Ensino Profissional atrai já 48% dos alunos do secundário

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O ensino profissional ganha cada vez mais peso nas escolhas dos estudantes, destronando a via do ensino tradicional. Praticamente todas as escolas secundárias da rede pública oferecem já cursos profissionais e cresceu também exponencialmente a oferta da rede privada nesta área, o que significa que os jovens podem optar por um leque muito alargado de formações (mais de uma centena de cursos).

A componente prática e a preparação para o mercado de trabalho são cada vez mais valorizadas. Apesar de ter sido visto, durante muitos anos, como um caminho menos nobre, o ensino profissional hoje já é encarado de outra forma, pois carrega consigo uma grande esperança na obtenção de benefícios concretos no futuro.

O sucesso do ensino profissional está intimamente ligado ao contexto de crise económica vivido na última década, que veio reforçar nos alunos a necessidade de fazerem escolhas que pudessem garantir-lhes um posto de trabalho, no final do percurso escolar.

Desde o ano 2000, o número de alunos a frequentar o ensino profissional quadruplicou. Hoje, representam já 48% por cento dos alunos matriculados no secundário e essa adesão tem sido justificada exatamente com a facilidade de entrada na vida ativa, uma vez que, segundo as estatísticas, estes cursos têm uma empregabilidade média na ordem dos 70%, até um ano após a conclusão da formação. Alguns cursos garantem mesmo empregabilidade a 100 por cento.

Além disso, para finalizarem os cursos, os alunos do ensino profissional têm de realizar uma prova de aptidão profissional que consiste na criação e defesa de um projeto perante um júri (com professores, elementos de empresas, parceiros sociais, entre outros). São “obrigados” a criar projetos, a resolver problemas, a serem inovadores e empreendedores. Cerca de 15% acaba mesmo por conseguir financiamento para o seu projeto final de curso e criar o seu próprio posto de trabalho.

Uma aposta forte do Governo

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), devido à crescente interdependência entre a educação, a economia e o desenvolvimento dos países, a formação de jovens para integração no mercado do trabalho é um dos grandes desafios aos quais urge fazer frente. Durante muitos anos, Portugal ocupou as últimas posições nos relatórios da OCDE sobre educação e, para alterar esta realidade, o caminho parece ser o da via profissionalizante. As metas traçadas este ano apontam para que metade da população passe a ter, no mínimo, o ensino secundário — e 55% dos alunos nesse nível de ensino deverão estar inscritos em cursos profissionais. Este objectivo é mais ambicioso do que aquele que tinha sido traçado pelo anterior Governo, mas o executivo de António Costa atrasou o momento de seleção dos percursos para o 10.º ano, garantindo também que a oferta do ensino profissional será sempre ajustada às necessidades do mercado de trabalho, quer em termos regionais quer de sectores de atividade.

A aposta do Governo nas vias profissionalizantes de ensino é reforçada também ao nível do superior, onde se pretende alcançar a meta de 20 mil diplomados nos cursos técnicos superiores profissionais. Estas formações de dois anos, ministradas pelos institutos politécnicos em ligação com as empresas, foram lançadas pelo anterior executivo.

Oferta no Médio Tejo

Os cursos disponibilizados pelos estabelecimentos de ensino dos treze municípios do Médio Tejo dão aos jovens a oportunidade de adquirir um vasto leque de competências, com uma forte ligação ao setor empresarial da região.

O ensino profissional pode ser uma opção para os jovens que:
– Tenham concluído o 9.º ano de escolaridade ou formação equivalente;
– Procurem um ensino mais prático e voltado para o mundo do trabalho;

Esta opção não exclui a hipótese de, mais tarde, prosseguir estudos num Curso de Especialização Tecnológica ou do Ensino Superior.

Após a conclusão, com aproveitamento, de um curso profissional, os jovens obtêm o ensino secundário e certificação profissional, conferindo o nível 4 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações.

Os cursos profissionais fazem parte da oferta formativa das escolas profissionais (públicas ou privadas), bem como das escolas secundárias da rede pública. A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo funciona como elo de ligação entre os vários operadores de rede da oferta formativa: escolas, agrupamentos de escolas, municípios, Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares e Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional. Aqui pode obter todas as informações sobre as escolas que fazem parte da rede homologada nos 13 municípios do Médio Tejo.

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