Entroncamento: Nova passagem desnivelada pode estar para breve

A possibilidade de construção de uma nova passagem desnivelada que unirá as duas freguesias do Entroncamento ganhou força na reunião ordinária da Câmara Municipal da passada segunda-feira, dia 15. Em resposta às críticas dos vereadores do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, e da CDU, David Ribeiro, às más condições da passagem superior na estação ferroviária, Jorge Faria, referiu ter uma reunião agendada com o presidente da Infraestruturas de Portugal em que será debatida a construção de uma nova passagem desnivelada.

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As recentes preocupações apresentadas pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda ao Governo, através do Ministério do Planeamento e Infraestruturas, sobre as más condições da passagem superior pedonal na estação ferroviária do Entroncamento foram referidas pelo vereador daquele partido, Carlos Matias, e reiteradas pelo vereador da CDU, David Ribeiro.

No documento datado do passado dia 12 de fevereiro, os deputados Carlos Matias e Heitor Sousa questionam se o ministério está informado da “deficiente e desadequada solução adotada para a passagem superior” e qual a sua disponibilidade para “dar orientações à Infraestruturas de Portugal” no sentido desta ser substituída. A alternativa proposta para a obra inaugurada em 2014 implica a construção de um “novo atravessamento subterrâneo rodoviário, ciclável e pedonal”.

Jorge Faria informou o executivo sobre a reunião agendada com o presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, na qual que será discutido o “conjunto de investimentos quer na área rodoviária, quer na área ferroviária” apresentado no memorando entregue pela autarquia em maio de 2015 e que inclui a construção de uma passagem desnivelada com acesso à estação ferroviária, unindo as duas freguesias e fechando a rede de ciclovias existente.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da câmara municipal confirmou que desta reunião poderá surgir uma solução para a “construção de um acesso seguro, confortável” que “una as duas partes da cidade e permita a requalificação da parte norte da cidade”, na zona da sede do atual Museu Nacional Ferroviário.

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Os bairros ferroviários também são contemplados, reforçando a ARU – Área de Reabilitação Urbana direcionada para estas construções pertencentes à Infraestruturas de Portugal, incluída no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e aprovada pelo executivo em setembro do ano passado.

A ligação rodoviária entre o nó da A23 e as plataformas logísticas da MSC – Mediterranean Shipping Company e do TVT – Terminal Multimodal do Vale do Tejo, a passagem da estrada nacional para o domínio municipal, a criação de uma secção de formação de bombeiros especializados na ferrovia e a construção de uma passagem superior sobre a Linha do Leste são investimentos propostos no documento que o município espera ver concretizados.

Outro projeto que estará em cima da mesa na reunião do final deste mês ou início de março envolve o acolhimento de refugiados na cidade do Entroncamento.

BE questiona Governo sobre passagem de peões na estação ferroviária

O deputado do BE eleito por Santarém questionou o Governo sobre a “deficiente e desadequada solução adotada (em 2014) para a passagem superior” na estação ferroviária do Entroncamento e sobre a possibilidade de construção de um novo atravessamento subterrâneo.

Numa pergunta dirigida ao Ministério das Infraestruturas entregue no parlamento, Carlos Matias questiona qual a possibilidade de ser ponderada a construção de um atravessamento subterrâneo rodoviário, ciclável e pedonal, tendo em conta que a passagem superior apresenta uma estrutura “demasiado frágil”, tem um corredor colocado a grande altura, longo, estreito para o movimento de pessoas e exposto às intempéries e acessos por escadas extensas e demasiado inclinadas ou elevadores “muito pequenos e fechados”.

Reconhecendo que a estrutura foi uma solução para as “perigosas passagens de nível” que estiveram na origem, “ao longo de décadas, de uma extensa lista de vítimas, algumas mortais”, o deputado afirma que se revelou “muito aquém das expectativas” e pede que sejam ponderadas soluções “mais abrangentes”, como as que têm sido defendidas nos órgãos autárquicos.

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