“É um Orçamento de farsa e até parece mentira!” – acusa Duarte Marques

O deputado do PSD, Duarte Marques, criticou esta terça-feira, dia 14 de novembro, duramente a proposta de Orçamento de Estado para 2018 na área da saúde do distrito de Santarém, em particular no Hospital Distrital de Santarém onde, face ao contrato-programa de 2017, há um corte de menos 18% nas despesas totais, menos 85% na despesa com medicamentos e menos 56% em material de consumo clínico.

No que diz respeito ao Centro Hospitalar do Médio Tejo há um corte de quase 80% nos medicamentos e 77% em material de consumo clínico, face ao contrato programa de 2017.O Ministro da Saúde respondeu que reforçará estas verbas caso seja necessário e que o grosso do orçamento está centralizada nos serviços do Ministério “mas então”, perguntou o Deputado do PSD “para que serve este Orçamento que aqui discutimos? É um orçamento irrealista, de farsa e que até parece mentira”.

Duarte Marques considera que se por um lado este modelo de gestão “viola as regras democráticas, a transparência e fiscalização” por outro revela “total falta de confiança nas Administrações dos Hospitais que são relegados para meros notários das decisões do Ministro”

Se o OE2018 já se apresenta muito preocupante, os atrasos nas transferências do ano corrente são também um grave problema pois o governo está em dívida com os diversos hospitais “recuando quase 6 anos no que diz respeito a prazos de pagamento a fornecedores”. Se o Governo “paga mais tarde, vai pagar mais, sendo que os juros dos atrasos podiam ser mais úteis em cuidados médicos ou medicamentos”.

O Deputado do PSD apelou ainda a um maior esforço nos incentivos à colocação de Médicos de Medicina Geral e Familiar nos concelhos da Lezíria  e do Médio Tejo, sobretudo nos mais deficitários.

Duarte Marques criticou ainda os partidos da coligação, PS, BE e PCP que aprovam esta proposta de OE2018 mas que depois “vêm aqui fazer o número de indignados no debate para tentar enganar os eleitores. Se as questões que aqui trazem são assim tão importantes, então exijam ao vosso governo que as coloque no Orçamento”.

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Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.
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