Chamusca | PS: “Necessitamos da conclusão do IC3 como de pão para a boca”

Cerca de 10 mil viaturas por dia passam pela ponte da Chamusca (Foto: mediotejo.net)

A propósito da não inclusão do troço do IC3 entre VN Barquinha e Almeirim no Plano Nacional de Investimentos, Nuno Mira, deputado do PS na Assembleia Municipal da Chamusca, disse na sessão do dia 28 de janeiro que “o PS da Chamusca tudo tem feito e tudo fará para que a conclusão do IC3 se torne realidade”. Para o eleito socialista, esta obra é tão necessária “como pão para a boca”.

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As afirmações foram proferidas numa altura em que se debatia a descentralização de competências. Nuno Mira realçou a importância de se investir no interior do país, considerando que tal não tem sido feito nos últimos 40 anos.

O PSD lançara dias antes um comunicado onde acusava o PS, que detém a presidência da Câmara, de “quer matar a Chamusca”. Nuno Mira referiu o assunto, desvalorizando-o. “Não entramos no populismo e na crítica fácil como alguns partidos aqui presentes. Trabalhamos e vamos continuar a trabalhar junto do poder central para que a conclusão do IC3 seja incluída no Plano Nacional de Investimentos 2030”, afirmou, deixando um recado ao PSD: “Dizer mal é fácil, trabalhar e fazer melhor, isso sim, é muito difícil. Estamos cá para isso.”

Apesar da dura troca de palavras, nesta matéria os dois partidos estão de acordo. Para o PSD o IC3/A13 é também uma “obra absolutamente urgente”, recordando a promessa feita aquando da instalação do Eco-Parque do Relvão. “O setor dos resíduos ali instalado é ele próprio estratégico para o país e precisa de outros canais de acessibilidade”, argumenta o PSD, que considera não ser aceitável que “as populações de Almeirim, Alpiarça, Chamusca e todas as povoações ao longo da Nacional 118 tenham que suportar o tráfego de centenas de pesados, com resíduos de todo o tipo e com todos os riscos associados”.

Os social-democratas recordam ainda “a incapacidade da atual ponte da Chamusca em satisfazer as necessidades de tráfego a que está sujeita, com constrangimentos significativos para todos os seus utilizadores” e o projeto que foi inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, investimento já sujeito a todos estudos preparatórios, declaração de impacte ambiental e zona condicionante de proteção ao traçado.

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