Chamusca | Recolha seletiva de biorresíduos vai ser obrigatória em todos os Municípios

Reunião com a Secretária de Estado do Ambiente na CIMLT. Foto: DR

Até ao final de 2023, todos os Municípios vai ser obrigados a ter recolha seletiva de biorresíduos, conforme determina a Diretiva (EU) 2018/851. São os resíduos biodegradáveis de espaços verdes, nomeadamente os de jardins, parques, campos desportivos, bem como os resíduos biodegradáveis alimentares e de cozinha das habitações, das unidades de fornecimento de refeições e de retalho e os resíduos similares das unidades de transformação de alimentos.

Para falar sobre este assunto, a Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, esteve no dia 3 de janeiro em reunião com os autarcas e técnicos dos Municípios da Lezíria do Tejo (entre os quais a Chamusca) e do Alto Alentejo para em conjunto debaterem a estratégia de implementação da recolha seletiva daquele tipo de resíduos.

Ao mesmo tempo, pretende-se garantir que os biorresíduos são encaminhados para um destino adequado (compostagem), em que se possa beneficiar do composto de qualidade e da energia renovável.

Na reunião foram debatidas com a Secretária de Estado do Ambiente algumas questões, entre elas: os principais constrangimentos e incentivos para implementação da rede de recolha seletiva dos biorresíduos pelos Municípios; as oportunidades que podem existir, inclusivamente para as Comunidades Intermunicipais; e as condições para a implementação da recolha seletiva de biorresíduos.

A Resitejo apresentou há duas semanas uma candidatura na ordem dos 4 milhões e 200 mil euros de modo a garantir capacidade instalada para tratamento dos biorresíduos recolhidos nos concelhos abrangidos por aquela entidade, anunciou o Presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, que preside também à Resitejo.

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O autarca reconhece não ser fácil instalar em cada habitação um sistema com cinco caixotes para diferentes tipos de resíduos: papel/cartão, vidro, plástico, biorresíduos e lixo indiferenciado. Mas o futuro vai obrigatoriamente passar por esse cenário uma vez que parece não haver recuo nesta decisão comunitária que tem de ser implementada até 2023.

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