Ensino | Sardoal terá nova Escola em dois anos e meio

Miguel Borges assina o contrato de empreitada de construção da nova escola de Sardoal. Foto: Câmara Municipal de Sardoal

O presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, assinou esta quarta-feira, 7 de fevereiro, o contrato de empreitada para a construção da Escola Básica 1,2,3 e Secundária de Sardoal. Um investimento no valor de 4,1 milhões de euros. Estima-se dois anos e meio para ter a escola pronta a funcionar.

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A Câmara de Sardoal, no distrito de Santarém, vai avançar ainda este ano com obras de construção daquela que será a nova Escola Básica 1,2,3 e Secundária da vila, num investimento de 4.140.000,00 euros.

“Assinei hoje o contrato de empreitada, falta o visto do Tribunal de Contas”, pelo que após o visto é feita a consignação da obra e os trabalhos devem começar “dentro de cinco meses”, afirmou hoje o presidente do município em declarações ao mediotejo.net.

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Miguel Borges (PSD) indicou tratar-se de “um passo muito importante” uma vez que é “o concretizar de uma luta com 8 anos para conseguirmos ter uma escola como tem a maior parte dos concelhos” tendo em conta que a atual escola foi construída de acordo com um modelo anterior ao 25 de Abril “ainda do tempo do ministro Veiga Simão” lembra o presidente, e Sardoal não foi abrangido pelo programa de modernização da Parque Escolar

Segundo o autarca, a construção do estabelecimento escolar conta com o financiamento comunitário, cerca de duzentos mil euros de comparticipação do Ministério da Educação e também investimento do Município. E porque o projeto já sofreu “algumas alterações, ficando cerca de 400 mil euros mais caro do que inicialmente previsto” a Câmara Municipal vai pedir “a reprogramação financeira” acreditando Miguel Borges que “o apoio comunitário se aproxime mais dos 85% para segundo, terceiro ciclo e secundário sendo a componente do primeiro ciclo da responsabilidade do Município”.

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A nova escola “será moderna, com outro conforto, com outra capacidade de resposta” diferente da atual “mais acolhedora, também importante para o sucesso da aprendizagem” dos alunos bem como do sucesso dos profissionais daquele estabelecimento de ensino afirma Miguel Borges, explicando que a escola de Sardoal foi construída para o quinto e sexto anos, aos quais hoje “já não dá resposta, quanto mais ao terceiro ciclo e ao secundário”.

O presidente considera por isso uma obra “urgente” de uma escola “virada para o século XXI e não este modelo antigo que cumpriu a sua função”. Agora “é importante termos outro tipo de escola com outros equipamentos”.

A nova escola irá manter as atuais valências, até porque “um dos critérios para o financiamento era esse: não podemos ir além das nossas necessidades”, contudo a escola terá “salas e laboratórios mais modernos, um pequeno auditório, um espaço polivalente mais agradável, um espaço exterior desportivo, sendo mais ou menos da mesma dimensão, ou seja, o tipo de respostas que vai dar é o mesmo que hoje tem mas de uma forma mais moderna”, sustenta.

A obra, com previsão de dois anos, será realizada por fases. “O edifício novo vai surgir sem que os edifícios antigos principais sejam demolidos para que as aulas continuem a funcionar” dentro da normalidade, explica Miguel Borges. Apenas no final da obra “será demolido o edifício onde hoje está o pavilhão polivalente, a cantina e o refeitório e aí nascerá o pavilhão polidesportivo” que servirá também a comunidade, uma lacuna que Sardoal tem neste momento. O novo pavilhão “cumprirá duas funções: pavilhão da escola durante o tempo de aulas e fora do período letivo será um equipamento disponível para ser utilizado pela comunidade”.

Assim, numa primeira fase será demolido o ginásio e “a escola nascerá entre os dois pavilhões existentes e o espaço do ginásio. Será uma forma de ter rés-do-chão e primeiro andar e também muito espaço livre”, explica.

Trata-se de “uma grande necessidade” de Sardoal. O sucesso dos alunos “passa também pelas boas condições de trabalho”. Miguel Borges exemplificou: “Hoje, em dias de chuva, uma criança que frequente o primeiro ciclo, com a sua mochila e guarda-chuva tem de atravessar toda a escola, de uma ponta à outra, e no início das aulas chega bastante encharcada e sem o conforto necessário para poder aprender”.

O início da construção da Escola Básica 1,2,3 e Secundária de Sardoal está prevista nas opções do plano e orçamento do Município para este ano, documentos aprovados pela câmara, por maioria, e pela assembleia municipal.

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