CGD confirma fecho de agências bancárias em Constância e Golegã

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) confirmou hoje à Lusa o encerramento das agências bancárias em Santa Margarida, concelho de Constância, e em Golegã, ambas no distrito de Santarém, apesar dos protestos dos respetivos autarcas.

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“A agência da Golegã será encerrada, mas os clientes serão integrados na agência da Chamusca. Também confirmamos o encerramento da agência de Santa Margarida, cujos clientes serão integrados na agência de Constância”, disse à agência Lusa fonte oficial da CGD, questionada sobre as críticas dos autarcas dos respetivos municípios sobre este processo.

“Como é do conhecimento público e consta do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, previamente acordado com as autoridades europeias, está prevista a realização de um programa de restruturação da rede de agências, à semelhança da restante banca portuguesa”, acrescentou a mesma fonte, sem referir se e quais agências poderão encerrar no país, a exemplo do que vai suceder a 31 de março em Constância e em Golegã.

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Em comunicado, a presidente da Câmara de Constância manifestou a sua “discordância” pelo fecho do Balcão da Caixa Geral de Depósitos do Campo Militar de Santa Margarida no final deste mês, “pelo impacto negativo que a mesma terá na vida das pessoas, tanto dos militares como da população civil que habitualmente utiliza este serviço”.

Júlia Amorim (CDU) disse ainda “não concordar que essa mesma reestruturação seja realizada pondo em causa a qualidade do serviço público prestado aos cidadãos, através do encerramento de balcões, da redução de trabalhadores e do horário de atendimento ao público”, tendo defendido que “as medidas, ao serem tomadas, devem ter em conta a especificidade dos territórios sob pena de se criarem ainda mais desigualdades no acesso dos portugueses aos serviços a que têm direito”.

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O presidente da Câmara da Golegã, por sua vez, considerou “inaceitável” a “intenção da Caixa Geral de Depósitos de proceder ao encerramento do balcão” do banco naquela vila. Em comunicado, Rui Medinas (PS) afirma ser “insólito, absurdo, discriminatório até” a Golegã, “capital do cavalo”, passar a ser o único concelho do distrito de Santarém a deixar de ter um balcão do banco público.

Na Golegã, “tal situação é inaceitável!”, escreve o autarca, que declara “estranheza” por os clientes daquele balcão ainda não terem recebido qualquer informação quando os funcionários sabem que o encerramento está marcado para 31 de março, “situação muitíssimo preocupante para todos os clientes e, em particular, para os mais idosos”.

Com cerca de 5.500 habitantes, o concelho da Golegã, onde anualmente, em novembro, se realiza a Feira do Cavalo, que atrai milhares de visitantes à vila, tem forte atividade agrícola.

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