizam e que usam o género e o transgénero como bandeiras para tirar dividendos próprios sem se preocuparem realmente com os verdadeiros destinatários da questão, porque o egoísmo da primeira pessoa do singular ganhou dimensão e tem vindo a retirar espaço à primeira pessoa do plural.

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Perdeu-se o equilíbrio entre o “dar e receber” e começámos a ouvir “muda de vida” em forma de convite à emigração, entretanto substituída pelo chamamento ao regresso daqueles que entretanto partiram num processo que nos remete para uma versão demasiado rasca da “canção de engate”.

“Sempre ausente”, a solução “é p’ra amanhã” e, entretanto, “o corpo é que paga”. O corpo de migrantes, refugiados e outras vítimas inocentes da ganância daqueles que precisam das guerras para continuar a alimentar a indústria do armamento.

“Variações” dos tempos modernos que nos mostram que os líderes de hoje se distanciam cada vez mais dos estadistas de “ontem” e, enquanto assim for, bem podemos rezar ao nosso “anjinho da guarda” que o cenário mundial vai continuar a transformar “visões ficções” numa realidade assustadora que nem os criativos mais geniais se lembrariam de inventar.

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