Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Lembro-me de cada uma das camadas de cor.  A idade da descoberta das coisas faziam-me percorrer as “ruas velhas” do Sardoal, rua após rua, casa após casa, esconderijo após esconderijo.

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E lembro-me das muitas camadas de cal e ocre de várias cores que as paredes iam recebendo após o inverno rigoroso que as deixava sem cor.  Hoje, passo por lá e apenas restam memórias.

As marcas, as que ficaram, são apenas as de um país que não o soube e sabe ser e que teima em enganar-se a si próprio com politicas de faz de conta. Um país sem cor por dentro.

(Fotografia – Sardoal, “ruas velhas”, fevereiro de 2019)

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