(Des)Igualdade de género, por Vasco Damas

Foto: Pixabay

Na passada sexta-feira assinalou-se mais um Dia Internacional da Mulher e este é o melhor exemplo que prova que apesar de todo o caminho percorrido ainda temos muito espaço para evoluir socialmente dado que ainda não vivemos num mundo justo, equilibrado e aonde os seres humanos não são tratados de forma igual, apesar de muitas vezes nos quererem convencer que já vivemos numa prática de igualdade de género.

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Mas não confundamos igualdade com semelhança. Uma mulher não é igual a um homem nem nunca o será. E ainda bem, digo eu, acrescentando que tem direito a uma igualdade de tratamento, de direitos e de oportunidades mas com frequência a realidade e as estatísticas dizem-nos que não é assim porque ainda vivemos numa sociedade demasiado conservadora, muito masculina e excessivamente machista.

Não quero ir por um caminho que nos leve a um beco sem saída, com base numa discussão estéril numa lógica de avaliação de superioridade de género.

Homens e mulheres têm a sua importância e o peso dessa importância é o mesmo em termos sociais. Afirmo-o sem qualquer tipo de demagogia, mas às vezes fico com a sensação que os principais interessados nesta igualdade de género são precisamente os primeiros a confundir esse conceito quando não entendem que esta igualdade tem que ser afirmada pelas diferenças.

Bem sei que o preconceito existe e que a desconfiança é latente mas tenho dúvidas que um e outra sejam erradicados com comportamentos que se focam na cópia ou na semelhança.

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Há ainda um longo caminho a percorrer para que a desigualdade de género que ainda vivemos se transforme verdadeiramente numa igualdade de género mas quando esse dia chegar, se chegar, passaremos a viver numa sociedade evoluída, justa e equilibrada.

Apetece-me mesmo afirmar que quando esse dia chegar, se chegar, deixará de fazer sentido a celebração do Dia Internacional da Mulher passando a ser mais lógico a celebração do Dia Internacional da Humanidade.

Apesar de todos os sinais que contrariam o meu positivismo, tenho esperança que os netos dos meus netos o cheguem a celebrar!

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