Deputados do PSD questionam Governo sobre segurança da central nuclear espanhola de Almaraz

O PSD questionou o Governo sobre falhas no sistema de arrefecimento da central nuclear espanhola de Almaraz, fronteiriça com Portugal, relata hoje a imprensa espanhola alertando para as consequências ambientais e sociais em caso de acidente.

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O jornal espanhol El País noticiou hoje que inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol (CSN) “têm alertado para falhas no sistema de arrefecimento de serviços essenciais da central nuclear de Almaraz”, tendo relatado que “cinco inspetores consideraram que não há garantias suficientes de que as bombas de água do sistema de serviços essenciais operem com normalidade”.

Esta posição surge na sequência de duas falhas no motor das bombas de água.

Segundo fontes internas do CSN, citadas pelo diário espanhol, a situação descrita deveria ter levado à paragem imediata do reator que se encontra em funcionamento.

O caso motivou uma pergunta hoje dirigida ao ministro do Ambiente pelos deputados sociais-democratas Nuno Serra, Duarte Marques, Bruno Coimbra e Teresa Leal Coelho para saber se o Governo português “tem conhecimento destes factos”.

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Os deputados alertam para a “delicadeza do assunto, pelo alarme social que pode causar, mas sobretudo pelas terríveis consequências ambientais e sociais que poderão ocorrer em caso de acidente nuclear”.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, pode ainda ler-se que, “sendo que a central nuclear em causa se situa na comunidade autónoma da Estremadura” (região espanhola que faz fronteira com os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e parte de Beja), “Portugal não pode estar alheado deste problema”.

Por isso, os deputados do PSD pediram “diligências imediatas junto do Governo espanhol no sentido de o esclarecer, exigindo que se tomem medidas imediatas, sendo caso disso”.

Em declarações à agência Lusa, o deputado Duarte Marques disse ser “urgente esclarecer a situação” com as autoridades de Espanha, tendo defendido ainda que, “se for caso disso, [é preciso] exigir o imediato encerramento do reator nuclear mencionado”.

O deputado disse ainda que a “articulação com Espanha é cada vez mais urgente, não só na gestão de caudais [de rios], mas sobretudo no combate às fontes poluidoras”.

Na missiva dirigida ao Governo, os subscritores do documento “voltam a alertar o Governo da República para a necessidade de intensificar a fiscalização à poluição no rio Tejo, não só em Portugal, mas também em Espanha”.

Duarte Marques defendeu à Lusa o “reforço deste alerta”, depois de, na terça-feira, terem sido ouvidos, na comissão parlamentar do Ambiente, os autarcas de concelhos vizinhos do rio Tejo, “que destacaram o facto de a água já entrar muito poluída em território nacional”.

O deputado concluiu que, “face à dimensão dos problemas, é necessário estender a Espanha as exigências de fiscalização, reforçar a coordenação transfronteiriça nesta matéria, e exigir às autoridades do país vizinho que cumpram a sua missão de combate à poluição no rio Tejo”.

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