Entroncamento | Partilharam-se olhares femininos sobre o passado e o futuro do concelho

Conversas com Café, sessão de março. Foto: mediotejo.net

O final da semana teve um toque feminino durante a sessão de março da tertúlia “Conversas com Café” que decorreu esta sexta-feira, dia 15, na Biblioteca Municipal do Entroncamento. O local recebeu quatro mulheres da terra ao final da tarde para conversar sobre as suas ligações à cidade ferroviária e apresentarem os “Olhares do Entroncamento” de quem ficou pelo concelho e quem reside fora, regressando com gosto.

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Graciete Rosa Rosa leva o nome do Entroncamento além fronteiras através das artes plásticas, Manuela Poitout está ligada ao concelho através da docência e do contributo na investigação da história local, Paula Carloto personaliza o testemunho da terra dos fenómenos através das lojas mais antigas ligadas ao tema e nas áreas do Direito e da Política e Joana Ribeiro é uma das caras jovens que dinamiza a área social como coordenadora da equipa local do CLDS 3G.

A biblioteca municipal acolheu mais uma tertúlia mensal. Foto: mediotejo.net

Estas foram as oradoras da sessão de março das “Conversas com Café” realizadas ao final da tarde desta sexta-feira na Biblioteca Municipal do Entroncamento e para as quais o Dia da Mulher, assinalado no passado dia 8 de março, deu o mote. As quatro responderam afirmativamente ao desafio lançado para apresentarem os seus “Olhares do Entroncamento”, assim como António Miguel, jornalista do EOL, para moderar a sessão. A presença de Maria Lurdes Rodrigues estava anunciada, mas não se concretizou por motivos de saúde.

O final de tarde passou a noite e quase se transformava em hora da ceia durante a iniciativa em que se falou sobre as vivências femininas de diversas gerações na cidade ferroviária. Um dos temas com maior destaque foi o associado às oportunidades do concelho na área da educação, com referência recorrente à secção da Escola Técnica e Industrial de Tomar na antiga Escola das Tílias, que hoje acolhe a sede do CLDS 3G, assim como do Ensino Secundário Oficial, em 1964.

Graciete Rosa Rosa, Paula Carloto, António Miguel, Manuela Poitout e Joana Ribeiro. Foto: mediotejo.net

O público feminino defendeu que a primazia era dada à preparação das mulheres para a vida de “dona de casa” através da “Formação Feminina”. Os elementos masculinos da plateia, maioritariamente ligados a órgãos políticos locais, salientaram, já na fase do debate, que as dificuldades apontadas não eram locais, mas transversais ao país. Sobretudo, numa altura marcada pelo conservadorismo e as particularidades dos meios rurais, trazidas pelos operários para o território durante o advento da ferrovia.

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A perspetiva geral, partilhada pessoalmente pelos presentes e enriquecida pelo testemunho de Ana Geraldes – projetado na tela e partilhado pelas palavras do ficheiro áudio – destacaram uma cidade em que a principal riqueza apontada foram as pessoas. Desde os amigos de infância que continuam por perto aos familiares e professores que marcaram percursos de vida. Em suma, o Entroncamento, tal como o nome indica, construiu-se com a convergência de elos sentimentais.

A iniciativa teve diversas intervenções da plateia. Foto: mediotejo.net

Quanto ao futuro, foi sublinhado o potencial de diversas áreas, com o Museu Nacional Ferroviário a ser referenciado por muitos intervenientes como um dos pontos de interesse turístico que merece forte investimento promocional. A acompanhá-lo, defendeu-se, devem estar os tradicionais fenómenos, a par de conceitos inovadores. A evolução cultural, por seu lado, foi assumida como conquistada numa cidade em que se partilhou a expetativa de ver mais vida e futuro nas ruas, seja nas rotinas laborais do dia-a-dia ou nas rotas de entretenimento.

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