Constância | Executivo atento à necessidade de requalificação da Igreja Matriz e do Parque Ambiental

Parque Ambiental de Santa Margarida. Foto: mediotejo.net

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Constância, deu conta que a autarquia acompanha com atenção o facto de a Igreja Matriz de Constância e do Parque Ambiental de Santa Margarida (PASM) necessitarem de obras de requalificação. A intervenção do PASM integra o Orçamento e Opções do plano para 2020, e Sérgio Oliveira pretende que arranque “o quanto antes”. Estes temas marcaram a mais recente reunião de Câmara pública, após questões levantadas por Manuela Arsénio, vereadora da CDU (em substituição de Júlia Amorim nesta sessão).

Após a aprovação de apoio financeiro para aquisição de equipamento de som, no valor de 2.912,88 euros, por parte da Paróquia de São Julião Mártir de Constância, a vereadora Manuela Arsénio (CDU) aproveitou para questionar sobre a posição do executivo camarário perante a necessidade de requalificação e conservação de património do concelho, caso da Igreja Matriz.

“Houve algum desenvolvimento sobre o plano de ação para a pintura do José Malhoa, no teto e com a cercadura em volta e com a eventual pintura do edifício? Não é única e exclusivamente uma responsabilidade do município, admitimos que também o é moralmente, e que é um espaço patrimonial do nosso território e do qual usufruímos”, disse Manuela Arsénio.

Sérgio Oliveira referiu, em declarações ao mediotejo.net, que “há vários anos que está identificada a necessidade de intervir na Igreja Matriz, em Constância, quer a nível do telhado, quer a nível da pintura do edifício, e outro tipo de trabalhos que são muito específicos de conservação e restauro, nomeadamente nos altares, na pintura de José Malhoa,… há um conjunto de intervenções que é necessário fazer”.

O autarca referiu que, “para que a igreja fosse elegível neste quadro comunitário, teria de ter uma classificação de monumento nacional”, só com essa classificação seria possível a candidatura.

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Ainda assim, o município apresentou um formulário junto da CCDR para tentar ajudar a Paróquia, mas “há vários anos que a CCDR não aprova candidatura neste âmbito, porque não tem financiamento”.

A Câmara Municipal tem tratado de “sinalizar a Igreja como um investimento na área cultural, em que se precisa fazer intervenção num património, que apesar de não ser municipal, nem ser património público, uma vez que pertence à Igreja, mas é um património que merece ser conservado e é importante para o concelho e para a sua história. É um assunto a que continuamos atentos em colaboração com o senhor Padre Nuno, e logo que haja uma oportunidade, em conjunto com a paróquia, obviamente iremos avançar.

Quanto ao apoio financeiro dado à paróquia, o autarca referiu que se trata de um apoio “à semelhança do que é feito com as associações”.

“Entendemos que a fábrica da igreja não deve estar fora deste tipo de apoio”, considerando tratar-se de “um investimento de melhoria que acaba por servir todos” e visto este apoio como um “donativo”.

Parque Ambiental de Santa Margarida: pequenas obras de beneficiação até ser possível grande intervenção de fundo

Durante a mesma reunião, a vereadora Manuela Arsénio (CDU) pretendeu saber o que se perspetiva na recuperação de património, em específico quanto ao Parque Ambiental de Santa Margarida (PASM), alertando para a sua degradação e deterioração de materiais naquele equipamento.

Referiu ter tido conhecimento de queda de “um pedaço de tecto” e que tal teria sido remediado na altura “com folhas de papel a tapar” para “minimizar o impacto visual”.

A vereadora referiu que haveria questões de infiltrações na Ecoteca e madeiras que precisam de grande conservação.

Sérgio Oliveira (PS) disse que o PASM foi “deixado completamente à sua sorte” nos últimos anos, “pouco se fez e pouco se pensou naquele equipamento” e isso levou a um “nível de deterioração considerável”.

Parque Ambiental de Santa Margarida. Foto: DR

Lembrou o autarca que foi feita candidatura no valor de 260 mil euros, financiada a 85%, ao Turismo de Portugal numa linha de financiamento que existia, mas que não foi aprovada e não permitiu uma “intervenção de fundo” como esperado.

Como tal foi iniciado “um plano B”, com levantamento das necessidades do Parque, desde a torre, às madeiras a substituir e a iluminação  que “será uma entidade externa que irá fazer a avaliação do que é preciso para requalificar”.

Quanto à introdução de novas valências, o presidente de Câmara diz não lhe fazer sentido que tal aconteça “quando o que ali está não está mantido nem conservado”.

“Primeiro manter e conservar, e recuperar, e depois então pensar-se em algo que acrescente valor àquele equipamento”, aludiu.

De referir que a requalificação do PASM está prevista em orçamento municipal para o ano 2020.

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