Constância | Adelino Gomes, comandante dos bombeiros, prepara sucessão

Adelino Gomes, comandante dos bombeiros Voluntários de Constância. Foto: mediotejo.net

No ano em que completa 65 anos e a poucos meses de terminar o seu mandato, Adelino Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância e tesoureiro da respetiva Associação Humanitária, revelou ao mediotejo.net a sua intenção de se retirar este ano, no final da época de fogos.

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Adelino Gomes, bombeiro há mais de 40 anos e Comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância (AHBVC) há quase duas décadas, diz que é chegada a altura de “renovação”, de “sangue novo”.

Sabe que já há movimentações para apresentação de uma lista às eleições para a associação, previstas para outubro, e gostava de “passar o testemunho” a alguém com capacidade para dar continuidade ao seu trabalho.

Antes de chegar a comandante, Adelino Gomes foi dois anos adjunto de comando e outros dois segundo comandante, o que o leva a manifestar o seu cansaço depois de uma fase difícil que a associação atravessou devido a problemas financeiros.

O diferendo que se arrasta há mais de um ano entre a AHBVC e o Centro Hospitalar do Médio Tejo em relação às regras de faturação dos serviços de transporte de doentes, tem resultado num grande desgaste e cansaço fazendo com que os atuais dirigentes “tenham muito pouca vontade de continuar”.

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Como tesoureiro que é, mostra-se cansado de ouvir “todos os dias os funcionários e os fornecedores a pedirem dinheiro”. É certo que a situação financeira já foi muito mais grave. Agora “melhorou ligeiramente” mas “há sempre algumas dificuldades”, refere o comandante.

Adelino Gomes insiste na existência de uma dívida de 215 mil euros do Centro Hospitalar à sua corporação, valor que a administração do CHMT não reconhece.

Ao deixar de pagar o factoring como fazia até maio do ano passado, foi criada uma dívida de 120 mil euros à Caixa Geral de Depósitos, valor que levou esta instituição bancária a exigir uma garantia bancária à Associação Humanitária. Esta “espécie de hipoteca”, como lhe chama Adelino Gomes, envolve as instalações e as viaturas da corporação, mas não põe em causa o seu funcionamento, garante.

Uma alteração que se registou nos órgãos diretivos da Associação Humanitária, foi a saída, devido à sua fragilidade psico-emocional, agravada pelos problemas financeiros da corporação, da Presidente da Direção. Em novembro do ano passado, Maria da Conceição Calado foi convidada por uma Organização Católica Italiana para ajudar na miséria humana do Mediterrâneo, uma experiência que já teve oportunidade de fazer ao longo da sua vida
em vários cenários de dramas humanitários tanto na África negra como na África magrebina. Esta saída levou a que o Vice-Presidente da Direção, Celestino Freire, assumisse temporariamente a Presidência até ao final do mandato que termina em outubro, altura em que haverá eleições.

Esta saída levou a que o vice-presidente da direção, Celestino Freire, assumisse temporariamente a presidência até ao final do mandato que termina em outubro, altura em que haverá eleições.

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