Entroncamento | Isenção total de pagamento de espaços no Mercado Municipal não avança

Mercado Municipal do Entroncamento. Foto: mediotejo.net

A proposta apresentada pelo PSD para isenção total do pagamento das bancas, lugares de terrado e rendas do Mercado Municipal até ao final das obras que ali decorrem foi chumbada na reunião camarária desta segunda-feira, dia 16. Os elementos socialistas chumbaram a proposta, depois de terem apresentado duas em janeiro e março, ambas aprovadas, que estabeleceram isenções de 100% em janeiro e de 50% desde fevereiro.

As isenções propostas pelo PSD vigorariam até à conclusão da empreitada e foram justificadas como forma de “compensar” os lojistas e vendedores devido aos “constrangimentos maiores do que previsto inicialmente” gerados pelas obras que arrancaram no início deste ano. Entre eles, foram apontados “a redução de espaço para circular no interior do mercado, a diminuição de condições para vendedores e compradores” e “o encerramento do acesso pela Rua António Lucas”.

O presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS), confirmou ao mediotejo.net no final da reunião que existe consciência da existência de constrangimentos e que, no início das obras, ele próprio terá comunicado a “todos os operadores internos do mercado” que o município iria proceder a uma isenção de 50% no pagamento associado à ocupação das bancas e lugares de terrado.

Os comerciantes vivem “paredes meias” com as obras de remodelação. Foto: mediotejo.net

O autarca também referiu o alargamento da isenção de 100% para as lojas durante o período em que não puderam abrir as portas ao público, mantendo os 50% nos meses seguintes. Nessa altura, o PSD apresentou a primeira proposta de isenção total para todos os operadores do Mercado Municipal, entretanto chumbada, e que, segundo Jorge Faria não reflete uma “distribuição justa dos esforços”.

A nova proposta apresentada pelo PSD na reunião desta segunda-feira é encarada pelo presidente da autarquia como “populista”, justificando que nas idas regulares ao mercado encontra “pessoas satisfeitas que percebem o esforço que a câmara está a fazer, tirando uma situação ou outra muito pontual”. Posição diferente das referências por parte da oposição às queixas apresentadas pelos comerciantes.

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O presidente acrescentou que a autarquia tomará “uma posição” se surgirem situações “para além daquilo que estava pensado” durante a empreitada que teve início no final de 2017, envolvendo um investimento total de 1.091.351,86€, dos quais 908.728,08€ financiados por fundos comunitários.

O financiamento municipal situa-se nos 182.623,78€ e Jorge Faria diz ter expetativa de que o final das obras ocorra antes do prazo inicialmente previsto, ou seja, novembro deste ano.

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