Constância | Nova extensão de saúde vai ser realidade em Montalvo

Foto DR

O projeto de execução da Extensão de Saúde de Montalvo foi aprovado por unanimidade na reunião pública da CM Constância realizada na quinta-feira, dia 19 de julho. A obra terá um custo de cerca de 130 mil euros, com 85% de financiamento comunitário, saindo o restante do orçamento municipal. Sérgio Oliveira (PS), autarca constanciense, disse esperar que a obra arranque entre final de outubro e início de novembro.

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Em declarações à comunicação social, o autarca frisou que se tratou de “um processo demorado”, aguardando negociações com o Ministério da Saúde, com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), e posterior assinatura de protocolo, “porque como se trata de uma matéria que é responsabilidade da Administração central, a Câmara Municipal não podia fazer qualquer tipo de despesa sem antes ter esse protocolo”, explicou.

Nesse protocolo “ficou estipulado que a obra física seria responsabilidade da Câmara Municipal de Constância e tudo o que seja equipamento interno e recursos humanos da extensão de saúde é responsabilidade da ARSLVT. Temos o compromisso da ARS que haverá extensão de saúde e médico”, disse o edil.

Quanto ao documento aprovado, “resulta de contratação de empresa externa de arquitetos, responsável pelo projeto de execução de adaptação da Escola primária à Extensão de saúde”.

Antiga escola primária será reabilitada e adaptada ao projeto para instalação da nova extensão de saúde da freguesia de Montalvo. Foto: mediotejo.net

A obra vai contar com comparticipação de 85% através de fundos comunitários, conseguidos por via de reprogramação pelo Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, cabendo apenas 15% ao orçamento municipal.

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Quanto ao início da obra, Sérgio Oliveira mostrou-se otimista, crendo que até final do ano esta já deva ter iniciado. “Conto que, antes do final do ano, a obra comece. Agora é lançar o procedimento de contratação pública e pensamos que estamos em condições para, entre final de outubro e início de novembro, ter a obra a arrancar”, assumiu.

O prazo de execução desta obra deverá ser de três a quatro meses, contando com um investimento a rondar cerca de 130 mil euros.

“Acho que é um erro, porque dessa maneira as aldeias vão definhando, vão perdendo população… E é fundamental mantermos nas freguesias rurais este tipo de serviços, caso da extensão de saúde, para dar movimento às terras”, fez notar, acrescentando que outros obstáculos deixam de existir, nomeadamente quanto à deslocação, uma vez que se ultrapassam “problemas de deslocação para uma população envelhecida, que tinha de se deslocar à sede de concelho, e assim tem a sua extensão de saúde na sua terra”.

Esta obra é considerada “importante” pelo presidente de Câmara, uma vez que diz ser “«contra» a concentração de serviços nas sedes dos concelhos”. Foto DR

Outra mais-valia para a instalação desta extensão de saúde prende-se com o facto de servir de “apoio à própria zona industrial naquela freguesia, que para uma primeira emergência tem ali um equipamento a que pode recorrer”, salientou.

O projeto mereceu comentário da vereadora Júlia Amorim (CDU), ex-presidente da CM Constância, que disse gostar do que viu em consulta ao processo. “Gostei do que vi, nomeadamente das imagens em 3D (…) Relativamente ao financiamento, congratulo-me com o facto de haver financiamento comunitário”, disse a eleita.

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